“O PSD pode coligar-se com quem quiser, uma coisa é certa, não haverá governo em Portugal sem o CHEGA”

Em entrevista concedida ao nosso Jornal, na sequência da recente eleição de Pedro Nuno Santos como novo secretário-geral do Partido Socialista, o presidente da Comissão Política Distrital de Faro do Chega, João Graça, explica, em sua opinião, o motivo de haver, nesta altura, muitos indecisos no seu sentido de voto para as eleições legislativas antecipadas a realizar no dia 10 de Março de 2024: “Uns, no PSD, estão à espera que apareça uma alternativa válida, capaz e competente em relação a Luís Montenegro, e outros, do PS, à espera de um novo líder credível, o que não aconteceu, ou seja, Pedro Nuno Santos vai ser pior do que António Costa”.

Mostrando-se convencido de que o Chega vai eleger, no mínimo, “dois deputados” no Círculo Eleitoral de Faro para a Assembleia da República, João Graça diz quais são as prioridades do seu partido na região algarvia, destaca as queixas que escuta em contactos com a população, na rua, e junto de entidades oficiais, e conta qual é a estratégia para atrair o eleitorado, a fim de tentar mudar o rumo do país.

José Manuel Oliveira

 Litoralgarve – Qual é a sua reação à vitória de Pedro Nuno Santos, eleito novo secretário-geral do PS? O que espera dele?

João Graça – A minha primeira reação é que, infelizmente, mas era espectável, ganhou o pior candidato, quer para o PS, quer e, sobretudo para o país. Pedro Nunos Santos é um ‘ditador’ e um extremista perigoso para o povo português. Lembro que o mesmo disse que não pagamos a dívida a quem nos emprestou dinheiro, referindo-se ao banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal e, depois, temos a situação da TAP e a publicação em Diário da República sobre a localização do novo aeroporto. Acho que é um currículo triste para quem quer ser primeiro ministro de Portugal.

“A esquerda não vai ganhar as eleições. (…) Seria desastroso para os parceiros do PS e para os portugueses uma perda de tempo as próximas eleições” legislativas

Litoralgarve – Poderá haver uma nova ‘geringonça’ de partidos situados à esquerda? E que consequências poderiam daí resultar?

João Graça – Não acredito, no meu ver, a esquerda não vai ganhar as eleições. Caso isso aconteça e voltar a geringonça é sinal de que tudo vai continuar a piorar e será de lamentar as pessoas não aprenderem com os erros. Quer o Bloco, quer o PCP, baixaram imenso nas intenções de voto depois da geringonça. Seria desastroso para os parceiros do PS e para os portugueses uma perda de tempo as próximas eleições.

António Costa? “Com festas e bolos se enganam os tolos” e foi o que tentou fazer, muito ‘show-off’, quem o ouvia falar parecia que não temos problemas e que vivemos no país das maravilhas. Os 8 anos de António Costa traduzem-se em miséria e desespero”

Litoralgarve  – Que aspectos positivos e negativos destaca na acção de António Costa enquanto foi secretário-geral do PS? E como primeiro-ministro?

João Graça – Positivos, poucos, muito poucos! “Com festas e bolos se enganam os tolos” e foi o que tentou fazer, muito ‘show-off’, quem o ouvia falar parecia que não temos problemas e que vivemos no país das maravilhas. Negativos são o dia-a-dia do povo nas idas ao supermercado, na saúde, na educação, na bomba de gasolina, etc, etc.. Os 8 anos de António Costa traduzem-se em miséria e desespero, a distância de poder económico de Portugal em relação aos demais parceiros europeus, inclusive, muitos que há bem pouco tempo estavam atrás de nós. Governar com impostos, qualquer um governa e, portanto, António Costa apenas tentou, e mal, gerir os impostos do povo, aliado ao maior governo/governantes nacionais e locais mais corruptos de todos os tempos.

“Gostava que [António Costa] desaparecesse da senda política, mas tudo está a ser feito e preparado para o encaminhar para um cargo na organização Europeia”

Litoralgarve – Qual o futuro que perspectiva para António Costa?

João Graça – Sinceramente, gostava que, pelo péssimo serviço prestado a Portugal, desaparecesse da senda política, mas, infelizmente, e espero estar errado, tudo está a ser feito e preparado paro o encaminhar para um cargo na organização Europeia. Mas levará com ele a carga e o manto da corrupção dos seus pares.

Litoralgarve  – Como encara o duelo entre os vários partidos nesta campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas que terão lugar no dia 10 de março de 2024?

João Graça – Primeiro que tudo e mais importante é que seja um duelo com urbanidade e muita elevação, um duelo em que os portugueses fiquem cientes do que podem esperar, mas parece-me que o socialismo com o medo de perder o poder vai usar e fazer de tudo para impedir, principalmente, o CHEGA de trabalhar na campanha. No momento desta entrevista, tive conhecimento de que a página do ‘Faceboock’ do Dr. André Ventura, que só tem 303 mil seguidores, foi bloqueada e isto comprova que tudo irá ser feito para a nossa mensagem não chegar ao povo. Mas estão enganados, ainda não aprenderam que a nossa fibra é muito diferente da deles, vivemos na esperança de um dia melhor para todos, somos pessoas de bem e, ao contrário de outros, não temos o fantasma da corrupção e do compadrio atrás de nós.

“O CHEGA, no Algarve, não tem, nem faz pré-campanha, o CHEGA está permanentemente em campanha. Nós andamos nas ruas e nos mercados a distribuir o nosso jornal “Folha Nacional”, nós andamos com o nosso deputado a percorrer todos os concelhos do Algarve. Na rua, posso garantir-lhe que o apoio é do melhor, além das sondagens que valem o que valem, mas estão aí, onde o resultado no Algarve é estrondoso”

Litoralgarve – Como está a decorrer esta fase da pré-campanha eleitoral do Chega no Algarve? O que dizem as pessoas na rua e nos mercados, e os representantes de instituições nos contactos estabelecidos?

João Graça – Ora aí está um ponto interessante. O CHEGA, no Algarve, não tem, nem faz pré-campanha, o CHEGA está permanentemente em campanha. Nós andamos nas ruas e nos mercados a distribuir o nosso jornal “Folha Nacional”, nós andamos com o nosso deputado a percorrer todos os concelhos do Algarve. Nos últimos 2 anos, nós fizemos eventos abertos a simpatizantes e militantes, nós fizemos campanha de rua, como por exemplo, no Hospital de Faro, contra o estado da saúde na região, nós reunimos com organizações dos mais variados sectores da sociedade. Nós somos do povo e para o povo. Na rua, posso garantir-lhe que o apoio é do melhor, além das sondagens que valem o que valem, mas estão aí, onde o resultado no Algarve é estrondoso. Isso é reflexo do trabalho desde o início, lembro que tivemos um excelente resultado nas eleições autárquicas, subimos ainda mais nas legislativas de há 2 anos, graças ao reconhecimento dos Algarvios aos quais digo: MUITO OBRIGADO!

“Os perigos existentes no Porto de Lagos são conhecidos e resultam da falta de investimento e de cuidado da tutela. Iluminação escassa e deficiente, guarda-corpos inexistentes, pontos de amarração desordenados e sem acesso e os poucos flutuantes destruídos são apenas alguns dos fatores de risco que causam acidentes e ameaçam a integridade física das pessoas que por ali passam, dada a sua atividade. Também, por exemplo, o porto da Baleeira, em Sagres, é outro péssimo exemplo de negligência dos portos algarvios”

Litoralgarve – Numa recente visita ao porto de Lagos, foram referidos problemas, nomeadamente na barra? O que se passa em concreto? Que perigos existem ali para as embarcações de pesca e para as marítimo-turísticas?

João Graça – No mesmo dia em que o Chega reuniu com os pescadores tinha acontecido mais um acidente, com mais um ferido numa perna. Os perigos existentes no Porto de Lagos são conhecidos e resultam da falta de investimento e de cuidado da tutela. Iluminação escassa e deficiente, guarda-corpos inexistentes, pontos de amarração desordenados e sem acesso e os poucos flutuantes destruídos são apenas alguns dos factores de risco que causam acidentes e ameaçam a integridade física das pessoas que por ali passam, dada a sua actividade. De referir ainda, que também, por exemplo, o porto da Baleeira, em Sagres, é outro péssimo exemplo de negligência dos portos algarvios.

“Aumentaram bastante, por exemplo, os casos de falta de habilitação legal para condução e, em particular, com os novos condutores de Uber, que acompanham a nova imigração de proveniências asiáticas. O maior problema atual da GNR é o reduzido capital humano, algo comum a quase todos os concelhos algarvios. Quando, no período nocturno, apenas temos uma patrulha disponível para todo um concelho, fica mais difícil dar resposta atempada a todas as solicitações”

Litoralgarve – E que problemas ouviram no contacto com a GNR de Lagos?

João Graça – A segurança é uma preocupação prioritária que temos no Algarve e várias concelhias têm tido reuniões de trabalho com as forças de segurança. Neste ano, em Lagos o Chega não só viu aprovada a sua proposta da videovigilância, como reuniu com todas as forças de segurança. A nível da operação da GNR aumentaram bastante, por exemplo, os casos de falta de habilitação legal para condução e, em particular, com os novos condutores de Uber, que acompanham a nova imigração de proveniências asiáticas. O maior problema atual da GNR é o reduzido capital humano, algo comum a quase todos os concelhos algarvios. Quando, no período nocturno, apenas temos uma patrulha disponível para todo um concelho, fica mais difícil dar resposta atempada a todas as solicitações. Os cidadãos têm razão em exigir melhor resposta, mas no fundo a solução depende muito do governo e por isso o Chega tem-se batido em todas as oportunidades pela valorização das carreiras de todos estes profissionais que trabalham pela nossa segurança.

Na Ribeira de Bensafrim, em Lagos, com os problemas da ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais, “temos mais de 17 milhões de despesa pública a ser atualmente gasta numa obra de emergência que já leva um grande atraso. As descargas continuam à vista de todos, sem medidas de contenção”

Litoralgarve – Como será possível resolver os problemas na Ribeira de Bensafrim, em Lagos, devido à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)? O que está em causa?

João Graça – A indiferença dos autarcas tem muita responsabilidade nesta matéria. Quando os políticos locais não têm força reivindicativa, as autoridades regionais e nacionais não se interessam. O resultado está à vista: descargas constantes e 3 bandeiras azuis perdidas [em praias], recentemente, com zero compensações. Temos mais de 17 milhões de despesa pública a ser atualmente gasta numa obra de emergência que já leva um grande atraso. As descargas continuam à vista de todos, sem medidas de contenção. Para nós, o mínimo que se exigiria era uma monitorização da qualidade da água da Ribeira e uma responsabilização da empresa Águas do Algarve, que é paga com os nossos impostos e que tem a obrigação de gerir as ETAR com critérios de proteção ambiental.

“Um bloco central, a acontecer prova que PS e PSD não estão na política por Portugal e pelos portugueses, mas sim pelos ‘tachos´”

Litoralgarve – O PSD vai coligar-se ao CDS-PP e continua a recusar acordos com o Chega. Como reage a esta situação? Vai ficar mais difícil um governo de direita em Portugal?

João Graça – Bem, o PSD pode coligar-se com quem quiser, uma coisa é certa, não haverá governo em Portugal sem o CHEGA. Aliás, pode haver, mas será o maior desvario da democracia em Portugal, ou seja, um bloco central, o que a acontecer prova que PS e PSD não estão na política por Portugal e pelos portugueses, mas sim pelos ‘tachos’.

“Aquele que deveria ser o maior exemplo do país, o Senhor Presidente da República, com o caso das gémeas e as declarações ao embaixador da Palestina, perdeu toda a credibilidade junto do povo. Depois, o PS com todas as polémicas de corrupção, o PSD com uma das piores lideranças e oposição que há memória. Apenas resta o Chega, que fala a linguagem do povo”

Litoralgarve  –  E como interpreta a subida do Chega em todas sondagens que têm sido levadas a efeito?

João Graça – Uma situação perfeitamente normal. Comecemos por aquele que deveria ser o maior exemplo do país, o Senhor Presidente da República, que, com o caso das gémeas e as declarações ao embaixador da Palestina, perdeu toda a credibilidade junto do povo. Depois, o PS com todas as polémicas de corrupção, o PSD com uma das piores lideranças e oposição de que há memória. Apenas resta ao nosso nobre povo o CHEGA, um CHEGA de pessoas comuns, um CHEGA que fala a linguagem do povo, um CHEGA sem medo, com um líder, André Ventura, que sabe o que quer para Portugal e qual o caminho. Mas, acima de tudo, um povo que acordou e percebeu que Portugal com o CHEGA tem condições para ter um modo de vida condigno para todos.

Litoralgarve  – A que se deve a existência de tantos eleitores indecisos nesta altura?

João Graça – É muito simples: uns, no PSD, estão à espera que apareça uma alternativa válida, capaz e competente em relação a Luís Montenegro, e outros, do PS, à espera de um novo líder credível, o que não aconteceu, ou seja, Pedro Nuno Santos vai ser pior do que António Costa. 

No Algarve, “a pior hipótese, neste momento, será elegermos 2 (dois) deputados, na melhor das hipóteses 4” (quatro)

Litoralgarve – Quantos deputados poderão ser eleitos pelo Chega no Algarve? Quais são as suas perspetivas nesse sentido? Vai encabeçar a lista do partido, ou esse lugar continuará com o deputado Pedro Pinto?

João Graça – Tinha todo o gosto de lhe poder responder a essa pergunta na íntegra, mas ainda não posso. Em termos de eleição, posso dizer-lhe que a pior hipótese, neste momento, será elegermos 2 deputados, na melhor das hipóteses 4. Quanto a encabeçar a lista, tudo depende das orientações da Direção Nacional. No entanto, se desta vez a decisão incidir sobre a minha pessoa, irei, por um lado, sentir-me honrado e, ao mesmo tempo, por outro lado, reconheço a grande responsabilidade de representar a nossa região.

Saúde, educação, habitação e emprego são as principais prioridades do Chega para o Algarve, que “nos últimos anos estagnou em termos de investimentos públicos”

Litoralgarve- Quais serão as principais apostas do Chega no Algarve para o próximo mandato na Assembleia da República?

João Graça – As apostas serão na saúde, educação, habitação, emprego, no meio ambiente (principalmente o caso da falta de água), segurança, transporte e vias de comunicação, turismo, pesca e agricultura/pecuária. A prioridade das prioridades estará nos primeiros 3 ou 4 pontos que acabei de referir, mas no fundo são todos. Nos últimos anos, o Algarve estagnou em termos de investimentos públicos, podemos falar no já afamado novo hospital central, na conclusão da A22 até Sines, na ligação ao aeroporto por linha férrea, um novo traçado da própria linha férrea para melhor servir a população, a própria ligação férrea a Lisboa ser mais rápida, a ligação da linha férrea a Espanha, um porto de cruzeiros que seja uma referência a nível mundial, aproveitando ser uma zona turística, mas acima de tudo a localização geográfica o Algarve; avançar já com uma solução para a falta de água, um plano a nível de todos os concelhos, a obrigação de construção de habitação a preços acessíveis.

Infelizmente, o Algarve nunca foi pensado. Como tem sol e praia, foi um deixa-andar, que vai ter sempre gente, mas não pode ser assim. É preciso inovar, é preciso investir, e para os privados investirem é necessário que o Estado faça a sua parte, ou seja, proporcionar um bom sistema de saúde, de vias de comunicação, de boa educação e, no fundo, dotar a região de infraestruturas para quem quer investir saber que terá sempre praticamente garantido o seu retorno.

“Sensibilizar os indecisos que das boas intenções do PS e do PSD está o inferno cheio. Não há voto útil (…) o único voto válido para Portugal é no CHEGA”

O presidente da Distrital de Faro do Chega, João Paulo Silva Graça, de 50 anos de idade e funcionário público em Vila do Bispo, deixa, ainda, nesta entrevista ao ‘Litoralgarve’, um recado aos eleitores que estão indecisos no seu sentido de voto nas eleições legislativas antecipadas a 10 de Março de 2024. Há que, “neste momento, sensibilizar os indecisos que das boas intenções do PS e do PSD está o inferno cheio. Não há voto útil, não há voto por simpatia, não há voto do deixa ver o que dá, o único voto válido para Portugal é no CHEGA”. E dando o mote nesse sentido, acrescenta: “Chegou a hora da mudança, chegou a hora de mudar a vida de todos nós. Em 50 anos de democracia, os partidos do poder não foram capazes, não tiveram competência, não souberam rentabilizar um dos mais nobres povos na terra, que é o povo português. A todos peço que depositem em nós toda a esperança e confiança. Chegou a hora do povo algarvio e de todos os portugueses. Vamos eleger representantes capazes pelo nosso Algarve. Vamos ajudar André Ventura a ser Primeiro-Ministro de Portugal. Vamos levar o CHEGA a governo de Portugal.”