Acusou uma taxa de alcoolemia de 1.80 gramas por litro de álcool no sangue, considerada “muito elevada” e um “crime rodoviário”, podendo vir a ser punido até um ano de prisão. O motociclo, que conduzia, não tem seguro válido. Acabou por ser imobilizado perto da sua residência, na cidade de Lagos, e entregue à Polícia de Segurança Pública.
Apesar de ser uma polícia administrativa, com competências na fiscalização do trânsito, a Polícia Municipal atua sem subsídio de risco, nem colete à prova de bala. Ou seja, não tem qualquer protecção adicional.
Paulo Silva
José Manuel Oliveira
Um imigrante de nacionalidade brasileira, de 26 anos, foi detido na passada quinta-feira, dia 09 de Abril, na Semana Santa, pela Polícia Municipal, em Lagos, na sequência de uma fuga por ruas e outras artérias desta cidade, na moto que conduzia. Tal sucedeu após ter desobedecido à ordem de paragem numa operação de fiscalização de trânsito.
Aguarda julgamento em liberdade, com Termo de Identidade e Residência
O homem, segundo contaram ao ‘Litoralgarve’, cometeu várias infracções ao Código da Estrada e ainda tentou esfaquear agentes da Polícia Municipal de Lagos antes de ser imobilizado. Foi entregue à Polícia de Segurança Pública (PSP). Depois de ter sido presente a primeiro interrogatório, o suspeito aguarda julgamento em liberdade, com Termo de Identidade e Residência, como agora nos indicaram.

Tudo começa quando foi visto por agentes da Polícia Municipal de Lagos a transpor um traço contínuo. Perseguição decorreu durante cerca de 15 minutos.
De acordo com informações recolhidas pelo ‘Litoralgarve’, durante uma ação de patrulhamento de rotina, os agentes da Polícia Municipal de Lagos detectaram o motociclista a transpor um traço contínuo. Depois de lhe ter sido dada ordem de paragem, o condutor desobedeceu e colocou-se, de imediato, em fuga, dando início a uma perseguição por parte da Polícia Municipal, que se prolongou por cerca de 15 minutos na cidade, como nos referiram.
Manobras perigosas, desrespeito a sinais de stop e outras condutas consideradas de elevado risco para a segurança rodoviária, colocando pessoas, bens e condutores de outros veículos em perigo
Na sequência dessa perseguição policial, conforme nos indicaram, o suspeito cometeu diversas infrações ao Código da Estrada, nomeadamente manobras perigosas, desrespeito a sinais de stop e outras condutas consideradas de elevado risco para a segurança rodoviária, colocando pessoas, bens e condutores de outros veículos em perigo.
Abandona o motociclo, tenta fugir a pé e ainda ameaça agentes da Polícia Municipal de Lagos, com uma faca de cozinha
A perseguição terminou quando o indivíduo abandonou o motociclo e tentou fugir a pé, estando na posse de uma faca de cozinha. Contudo, acabou por ser intercetado nas imediações da sua residência, onde ainda ameaçou os agentes da Polícia Municipal de Lagos, envolvidos na perseguição, e tentou esfaqueá-los. Após várias tentativas, os agentes conseguiram desarmá-lo e proceder à sua detenção, entregando-o à PSP.
Levantados sete autos de contra-ordenação por infrações ao Código da Estrada, cometidas durante a perseguição policial
Só devido à taxa de alcoolemia de 1.80 gramas por litro de álcool no sangue, poderá ser condenado até um ano de prisão.
Apesar de ser uma polícia administrativa, com competências na fiscalização do trânsito, a Polícia Municipal atua sem subsídio de risco, nem colete à prova de bala. Ou seja, não tem qualquer protecção adicional.
Já após a detenção, e durante as diligências para apurar a sua identidade, foi possível constatar várias irregularidades, contou a mesma fonte ao ‘Litoralgarve’. O homem não possuiu habilitação legal para conduzir e acusou uma taxa de alcoolemia de 1.80 gramas por litro de álcool no sangue. É considerada “muito elevada” e um “crime rodoviário”, podendo o infractor vir a ser punido até um ano de prisão ou ao pagamento de uma multa até 120 dias, com valor a determinar pela justiça. Além disso, poderá ficar inibido de conduzir por um período de três meses a um ano. O motociclo em que seguia não tem seguro válido.

Refira-se que, apesar de ser uma polícia administrativa, com competências na fiscalização do trânsito, a Polícia Municipal atua sem subsídio de risco, nem colete à prova de bala. Ou seja, não tem qualquer protecção adicional.
Também responderá, segundo nos disseram, por diversos crimes cometidos no Brasil, como tráfico de droga, associação criminosa, homicídio na forma tentada e homicídio consumado. A mesma fonte indica que poderá estar, “provavelmente”, ligado aoPrimeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa naquele país, fundada em 1993, em São Paulo
Por outro lado, segundo referiu ao nosso jornal a mesma fonte, este imigrante, de nacionalidade brasileira, também responderá por diversos crimes cometidos no Brasil, como tráfico de droga, associação criminosa, homicídio na forma tentada e homicídio consumado. Poderá estar, “provavelmente”, como nos disseram, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), “considerada a maior organização criminosa naquele país, fundada em 1993, em São Paulo, com cerca de 30 a 100 mil membros.” Recorde-se que o PCC atua em 22 estados e internacionalmente, dominando o tráfico de drogas (cocaína) e armas, com forte presença nos presídios e facturamento considerado “bilionário.”
Informações recolhidas indicam que o PCC surgiu na Casa de Custódia de Taubaté, SP, inicialmente como um “sindicato do crime” para proteção de presos. Domina o tráfico internacional de drogas (rota caipira), lavagem de dinheiro e tem presença em presídios e áreas urbanas, especialmente em São Paulo. Funciona com hierarquia burocrática (“sintonias”), inclusive com “estatuto” e mensalidade (o “progresso”) paga pelos membros. Na sua área de expansão, atua em quase todo o Brasil e possui ramificações na Bolívia, Paraguai e Colômbia.
As autoridades americanas consideram o PCC uma ameaça à segurança regional, devido ao seu poder de tráfico e violência, com relações com o Hezbollah. O grupo é descrito como um “poder regulador” no crime, com capacidade de reposição de lideranças presas. Em actualização










