Irmãs Jorge e Victoria Jimenez são as novas campeãs do Loulé Ladies Open

Sétimo título para Francisca e Matilde Jorge lado a lado Tenista andorrenha é uma das maiores promessas mundiais

As portuguesas Francisca Jorge e Matilde Jorge e a andorrenha Victoria Jimenez Kasintseva conquistaram, este domingo, os títulos de pares e singulares da segunda edição do Loulé Ladies Open. Organizado pelo Clube de Ténis de Loulé com os apoios da Câmara Municipal de Loulé e da Federação Portuguesa de Ténis, o torneio distribuiu 25.000 dólares em prémios monetários e entregou 50 pontos WTA às campeãs.

Depois da tempestade, a bonança: a chuva impediu que os courts do Clube de Ténis de Loulé recebessem encontros nos dois dias anteriores, mas este domingo voltou a ser possível jogar-se na “casa” do evento.

E os primeiros troféus tiveram como destinatárias as portuguesas Francisca Jorge e Matilde Jorge. Primeiras cabeças de série, as irmãs vimaranenses de 22 e 18 anos, respetivamente, derrotaram na final Pei-Chi Lee e Fang-Hsien Wu, do Taipé, por 6-3 e 7-5.

“Estamos muito felizes com esta vitória. É mais um título e vencer é sempre bom. Esta semana foi diferente pelas condições que vivemos, mas hoje conseguimos estar concentradas na final, à procura do nosso nível e acho que estivemos bem contra umas adversárias difíceis e que variavam bastante o jogo. Conseguimos adaptar-nos bem”, contou Matilde Jorge após a final.

Para Francisca Jorge, a final deste domingo deixou evidente a evolução da dupla ao longo dos últimos 12 meses: “Tal como há um ano foi uma final muito equilibrada, mas completamente diferente. Esta teve mais qualidade e estamos muito felizes não só por conquistarmos mais um título, como por continuarmos a crescer.”

No adeus ao algarve, as duas tenistas portuguesas levam na bagagem dois troféus de campeãs, dado que antes do Loulé Ladies Open venceram o The Campus Ladies Open, na Quinta do Lago.

Para Francisca Jorge, este tratou-se do 15.º título da carreira na variante de pares e o oitavo em 2022 (também venceu na Figueira da Foz ao lado de Alexandra Bozovic), enquanto para Matilde Jorge tratou-se do nono da carreira e sétimo na época atual.

Pouco depois, o Loulé Ladies Open coroou como campeã de singulares a andorrenha Victoria Jimenez Kasintseva (número 152 do ranking WTA).

Primeira cabeça de série, a jovem tenista de apenas 17 anos ultrapassou uma jornada dupla pelo segundo dia consecutivo. Desta vez, começou por vencer a turca Cagla Buyukakcay (número 342 mundial) nas meias-finais (6-0 e 6-2 em 1h20) e depois triunfou perante a ucraniana Katarina Zavatska (322.ª) na grande final, por 6-1 e 6-4 após 1h33.

Aos 17 anos, Victoria Jimenez é considerada uma das maiores promessas do ténis mundial. Filha de pai andorrense (ex-tenista profissional) e mãe russa, foi campeã do Australian Open de juniores em 2020, quando ainda só tinha 14 anos, e logo a seguir número um mundial do escalão. Este ano, venceu o Campeonato da Europa de juniores, mas já aposta no profissionalismo a tempo inteiro e, se chegou a Loulé perto da melhor classificação da carreira (foi 147.ª no início do mês), sairá do torneio com pontos suficientes para a superar dentro de uma semana.

Para além do ténis possante, que já se destaca desde a linha de fundo mesmo perante adversárias experientes e que já fizeram parte do top 100 mundial, a frescura física foi fundamental para Jimenez conseguir fechar com chave de ouro a participação neste ITF algarvio.

Porque, apesar de também ter disputado dois jogos na jornada de sábado, a jovem andorrenha — que, a título de curiosidade, é fluente em cinco línguas (espanhol, catalão, inglês, francês e russo) — entrou muito mais fresca quer na meia-final com Buyukakcay (uma ex-top 60), quer na final com Zavatska (número 103 antes da pandemia), que tinha ganho os dois encontros anteriores entre ambas.

“Desde a segunda ronda joguei o torneio em dois dias, sábado e domingo (risos). Foi muito difícil, sobretudo no dia de ontem porque tive dois encontros muito complicados em três sets e parámos muito tempo por causa da chuva, mas temos de conseguir jogar em todas as condições e estou muito orgulhosa da forma como consegui competir e aguentar-me. Foi muito complicado mentalmente”, reconheceu a ainda adolescente já de troféu nas mãos.

Com cinco torneios pela frente antes de dar por terminada a temporada, Victoria Jimenez não escondeu o objetivo de acabar 2022 entre as 100 melhores jogadoras do mundo: “Quero tentar acabar no top 100, porque tenho o objetivo de jogar o quadro principal de um torneio do Grand Slam no próximo ano e os melhores torneios possíveis.”