Os suspeitos são portugueses e já estão identificados pela PSP de Portimão. Acabaram por fugir quando um dos sócios do estabelecimento surgiu, ameaçando-os com uma cadeira.
José Manuel Oliveira
Uma loja que se dedica à venda e reparação de telemóveis, situada na Rua do Comércio (conhecida por ‘rua das lojas’),em Portimão, foi alvo de tentativa de assalto, na quinta-feira, dia 15 de Janeiro, pelas 13h30, por “dois jovens, portugueses”, segundo apurou o ‘Litoralgarve’. Já estarão identificados pela Polícia de Segurança Pública (PSP).
Os suspeitos utilizaram uma “arma de fogo”, a qual, de acordo com informações recolhidas pelo nosso Jornal, será uma “caçadeira”. Valeu, na altura, um dos sócios da loja surgir de rompante perante os assaltantes, com uma cadeira, o que levou os dois jovens a fugirem. “O estabelecimento pertence a cidadãos de nacionalidade indiana, muito educados e excelentes profissionais, que iam sendo vítimas do assalto”, contou, ao ‘Litoralgarve’, um residente em Portimão, indignado com o sucedido. Fica em frente a um café.
Mulher roubada na Rua Infante Dom Henrique, também em Portimão e sob ameaça de uma arma, fica sem carteira

Ourivesarias entre as preferências dos assaltantes
Por outro lado, na Rua Infante Dom Henrique, também nesta cidade, uma senhora foi alvo de assalto, tendo-lhe sido roubada uma carteira. Apenas se sabe que foi ameaçada com uma arma, mas desconhece-se, para já, se também era arma de fogo. Esta vaga de assaltos na cidade de Portimão surge numa altura em que se têm registado roubos em vários estabelecimentos comerciais, nomeadamente ourivesarias. Só no Centro Comercial Aqua Portimão, uma loja já foi assaltada duas vezes. O ouro é uma das principais preferências dos ladrões.
Popular lamenta: “A polícia não tem força para atuar. Para quê os agentes acorrerem a uma situação de assalto, se, depois, estão na contingência de serem alvo de agressões e até de problemas perante o poder judicial?”
E uma senhora reforça: “Se os agentes policiais tiverem de usar um pouco de mais força na via pública para controlar e deter criminosos, logo aparece alguém a fazer filmagens através de telemóveis para espalhar pelas redes sociais. Os policiais é que são os prejudicados.”
“A polícia não tem força para actuar”, lamentou, ao nosso Jornal, um popular. “Para quê os agentes acorrerem a uma situação de assalto, se, depois, estão na contingência de serem alvo de agressões e até de problemas perante o poder judicial?”, interrogou-se. Por sua vez, uma senhora, que também pediu o anonimato, acrescentou: “se os agentes policiais tiverem de usar um pouco de mais força na via pública para controlar e deter criminosos, logo aparece alguém a fazer filmagens através de telemóveis para espalhar pelas redes sociais. Os policiais é que são os prejudicados. Assim, mais vale ficarem na esquadra para não terem problemas. E é claro, tudo isto provoca um ambiente de insegurança na população”.
ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve vai “falar com a PSP” e “tentar chegar à Câmara Municipal” de Portimão para garantir “mais segurança na via pública”
Confrontado pelo ‘Litoralgarve’ sobre esta nova onda de assaltos em Portimão, que está a alarmar os residentes, o dirigente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) Ângelo Mariano garantiu como sua intenção “falar com a PSP” e “tentar chegar à Câmara Municipal”, presidida pelo socialista Álvaro Bila, a fim de serem tomadas medidas “para mais segurança na via pública.” Isto, numa altura em que até já há quem receie sair à rua em Portimão, sobretudo à noite, nomeadamente idosos, para evitar problemas.










