Agricultores do Algarve convocados para manifestação de rua dia 8 de março

  • Nas vésperas da eleição, a Comissão para a Sustentabilidade Hidroagrícola do Algarve (CSHA) apresenta um conjunto de reivindicações urgentes para o próximo governo e anuncia mobilização dos agricultores para um grande protesto de rua;
  • Entre as reivindicações, entregues à CCDR Algarve e ao próximo governo eleito, urge-se o aumento da capacidade de armazenamento de água, cortes equitativos na utilização de água, e a reestruturação do Ministério da Agricultura, com a reinstalação das Direções Regionais de Agricultura e Pescas.
  • Ponto de encontro da mobiização é na EN12, entre as 09:00 e as 14:00, entre as rotundas de Maritenda e das Quatro Estradas;

A Comissão para a Sustentabilidade Hidroagrícola do Algarve (CSHA), que reúne mais de mil entidades e agricultores algarvios, apresenta um conjunto de reivindicações urgentes para mitigar a crise hídrica na região, que será entregue à CCDR Algarve e ao próximo governo eleito, e anuncia a mobilização dos agricultores para um grande protesto de rua marcado para dia 8 de março. Este protesto será feito sob a forma de uma marcha lenta na EN12, entre as 09:00 e as 14:00, entre as rotundas de Maritenda e das Quatro Estradas.

A CSHA formou-se em janeiro, após o anúncio do Governo de cortes do fornecimento de água no Algarve, e desde então, a comissão tem se mobilizado para alertar do perigo que estas medidas representam para a produção agrícola da região, e ainda, tem apresentado soluções de médio e longo prazo que são alternativas sustentáveis às medidas do Governo que tornam a agricultora no parente pobre da economia da região.

Nas vésperas da eleição de um novo governo, a CSHA desenvolveu um Dossier de Reivindicações que pretende alertar o próximo governo para os problemas estruturais hídricos no Algarve, assim como para a sobrevivência deste setor para a economia algarvia. As reivindicações serão defendidas nas ruas, num grande protesto, dia 8 de março, a dois dias da eleição de um novo governo que vai definir o futuro do Algarve.

O Dossier de Reivindicações está dividido em dois setores principais: em primeiro lugar, a crise hídrica; em segundo lugar, o estado atual do Ministério de Agricultura.

Em síntese, relativamente à gravidade da situação de seca no Algarve, a CSHA apresenta soluções para a redução das perdas de água, o aumento da capacidade de armazenamento de água (em barragens, águas residuais tratadas, dessalinizadora, aquíferos do Algarve), apela a cortes equitativos na utilização de água, recorda a suspensão de novos investimentos nesta área, sugere uma campanha de informação junto da população, a atualização dos títulos das captações subterrâneas, e defende a insuficiência dos apoios apresentados pelo Governo. A CSHA ainda reforça que, como a pluviosidade das últimas semanas ultrapassou as estimativas do Governo, todo o volume encaixado superior ao estimado deve ser direcionado para aliviar os cortes impostos à agricultura.

No segundo ponto do dossier, a CSHA exige a a reestruturação do Ministério da Agricultura, com uma menor carga burocrática e pressão fiscal, e a reinstalação das Direções Regionais de Agricultura e Pescas.

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