Violência em Lagos – Dez imigrantes asiáticos envolvem-se em agressões entre eles, com bastões de críquete, junto a esplanadas, e um residente questiona a ministra da Administração Interna, a autarquia e forças policiais sobre a falta de segurança na cidade

O episódio ocorreu numa esquina da Travessa do Mar (em frente ao antigo quartel dos Bombeiros Voluntários), junto a cafés, bares e restaurantes, perto da Praça do Infante Dom Henrique, em Lagos, por volta das 18h.55m. do passado domingo, dia 23 de Junho, véspera de São João.

“As pessoas, que passavam nas ruas ou estavam em esplanadas e que assistiram a esta cena de pancadaria,ficaram estupefactas com o sucedido e algumas delas até se apressaram a sair do local, com receio de seremenvolvidas na confusão”, conta um comerciante. Um popular admite, ao ‘Litoralgarve’, que este novo casode violência ocorrido na cidade de Lagos, entre imigrantes indostânicos, englobando cidadãos, nomeadamente do Bangladesch, da Índia e do Paquistão, transmitiu a ideia de se tratar de “um possível ajuste de contas entre eles, provavelmente, devido a negócios ligados à restauração”, sector que envolve trabalhadores e empresários desses países a trabalhar juntos.

José Manuel Oliveira

Um grupo constituído por cerca de uma dezena de imigrantes oriundos de países asiáticos envolveu-se em agressões, uns contra os outros, com bastões de críquete, numa esquina da Travessa do Mar (em frente ao antigo quartel dos Bombeiros Voluntários), junto a cafés, bares e restaurantes, perto da Praça do Infante Dom Henrique, na cidade de Lagos. O caso ocorreu por volta das 18h.55m. do passado domingo, dia 23 de Junho, véspera de São João.

“Possível ajuste de contas”, admite um residente em Lagos. Tudo muito rápido, não houve intervenção policial e desconhece-se, por enquanto, se se registaram feridos entre esses imigrantesasiáticos

“As pessoas, que passavam nas ruas ou estavam em esplanadas e que assistiram a esta cena de pancadaria,ficaram estupefactas com o sucedido e algumas delas até se apressaram a sair do local, com receio que serem envolvidas na confusão”, contou um comerciante. Um outro popular admitiu, ao ‘Litoralgarve’, que este novo episódio de violência em Lagos, entre imigrantes indostânicos, englobando cidadãos, nomeadamente do Bangladesch, da Índia e do Paquistão, transmitiu a ideia de se tratar de “um possível ajuste de contas entre eles, provavelmente, devido a negócios ligados à restauração”, sector que envolve trabalhadores e empresários desses países. Terá sido tudo muito rápido, não houve intervenção policial e desconhece-se, por enquanto, se se registaram feridos entre esses imigrantes asiáticos. 

“A situação está bastante complicada em Lagos, devido ao aumento da insegurança, pessoas que nem se sabe de onde vêm, falta de policiamento nas ruas e mais tarde ou mais cedo poderá ocorrer uma tragédia, o que será bastante mau para a imagem desta cidade em termos turísticos a nível internacional

“A situação está bastante complicada em Lagos, devido ao aumento da insegurança, pessoas que nem se sabe de onde vêm, falta de policiamento nas ruas e mais tarde ou mais cedo poderá ocorrer uma tragédia, o que será bastante mau para a imagem desta cidade em termos turísticos a nível internacional”, acrescentou, ao nosso Jornal, um outro popular, que também pediu o animato.

De acordo com informações recolhidas pelo ‘Litoralgarve’, no mesmo dia, domingo, 23 de Junho de 2024, em que se registaram os já referidos desacatos entreesses imigrantes, junto à Travessa do Mar, um cidadão residente em Lagos, enviou ‘emails’, a contar o sucedido e questionando a intervenção das autoridades, à ministra da Administração Interna, Margarida Blasco (que já acusou a recepção, ao que sabemos), ao presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, ao Comandante da Esquadra de Lagos da Polícia de Segurança Pública (PSP), ao Comando Distrital de Faro desta força de segurança e ao responsável pela Polícia Municipal de Lagos.

“Falei com agentes da Unidade Especial da Polícia, o chamado Corpo de Intervenção da PSP, elementos fora de Lagos, e disseram-me que estão vigilantes”

“Falei com agentes da Unidade Especial da Polícia, o chamado Corpo de Intervenção da PSP, elementos fora de Lagos, e disseram-me que estão vigilantes”, referiu, ao ‘Litoralgarve’, um habitante desta cidade, acrescentando que, “se tivessem visto este episódio de violência entre imigrantes asiáticos, eles teriam sido detidos em plena rua, como me garantiram”.

“Imaginem o que seria indivíduos destes, no meio da confusão e ao fugirem uns dos outros, entrarem num café, num bar ou num restaurante, cheio de clientes, e arranjarem problemas. Estou bastante preocupado com esta situação na cidade onde nasci e onde os políticos e as autoridades nada fazem para resolver a falta de segurança”, lamentou aquele residente em Lagos.

Popular recorda, ao «Litoralgarve, ocorrência há meses em Lagos: “Na Praça Gil Eannes, no centro da cidade, assisti, à noite, a desacatos entre dois grupos destes imigrantes, num total de seis ou sete indivíduos, com correrias uns atrás dos outros, empurrões, tentativas de agressão e chapadas (…) Não se conseguia compreender o que eles diziam. Alguns comerciantes até vieram à rua para ver o que se passava. As autoridades têm de ter cautela. Lagos transformou-se num autêntico barril de pólvora e temo que haja uma tragédia neste Verão”

No centro da cidade de Lagos, não são novidade para quem quer que seja cenas de violência entre imigrantes, designadamente, indianos. Contudo, ninguém quer dar a cara quando se trata de falar com jornalistas, por receio vir a sofrer represálias e virem a servir de testemunhas por parte das autoridades.

“Há meses, na Praça Gil Eannes, no centro da cidade,onde se situam o antigo Edifício dos Paços do Concelho de Lagos, a agência da Caixa Geral de Depósitos e a estátua do Rei Dom Sebastião, assisti, à noite, a desacatos entre dois grupos destes imigrantes, num total de seis ou sete indivíduos, com correrias uns atrás dos outros, discussões, empurrões, tentativas de agressão e chapadas.Alguns deles ainda tentaram acalmar os outros, mas, mesmo assim, as discussões e agressões continuaram. A cena durou cerca de dez minutos. Não se conseguia compreender o que eles diziam. Vários comerciantes até vieram à rua para ver o que se passava”, descreveu, ao ‘Litoralgarve’, um outro cidadão, também natural de Lagos. E mostrando-se bastante indignado com a situação,deixou um alerta: “As autoridades têm de ter cautela. Lagos transformou-se num autêntico barril de pólvora e temo que haja uma tragédia neste Verão, com a cidade cheia de turistas.”

“Existem imigrantes, nomeadamente indianos, que conheço bem, que são simpáticos, bons profissionais no sector da restauração, hotelaria e outras actividades económicas. Muitos estão bem integrados na sociedade, constituíram família e os filhos frequentam as escolas. Portugal é um país de emigrantes e também necessita da imigração, mas de forma ordenada. A imigração está descontrolada, podendo ocorrer uma situação explosiva, como já aconteceu em França e na Holanda, com vítimas mortais.”

Por outro lado, o mesmo popular ressalvou: “Há que não confundir uma árvore com a floresta.” “Existemimigrantes, nomeadamente indianos, que conheço bem, que são simpáticos, bons profissionais no sector da restauração, hotelaria e outras actividades económicas.Muitos estão bem integrados na sociedade, constituíram família e os filhos frequentam as escolas. Portugal é um país de emigrantes e também necessita da imigração, mas de forma ordenada”, reconheceu.

Contudo, avisou, “a imigração está descontrolada,podendo ocorrer uma situação explosiva, como já aconteceu em França e na Holanda, com vítimas mortaisHá um choque de culturas, de religiões, entre estes imigrantes, muitos deles a trabalhar juntos e por qualquer coisa, negócios que correm mal, tráfico e consumo de droga, podem arranjar conflitos”, acrescentou aquele habitante de Lagos.

Jovem foi agredido, há cerca de duas semanas, à porta de um bar, por cinco imigrantes asiáticos. Corpo de Intervenção da PSP só estará em atividade, nalguns dias da semana, até às 03.00 horas da madrugada. Os problemas aumentam a partir dessa altura

Segundo apurou o ‘Litoralgarve’, há cerca de duas semanas, cerca das 04h.30m. da madrugada, um jovem, que se encontrava sozinho à porta de um bar, na Rua Senhora da Graça, em Lagos, foi agredido por cinco imigrantes asiáticos, que ali pretendiam entrar. Ao que se sabe, o Corpo de Intervenção da PSP passa a cessar funções mais cedo nesta cidade, durante o Verão, mantendo-se em actividade até às 03.00 horas da madrugada em vários dias da semana.

Como alguns estabelecimentos de diversão nocturna encerram mais tarde, durante algumas horas não haverá policiamento junto a esses locais, em Lagos, numa altura em que aumenta a insegurança, devido, nomeadamente, ao excessivo consumo de bebidas alcoólicas, o que está a preocupar ainda mais os moradores.

“Máfia entre imigrantes asiáticos, muitos deles a trabalhar juntos e alguns que, muitas vezes, não recebem o salário combinado. E também poderá havertráfico de droga, já que alguns são consumidores de heroína

“Há uma máfia entre estes imigrantes asiáticos, muitos deles a trabalhar juntos e alguns que, muitas vezes, não recebem o salário combinado. E também poderá havertráfico de droga, já que alguns são consumidores de heroína. Depois, existe o choque de culturas e religiões. Uns são cristãos, outros são indus, outros são muçulmanos”, alertou, a concluir, um outro habitante desta cidade. Tal sucede numa altura em que, em pleno Verão, como referimos, continuam a registar-se cenas de violência entre imigrantes asiáticos na via pública, perante a falta de controlo policial em Lagos e com muitas pessoas já a recear sair à rua durante a noite.