Mundial 2026: Sara Marcelo prevê Portugal mais ofensivo frente ao Uzbequistão, acreditando numa postura diferente e em maior eficácia nos remates à baliza

“Houve mais troca de bola do que eficácia” no jogo contra o Congo

“Se tivesse havido mais movimentos de aceleração, por exemplo quando o Francisco Conceição entrou, a situação poderia ter sido outra, um jogo mais rápido, com mais situações de perigo de finalização.”

“Relativamente às substituições, estas foram feitas tardiamente e revelaram-se pouco eficazes”

“Cristiano Ronaldo? Acho que estão a ser injustos para com ele, pois até teve situações de lances de golo, que poderiam ter dado a vitória a Portugal. E se tivesse mais bola podia ter mudado o jogo.”

“Sozinha em casa” foi como Sara Marcelo, professora do ensino primário e treinadora de futebol do Esperança de Lagos, nos escalões masculino sub-8/9 e feminino sub13, assistiu ao jogo Portugal-República Democrática do Congo (1-1), na passada quarta-feira, dia 17 de Junho. “Como estou nesta área, digamos que não sofri muito, mas é claro que fiquei chateada com o empate e com a exibição da nossa selecção”, conta, nesta entrevista ao ‘Litoralgarve’. Aponta o que falhou à equipa das quinas, quem errou e o que deverá mudar na próxima partida contra o Uzbequistão. 

 José Manuel Oliveira

Litoralgarve – Que análise faz ao jogo Portugal – República Democrática do Congo, o qual terminou com um empate a um golo? 

Sara Marcelo – Foi um jogo com poucos remates à baliza por parte da equipa portuguesa. Houve mais troca de bola do que eficácia. Se tivesse havido mais movimentos de aceleração, por exemplo quando o Francisco Conceição entrou, a situação poderia ter sido outra, um jogo mais rápido, com mais situações de perigo de finalização.  

Depois, surgiu o golo do empate da selecção da República Democrática do Congo, já em cima do intervalo. Se Portugal tivesse conseguido ir para a segunda parte a vencer por 1-0, o segundo tempo seria diferente. 

Relativamente às substituições, estas foram feitas tardiamente e revelaram-se pouco eficazes.  

Perante o Congo, João Neves foi o melhor jogador português, “não só pelo golo que marcou, como por tudo aquilo que ele fez durante o jogo, a acutilância e a postura que revelou.” 

Litoralgarve – Qual foi, na sua opinião, o melhor jogador da selecção portuguesa? 

Sara Marcelo – Para mim, foi João Neves, não só pelo golo que marcou, como por tudo aquilo que ele fez durante o jogo, a acutilância e a postura que revelou. 

“O guarda-redes, Diogo Costa, podia ter feito mais no golo obtido pela equipa do Congo. E houve uma falha de marcação da defesa. O problema foi esse.” 

Litoralgarve – E o menos produtivo, quem lhe pareceu? 

Sara Marcelo – O guarda-redes, Diogo Costa, podia ter feito mais no golo obtido pela equipa do Congo. E houve uma falha de marcação da defesa no empate. O problema foi esse. Cristiano Ronaldo? Acho que estão a ser injustos para com ele, pois até teve situações de lances de golo, que poderiam ter dado a vitória a Portugal. E se tivesse mais bola podia ter mudado o jogo. 

“O próximo jogo vai ser diferente. Penso que o seleccionador fará entrar João Félix e o Trincão também poderá ser uma aposta. O onze inicial terá algumas mudanças” 

Litoralgarve – Como perspectiva o jogo frente ao Uzbequistão, na próxima terça-feira, dia 23 de Julho? O que terá de mudar na equipa portuguesa? 

Sara Marcelo – O próximo jogo vai ser diferente. Penso que o seleccionador fará entrar João Félix e o Trincão também poderá ser uma aposta. O onze inicial terá algumas mudanças em comparação com o jogo frente ao Congo. Por outro lado, haverá uma outra postura por parte da equipa de Portugal, com mais remates à baliza, pois só assim se conseguem golos e ganhar jogos.