Músicas que vêm das favelas para as crianças portuguesas

É curioso constatar a passividade com que os nossos políticos assistem sentados comodamente no seu banco do carro em viagem, provavelmente muitas vezes com os seus filhos no banco de trás, à audição de músicas com letras machistas, ofensivas à dignidade da mulher e estimuladoras da violência entre crianças, em língua portuguesa, e que supostamente até podem vir de um músico que vive do crime numa favela do Rio de Janeiro.

Estas melodias, com letras pouco abonatórias da dignidade da Mulher, que as tratam em muitos casos com termos como “quengas” e outros impropérios bem piores, entram diretamente na formação dos valores e dos princípios que queremos ser nós, pais, a construir na formação dos nossos filhos, sobrinhos, etc.

Entretanto temos um governo que cria uma secretaria de Estado para a igualdade de género, mas os responsáveis por esta despesa, que nós suportamos com os nossos impostos, não se importam que os meninos chamem “piranhas” às meninas numa coreografia e que digam às meninas num “tik tok” para baterem com o “popozão no chão”.

É curioso constatar a passividade com que os nossos políticos assistem sentados comodamente no seu banco do carro em viagem, provavelmente muitas vezes com os seus filhos no banco de trás, à audição de músicas com letras machistas, ofensivas à dignidade da mulher e estimuladoras da violência entre crianças, em língua portuguesa, e que supostamente até podem vir de um músico que vive do crime numa favela do Rio de Janeiro.

Estas melodias, com letras pouco abonatórias da dignidade da Mulher, que as tratam em muitos casos com termos como “quengas” e outros impropérios bem piores, entram diretamente na formação dos valores e dos princípios que queremos ser nós, pais, a construir na formação dos nossos filhos, sobrinhos, etc.

Entretanto temos um governo que cria uma secretaria de Estado para a igualdade de género, mas os responsáveis por esta despesa, que nós suportamos com os nossos impostos, não se importam que os meninos chamem “piranhas” às meninas numa coreografia e que digam às meninas num “tik tok” para baterem com o “popozão no chão”.

A culpa deste fato não é só dos políticos. É também da comunicação social que, sem qualquer filtro, acha que um ritmo ou um refrão “orelhudo” é mais importante do que uma mensagem que se passa às crianças que ouvem este estilo de música, no seu carro, a caminho da escola.

Já sei que a comunicação social vai dizer que a culpa é das redes sociais e que os políticos vão dizer que a “liberdade de expressão” é intocável. Mas o que é certo é que em Portugal este assunto nunca foi debatido seriamente. Porque este género de conteúdos já existia, embora com músicas cantadas em inglês. Nestes casos, a barreira da língua estrangeira sempre serviu em Portugal de defesa para a compreensão das letras por parte das crianças ainda em período de aprendizagem dessa mesma língua.

No entanto, com o crescimento da moda “funk” brasileira, a predominância das redes sociais na ocupação dos tempos livres das crianças através de tik toks, a ascensão de youtubers em língua portuguesa e o crescimento da comunidade brasileira em Portugal, assistimos a um fenómeno de uso de expressões e hábitos provenientes de alguns dos locais mais fustigados do mundo por problemas sociais.

Uma espécie de aculturação de uma geração àquilo que o Brasil tem de pior… e é uma pena porque o Brasil é um dos países com mais cultura do mundo e com os melhores e mais fantásticos artistas.

Será que este género de mensagem vindo das favelas não é algo que nos deveria fazer pensar? A igualdade de género que o governo tanto defende não deveria começar por defender a formação das crianças? Eu acho que sim.

 

Paulo Freitas do Amaral

Professor de História

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