Jornal do Algarve celebra 69 anos como voz da região

O Jornal do Algarve assinala hoje, 30 de março de 2026, o seu 69.º aniversário, reafirmando-se como uma das mais importantes referências da comunicação regional. Fundado em 1957, numa época em que a informação circulava lentamente e o Algarve permanecia distante dos grandes centros de decisão, o jornal nasceu com a missão clara de dar visibilidade à região e às suas gentes.

Idealizado pelo jornalista José Barão, então colaborador do diário lisboeta O Século, em conjunto com um grupo de comerciantes de Vila Real de Santo António, o projeto procurava colmatar a ausência de uma voz ativa que defendesse os interesses do Algarve. Inspirado na tradição da imprensa local, rapidamente se tornou um veículo essencial na promoção e valorização da região.

Um dos marcos históricos do jornal foi o envolvimento na promoção do turismo algarvio, nomeadamente através da “Operação Algarve Turismo”, lançada em 1960. A iniciativa contribuiu para o desenvolvimento das primeiras infraestruturas turísticas classificadas, destacando-se o Hotel Vasco da Gama, inaugurado nesse mesmo ano.

Ao longo das décadas, o Jornal do Algarve contou com a colaboração de diversas figuras de relevo do panorama jornalístico e cultural, consolidando a sua qualidade editorial. Após a morte de José Barão, em 1966, a direção passou para o seu filho, António Barão, garantindo a continuidade do projeto.

Em 1983, o jornal entrou numa nova fase com a aquisição e direção de José Manuel Pereira, sendo posteriormente marcado pela liderança de Fernando Reis, figura determinante na modernização e crescimento do semanário. Após o seu falecimento em 2021, a direção passou para Maria Luísa Travassos, que já integrava a redação há várias décadas.

Hoje, quase sete décadas depois, o Jornal do Algarve mantém-se fiel aos seus princípios fundadores: proximidade com a comunidade, valorização da cultura local e defesa do desenvolvimento regional. Adaptando-se aos novos tempos e às exigências digitais, continua a ser um espelho da vida algarvia — preservando memórias, contando histórias e projetando o futuro da região.