O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, exige esclarecimentos à administração da ULS Algarve e ao Ministério da Saúde sobre os casos denunciados no Serviço de Urgência do Hospital de Portimão e anuncia que vai solicitar uma reunião urgente com ambas as entidades.
Numa tomada de posição pública, o autarca considera de “extrema gravidade” as informações que têm vindo a ser conhecidas sobre o funcionamento daquele serviço.
Álvaro Bila refere a morte de um homem de 87 anos, alegadamente após 12 horas de espera, e um segundo caso de um doente que terá permanecido cerca de 24 horas sem observação médica. Na mesma declaração, aponta denúncias de enfermeiros sobre problemas de organização e funcionamento da Urgência.
O presidente da Câmara apresenta condolências às famílias das vítimas e manifesta solidariedade com os profissionais de saúde que trabalham diariamente sob forte pressão.
“Enquanto Presidente da Câmara Municipal de Portimão, não posso aceitar que isto se torne normal. Nem que a população fique sem respostas”, afirma.
Para o autarca, a falta de meios, de organização ou de coordenação não pode comprometer a segurança dos doentes. Defende, por isso, que as denúncias dos enfermeiros sejam levadas a sério e que os profissionais sejam ouvidos.
Álvaro Bila exige ao Conselho de Administração da ULS Algarve e ao Ministério da Saúde o esclarecimento dos acontecimentos, o apuramento de responsabilidades e a adoção de medidas urgentes que garantam o normal funcionamento do hospital.
Nesse sentido, anuncia que vai pedir uma reunião urgente com a ministra da Saúde e com a administração da ULS Algarve.
“Não faço julgamentos antecipados. Mas não aceito o silêncio nem a resignação”, sublinha o presidente da Câmara, defendendo que os profissionais precisam de condições de trabalho e os cidadãos de cuidados de saúde seguros e prestados a tempo.
A posição surge depois de a ULS Algarve ter anunciado a abertura de um inquérito interno ao óbito do utente de 87 anos, ocorrido na madrugada de 4 de novembro. A instituição comprometeu-se a esclarecer as condições de acompanhamento do doente, os procedimentos adotados e a sequência dos acontecimentos, assegurando colaboração com as entidades competentes.










