Entre os necessitados, estão “pessoas de várias nacionalidades, desde portugueses a imigrantes, designadamente de países asiáticos, além de ingleses e franceses”, que se encontram no desemprego. Já os sem-abrigo, “neste momento nãoposso contabilizar”, diz aquela voluntária.
A ‘Refood’ pede apoio à comunidade de Lagos para a cedência de materiais diversos, de forma a poder remodelar e abrir o seu novo espaço, situado no Mercado Municipal de Santo Amaro, em Lagos, durante o mês de Janeiro de 2025, e ali passar a fornecer diariamente refeições a pessoas carenciadas.
José Manuel Oliveira
O Núcleo de Lagos da organização ‘Refood’, que se dedica a recolher alimentos (sobras) e a entregá-los a pessoas carenciadas, pede ajuda à comunidade, no sentido de doar material diverso, nomeadamente eletrónico, tintas, equipamentos para o chão e para a montagem de bancadas, entre outros, a fim de poder remodelar o espaço que lhe foi cedido, em Maio deste ano, pela Câmara Municipal, no edifício do Mercado de Santo Amaro, nesta cidade. Só assim reunirá condições para distribuir diariamente e de forma directa comida a quem necessita, incluindo pessoas sem-abrigo.
“Estamos desesperados! Temos o espaço no Mercado de Santo Amaro, em Lagos, cedido pela Câmara Municipal, mas faltam-nos condições ao nível material para proceder à sua remodelação e torná-lo devidamente operacional, de modo a podermos receber pessoas necessitadas e entregar-lhes refeições confecionadas, na sequência dos alimentos que recolhemos junto de estabelecimentos.”
“Foram-nos doados frigoríficos, no entanto necessitamos de outros materiais, como tintas, equipamentos para o chão e para a montagem de bancadas. Daí o meu pedido de apoio à comunidade nesse sentido, de modo a que possamos abrir em Janeiro de 2025, as novas instalações no Mercado de Santo Amaro”
“Estamos desesperados! Temos o espaço no Mercado de Santo Amaro, em Lagos, cedido pela Câmara Municipal, mas faltam-nos condições ao nível material para proceder à sua remodelação e torná-lo devidamente operacional, de modo a podermos receber pessoas necessitadas e entregar-lhes refeições confecionadas, na sequência dos alimentos que recolhemos junto de supermercados e outros estabelecimentos. Foram-nos doados frigoríficos, no entanto necessitamos de outros materiais, como tintas, equipamentos para o chão e para a montagem de bancadas. Daí o meu pedido de apoio à comunidade nesse sentido, de forma a podermos abrir, em Janeiro de 2025, as novas instalações no Mercado de Santo Amaro”, apela, em declarações ao ‘Litoralgarve’, Dora Rosa, uma das coordenadoras do Núcleo de Lagos da ‘Refood’.
Voluntários da ‘Refood’ recolhem alimentos cedidos pelo supermercado Pingo Doce e outros estabelecimentos, e entregam-nos a algumas instituições, como as igrejas de Santa Maria e de São Sebastião, em Lagos, além de uma estrutura de apoio a pessoas sem-abrigo, situada na zona da Meia-Praia
Enquanto não estiver a funcionar no novo espaço, devidamente remodelado, aquela organização de apoio alimentar a pessoas carenciadas e que conta com a colaboração de quatro dezenas de voluntários em Lagos, continua a recolher comida, garrafas de água, sumos e refrigerantes cedidos por vários estabelecimentos, nomeadamente restaurantes, pastelarias e supermercados, entre os quais o Pingo Doce, e a proceder à sua entrega a algumas instituições, como as igrejas de Santa Maria e de São Sebastião, além de uma estrutura que acolhe indivíduos sem-abrigo, situada na zona da Meia-Praia. “Sabemos que as pessoas ficam agradecidas por receberem esses alimentos”, refere Dora Rosa.
Em tempo de festas, esta coordenadora da organização ‘Refood’ admite que “há cerca de oitenta famílias à espera de ajuda alimentar em Lagos e nem sabemos como passam o Natal.” Entre os necessitados, figuram “pessoas de várias nacionalidades, desde portugueses a imigrantes, designadamente de países asiáticos, além de ingleses e franceses”, que estão no desemprego. Já os sem-abrigo, “neste momento não posso contabilizar”, acrescenta.
“As pessoas residentes no prédio do Instituto ‘Fonte deVida’ estavam incomodadas por ver tanta gente a ir ali buscar comida todos os dias”. Por isso, a ‘Refood’ teve de sair daquele espaço em Julho de 2023
Recorde-se que, como revelou Dora Rosa, numa entrevista concedida ao ‘Litoralgarve’, em Maio deste ano, o Núcleo de Lagos da ‘Refood’ ficou, no mês de Julho de 2023, sem as instalações que lhe estavam cedidas pelo centro Cristão Instituto ‘Fonte de Vida’ e onde fornecia, diariamente, refeições a pessoas necessitadas, incluindo as sem-abrigo. “Tivemos de sair daquele espaço porque as pessoas residentes no prédio disseram ao pastor Jacinto Rosa, do Instituto‘Fonte de Vida’, que estavam incomodadas por ver tanta gente a ir ali buscar comida todos os dias”, lembrou, na altura, Dora Rosa, sentindo-se“chocada” com essa situação, pois “só estávamos a ajudar pessoas carenciadas.”
“Ficámos, então, sem ter para onde ir, até que a Câmara Municipal de Lagos nos cedeu um espaço no Mercado de Santo Amaro, que deveria estar aberto desde Novembro deste ano.Mas, como já referi, são necessários vários materiais para podermos proceder a trabalhos de remodelação das instalações, a fim de funcionarmos como deve ser e, assim,fornecer, em condições, alimentos às pessoas carenciadas, o que esperamos ser possível a partir de Janeiro de 2025”, sublinha aquela coordenadora do Núcleo da organização ‘Refood’.
“Há fome em Lagos, muita pobreza envergonhada e muito desperdício alimentar”
“Há fome em Lagos, muita pobreza envergonhada e muito desperdício alimentar”, denunciou, há meses, ao nosso Jornal, Dora Rosa. Esta situação mantém-se numa altura em que os voluntários do núcleo da ‘Refood’ só não estão no terreno a ajudar diretamente famílias carenciadas e pessoas sem-abrigo, porque, como já referido, as novas instalações, situadas no Mercado Municipal de Santo Amaro, ainda não funcionam para poderem recolher e ali guardar todos os géneros alimentícios cedidos por estabelecimentos nesta cidade.










