GNR retirou “preventivamente” habitantes das suas casas em dez localidades do concelho de Silves, devido a violento incêndio que já levou ao corte ao trânsito do IC1 e da autoestrada do Sul A2

“As chamas estão em progredir em duas frentes, uma em zona de mato na direção de São Marcos da Serra, e a outra numa área de eucaliptal e pinhal, para a A2”, disse fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil ao ‘Litoralgarve”.

Militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) tiveram de “deslocar preventivamente” das suas moradias habitantes de dez localidades do concelho de Silves, na sequência do violento incêndio que, desde cerca das 13h00 de segunda-feira, dia 25 de Julho de 2022, “está a progredir em duas frentes, uma em zona de mato na direção de São Marcos da Serra, e outra numa área de eucaliptal e pinhal, para a autoestrada A2”, afirmou fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, em declarações ao nosso Jornal.

Inicialmente, durante a tarde, foram retiradas, pela GNR, das suas habitações pessoas residentes nas localidades de Monte das Zurras, Alcarias, Novas, Corte Peral, Chaminé, Boião e Casas Velhas. Mais tarde, seguiram-se habitantes das povoações da Ribeira de Odelouca, Vale da Horta e Pardeiro.

O fogo, que começou na zona de Fica Bem, levou ao corte ao trânsito rodoviário do Itinerário Complementar IC1, entre Ourique, no Baixo Alentejo, e São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, obrigando os condutores a utilizar outras vias. Ao mesmo tempo, igualmente por precaução, as autoridades procederam também ao corte ao tráfego rodoviário, nos dois sentidos, da autoestrada do Sul A2, no Nó de Gomes Aires, entre Ourique e São Bartolomeu de Messines.

“A vegetação  muito  seca  está  a   contribuir  para o   incêndio  se   propagar,  dificultando a ação dos meios  terrestres”

Como referiu durante a tarde de segunda-feira ao «Litoralgarve», fonte do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, “as linhas aéreas de média e alta tensão existentes na zona” estavam a “impedir o combate ao fogo por parte dos meios aéreos”, que eram oito na altura. Por outro lado, “a vegetação muito seca está a contribuir para o incêndio se propagar, dificultando a ação dos meios terrestres”, salientou.

Mais  de   25  graus  centígrados  ao  início  da   noite  e  rajadas  de   vento   de   30  a  42  Kms./hora

O fogo começou a evoluir com duas frentes, uma para sul e outra para sudeste, com vento noroeste, 37 graus centígrados e uma humidade muito baixa. Ao início da noite de segunda-feira, por volta das 21h30m, as temperaturas atingiam mais de 25 graus centígrados e o vento na zona soprava com rajadas de 30/42 quilómetros por horas, indicou a mesma do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve.

Mobilizados  mais   de  600  operacionais  e  211 viaturas

Já ao começo da madrugada de terça-feira, 26 de Julho de 2022, estavam mais de seiscentos operacionais no teatro das operações, com o apoio de 211 veículos. Os meios aéreos tiveram de ser retirados da zona do incêndio ao início da noite.

(em atualização)

José Manuel Oliveira

Paulo Silva

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