Onda de assaltos leva comerciantes a encerrar estabelecimentos mais cedo na cidade de Portimão

Para já, o problema está a ocorrer na Rua Dom Vasco da Gama e nalgumas lojas na Rua Direita, situadas no centro de Portimão. Com a mudança da hora, há quem prefira fechar as portas às 18h00, antes de anoitecer.

José Manuel Oliveira

Numa altura em que se sucedem assaltos a estabelecimentos comerciais e de restauração em Portimão, os proprietários de lojas na Rua Dom Vasco da Gama e alguns na Rua Direita, situada nas imediações, no centro da cidade, decidiram fechar as portas mais cedo, concretamente às 18h00, coincidindo com a mudança da hora, de forma a evitar o funcionamento quando já é de noite.

“Há dias, um indivíduo entrou, em pleno dia, numa loja e com a ameaça de uma faca obrigou o proprietário a lhe entregar o dinheiro que tinha. Foram levados cem euros”, contou, ao ‘Litoralgarve’, um morador no centro da cidade.

Também um posto de abastecimento de combustível foi alvo de assalto à mão armada.

“Os donos dos estabelecimentos sentem receio, com a vaga de furtos que ocorre com frequência em Portimão. Há dias, um indivíduo entrou, em pleno dia, numa loja e com a ameaça de uma faca obrigou o proprietário a lhe entregar o dinheiro que tinha. Foram levados cem euros”, contou, ao ‘Litoralgarve’, um residente no centro da cidade, conhecedor da situação. Também um posto de abastecimento de combustível foi alvo de assalto à mão armada.

Falta policiamento de proximidade em Portimão. PSP não tem elementos em número suficiente

A “falta de policiamento de proximidade” é apontada como um dos principais problemas para a insegurança registada em Portimão, onde “a PSP não tem elementos em número suficiente” para actuar, como nos refere um popular.

“Portimão é uma cidade morta à noite, com muitas pessoas a não saírem de casa com medo.”

“Uma mulher andar sozinha à noite é impensável. E mesmo acompanhada, sabe Deus o que poderá acontecer.”

“Ouvem-se pessoas nas ruas, em lojas, cafés e na alameda da República, junto à Igreja do Colégio dos Jesuítas, a queixarem-se de falta de segurança.”

“Portimão é uma cidade morta à noite, com muitas pessoas a não saírem de casa com medo. Uma mulher andar sozinha à noite é impensável. E mesmo acompanhada, sabe Deus o que poderá acontecer. Até durante o dia é perigoso circular no centro de Portimão”, lamentou uma senhora, que, tal como outros moradores, prefere o anonimato. “Ouvem-se pessoas nas ruas, em lojas, cafés e na alameda da República, junto à Igreja do Colégio dos Jesuítas, a queixarem-se de falta de segurança. Um assalto poderá ocorrer quando alguém menos esperar e, actualmente, com a forte presença de imigrantes de vários países, já ninguém sabe quem é quem”, acrescentou.

“Há anos, depois do jantar e após levar o saco com lixo para contentores na rua, ia normalmente ver as mostras de estabelecimentos comerciais na rua das lojas. Hoje, isso é um risco para qualquer pessoa.”

Por outro lado, lembrou que “há anos, depois do jantar e após levar o saco com lixo para contentores na rua, ia normalmente ver as mostras de estabelecimentos comerciais na rua das lojas.” “Hoje, isso é um risco para qualquer pessoa”, alertou. Muitos moradores acabam por levar os sacos com lixo das suas casas antes de anoitecer.

Segundo apurou o nosso Jornal, também têm sido assaltados durante a madrugada, cafés instalados em prédios situados perto da Escola Secundária Poeta António Aleixo (antigo liceu), em Portimão.

(Em actualização)