A Comissão Concelhia de Silves do PCP manifestou solidariedade com os utentes de Pêra e Alcantarilha que se concentraram, a 6 de novembro, junto ao Centro de Saúde de Pêra, em protesto contra a falta de médicos de família. O partido defende a colocação de, pelo menos, dois profissionais a tempo inteiro, um para cada unidade de saúde.
Segundo um comunicado dos comunistas, a ausência temporária da única médica que assegurava o atendimento em Pêra deixou a unidade sem resposta médica aos utentes. A situação é agravada pelas obras no Centro de Saúde de Alcantarilha, que levaram à transferência dos seus utentes para Pêra.
O PCP adianta que, quando o protesto já estava marcado, a Unidade Local de Saúde do Algarve conseguiu contratar uma médica aposentada para prestar serviço a tempo parcial.
De acordo com o partido, a medida foi bem recebida pelos utentes, mas é insuficiente para responder às necessidades das duas freguesias. Os comunistas consideram necessária a presença de um médico de família a tempo inteiro em cada centro de saúde e referem que foram decididas novas formas de luta, sem avançarem pormenores.
Na mesma nota, a Comissão Concelhia de Silves enquadra os problemas locais numa situação mais ampla de dificuldades de acesso ao Serviço Nacional de Saúde, apontando a falta de médicos de família, as listas de espera, o encerramento de serviços hospitalares e as carências de equipamentos e manutenção.
O partido atribui estas dificuldades a opções políticas seguidas ao longo dos anos e dirige críticas ao Governo PSD/CDS e ao apoio da Iniciativa Liberal e do Chega a políticas que, no seu entendimento, favorecem os grupos privados de saúde.
Como resposta, o PCP reclama mais investimento público, valorização das carreiras, contratação de profissionais e uma aposta na promoção da saúde e na prevenção da doença.
A estrutura concelhia assegura que continuará a intervir junto dos utentes, das populações e dos profissionais pela defesa e pelo reforço de um SNS público, universal e acessível a todos.










