Entrevista a João Graça, presidente da Comissão Política Distrital de Faro do partido Chega: “A Direita unida vai ganhar as eleições” legislativas em Portugal

“Não restam dúvidas” de que a Direita só conseguirá ser Governo com o Chega.” É este um dos avisos que o presidente da Comissão Política Distrital de Faro do Chega, João Graça, deixa ao PSD, CDS/PP e Iniciativa Liberal, nesta entrevista concedida, por escrito, ao ‘Litoralgarve’, admitindo, no entanto, não haver coligações pré-eleitorais.

Ao acusar o executivo socialista, liderado por António Costa, de corrupção, o principal dirigente do Chega no Algarve considera que, “embora este governo tenha sido eleito com uma maioria, a decisão de o dissolver peca por tardia”. É que, “desde o ‘caso Galamba’, em que o Presidente da República foi afrontado pelo Primeiro- Ministro, já se podia prever que este cenário era uma questão de tempo”, nota.

Com 50 anos de idade, João Paulo da Silva Graça nasceu a 26 de Junho de 1973, em Esposende, reside em Sagres, desde 1981, e é funcionário público em Vila do Bispo. Depois de ter concorrido à presidência da câmara local, nas últimas eleições autárquicas, sem ser eleito, mostra-se, agora, disponível para encabeçar a lista do Chega à Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Faro, se o líder do partido do partido, André Ventura, o entender, em Março de 2024. Isto, numa altura em que, de acordo com as sondagens, o Chega já é a terceira força política no país.

 

José Manuel Oliveira

 

Litoralgarve – Logo após a reunião do Conselho de Estado, realizada na quinta-feira, 09 de Novembro de 2023, devido à crise política resultante da demissão do primeiro- ministro, António Costa, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu dissolver a Assembleia da República e convocar eleições legislativas antecipadas para o dia 10 de Março de 2024. Como encara esta situação, que acaba por ser inesperada no país? Que avaliação faz ao papel do Presidente da República neste processo?

 

João Graça – É meu entendimento que o nosso Presidente da República agiu em bom rigor dentro das suas competências. Contudo, na minha opinião, e embora este governo tenha sido eleito com uma maioria, a decisão de o dissolver peca por tardia. Desde o ‘caso Galamba’, em que o Presidente da República foi afrontado pelo Primeiro-Ministro, já se podia prever que este cenário era uma questão de tempo. Estivemos sujeitos a um acumular de casos e casinhos e, no meu ponto de vista, cansaço, incompetência e muita ‘ditadura’.

 

“Acho que [as eleições legislativas antecipadas] deveriam ter sido marcadas num menor espaço de tempo legal, pois em março ficamos muito próximo das Europeias (…) poderiam ter sido marcadas no início de fevereiro”

 

Litoralgarve  – Será a melhor altura para estas eleições, num ano em que também haverá, no dia 09 de Junho de 2024, eleições para o Parlamento Europeu? São, ou não, eleições a mais, com desgaste para a classe política e consequentes reflexos no eleitorado?

 

João Graça – Um ato eleitoral antecipado é sempre de natureza atípica, mas o mesmo é indispensável. Se este mandato tivesse continuado, estaríamos perante a mais longa legislatura da história em Portugal, o que só por si também seria inédito, as eleições teriam de acontecer, iriamos ter 4 anos seguidos de eleições, assim temos dois, 2024, 2025, interregno em 2026, e Presidenciais em 2027. Claro que acho que deveriam ter sido marcadas num menor espaço de tempo legal, pois em março ficamos muito próximo das Europeias. Poderiam ter sido marcadas no início de fevereiro, mas o nosso Presidente da República é soberano na sua decisão e terá tido poderosa motivação na escolha da data. Quanto ao desgaste da classe política, acho que não se coloca, porque a vida do político é feita destes atos. Com este panorama também beneficiaremos, na medida em que o povo português poderá avaliar a capacidade política de quem os representa.

 

 

Litoralgarve – Esperava a demissão do primeiro-ministro nesta altura, ou não lhe restava outra alternativa por estar a ser investigado por suspeita de corrupção, num caso de escutas telefónicas?

 

João Graça – Não lhe restava outra hipótese. Aliás, mesmo que não estivesse envolvido em nada, o acumular de casos é gritante dentro do Partido Socialista, desde os marcantes acontecimentos referentes aos seus Ministros e Secretários de Estado, agora também entrou-lhe dentro de “casa” no gabinete do seu assessor.

 

“Quero acreditar na justiça, embora não tenha muitos créditos a seu favor, principalmente quando se trata de políticos. O sistema judicial tem de levar uma volta completa, é preciso saber porque não funciona, porque não é célere. Será falta de meios humanos, técnico e/ou de infraestruturas?”

 

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Litoralgarve – O que pensa da actuação do Ministério Público?

João Graça – Quero acreditar na justiça, embora não tenha muitos créditos a seu favor, principalmente quando se trata de políticos. O sistema judicial tem de levar uma volta completa, é preciso saber porque não funciona, porque não é célere. Será falta de meios humanos, técnico e/ou de infraestruturas? Acredito que, com a visão de André Ventura, é possível dar condições à justiça e esta, de uma vez por todas, ser cega e ter finalmente os mesmos pesos e medidas em ambos os pratos da balança.

 

 

António Costa? “Acho que mais cedo ou mais tarde a teia socialista o reencaminha para um lugar político na estrutura da União Europeia. Irá, nos próximos tempos, fazer-se de vítima e no futuro irá para um poleiro como mártir.”

 

 

Litoralgarve – Que futuro perspectiva para António Costa?

João Graça – Na minha opinião, infelizmente, acho que mais cedo ou mais tarde a teia socialista o reencaminha para um lugar político na estrutura da União Europeia. Irá, nos próximos tempos, fazer-se de vítima (veja-se o comunicado do próprio no passado dia 11.11.2023) e no futuro irá para um poleiro como mártir.

 

 

Foi uma “reacção acertada” o Presidente da República não aceitar Mário Centeno para substituir António Costa como primeiro-ministro. “Não se entende como é que o ministro das Finanças passa para Governador do Banco de Portugal diretamente. Mais uma decisão dúbia na história deste Governo.”

 

 

 

Litoralgarve  – Ao que se sabe, o Presidente da República rejeitou a indicação do nome de Mário Centeno, ex-ministro das Finanças e actual Governador do Banco de Portugal, para substituir António Costa na chefia do Governo? Como viu essa reacção?

 

João Graça – Partindo da veracidade dessa premissa, entendo que foi uma reação acertada. Apenas devo acrescentar que não se entende como é que o ministro das Finanças passa para Governador do Banco de Portugal diretamente. Mais uma decisão dúbia na história deste Governo.

 

“Só para termos uma ideia, o Chega foi o partido que mais propostas apresentou (501) de alteração ao OE (Orçamento do Estado) para 2024, para uns populismo, para outros trabalho (…), segundo as sondagens, até já é a terceira força política” no país

 

 

 

Litoralgarve  – Comenta-se que o Chega parte em vantagem para estas eleições legislativas, com populismo, ao poder tirar partido da suspeição de corrupção em torno de ministros e ex-ministros do PS, autarcas e empresários, por parte do Ministério Público, na sequência dos polémicos processos do lítio e do hidrogénio verde. O que lhe parece? Até onde poderá chegar o seu partido, numa altura em que, segundo sondagens, até já é a terceira força política em Portugal?

 

 

João Graça – Partir com vantagem!? Esta ideia é subjetiva, o Chega tem sido o Partido que mais tem crescido, quer nas eleições, quer nas sondagens e ao contrário do que diz não me parece que seja com populismo, eu chamo-lhe trabalho. Só para termos uma ideia, o Chega foi o partido que mais propostas apresentou (501) de alteração ao OE [Orçamento do Estado] para 2024, para uns populismo, para outros trabalho e também, ao contrário do que diz, ‘segundo as sondagens, até já é a terceira força política em Portugal’. Não são apenas as sondagens que o ditam, mas sim o voto do povo nas urnas, quer nas autárquicas, quer nas legislativas.

 

 

Coligações? “Conhecendo bem as nossas matrizes, ideias e convicções, penso que a estratégia será concorrer sozinho”

 

 

Litoralgarve  – O Chega vai concorrer sozinho em todos os círculos eleitorais do país, ou admite coligações? Com o PSD, com o CDS/PP, com a Iniciativa Liberal?

 

João Graça – Conhecendo bem as nossas matrizes, ideias e convicções, penso que a estratégia será concorrer sozinho.

 

Litoralgarve  – Como antevê a formação da lista de candidatos a deputados pelo círculo eleitoral de Faro?

 

João Graça – Em termos regionais, já estamos a trabalhar no assunto, mas vamos aguardar pelas orientações da Direção Nacional.

 

 

“Se nestas eleições eu for o escolhido para cabeça de lista, estou apto a assumir essa grande responsabilidade e, depois, se for eleito será uma honra e um prazer ser o representante do nosso Algarve”

 

 

Litoralgarve – Espera, desta vez, encabeçar a lista, ou a decisão pertencerá ao presidente André Ventura?

 

João Graça – A decisão será sempre do nosso Presidente. No entanto, se nestas eleições eu for o escolhido para cabeça de lista, estou apto a assumir essa grande responsabilidade e, depois, se for eleito será uma honra e um prazer ser o representante do nosso Algarve.

 

 

 

“Na Assembleia da República, o nome Algarve foi mais falado que nunca”, com o deputado do Chega, Pedro Pinto

 

 

Litoralgarve  –  Como avalia o trabalho até agora desenvolvido pelo deputado Pedro Pinto, pelo Algarve? O que trouxe de novo?

 

João Graça – O trabalho foi bom a todos os níveis, sempre que lhe foi possível vir à região, mexeu e de que forma as águas, de tal forma que ao início todos nos recebiam, mas ultimamente ficaram ‘emails’ por responder ou atender ao nosso pedido. Depois, na Assembleia da República o nome Algarve foi mais falado que nunca. O que trouxe de novo? Trouxe que, em algumas sondagens, estamos tecnicamente empatados com PS e PSD em termos de deputados que posam vir a ser eleitos, e isto, só por si, mostra que trouxe confiança e esperança para a região e que existe um partido em que as pessoas acreditam, que além de as representar e defender os seus interesses, nunca os irá esquecer.

 

Litoralgarve – E como perspectiva a campanha eleitoral?

João Graça – Da nossa parte o mesmo de sempre, empenho e respeito. Empenho para, por exemplo, correr toda a região e divulgar as nossas ideias e sempre com respeito pelos outros partidos. No entanto, penso e espero estar enganado, porque o respeito não será mútuo, lembro-me sempre dos ‘outdoors’ e faixas do Partido Chega destruídos.

 

 

 

As prioridades do Chega para o Algarve vão desde a saúde, educação, habitação e emprego, até soluções para a falta de água, segurança, transportes e vias de comunicação

 

 

Litoralgarve – Quais as apostas, os planos do Chega? Que prioridades irá apresentar para a região algarvia?

João Graça – As apostas são simples e em relação aos outros partidos são até as únicas coisas que nos unem ou são comuns, mas o que uns falam e prometem, nós iremos pôr em prática. As nossas apostas serão na saúde, educação, habitação, emprego, o meio ambiente (principalmente o caso da falta de água), segurança, transportes e vias de comunicação, turismo, pesca e agricultura. A prioridade, infelizmente, está em todos os pontos que acabei de enumerar. O passado recente do Algarve mostra-nos uma estagnação em várias áreas. A título exemplificativo no âmbito de investimentos públicos, posso referenciar o afamado novo hospital central, a conclusão da A22 até Sines, a ligação ao aeroporto por linha férrea, um novo traçado da própria linha férrea para melhor servir a população, a própria ligação férrea a Lisboa ser mais rápida, a ligação da linha férrea a Espanha, um porto de cruzeiros que seja uma referência a nível mundial, aproveitando sermos uma zona turística, mas acima de tudo, olharmos para a localização geográfica do Algarve. Urge avançar já com uma solução para a falta de água, um plano a nível de todos os concelhos para a obrigação de construção de habitação [a preços] acessíveis, bem como um olhar assertivo e rápida resolução para o caos que atravessa a saúde pública no Algarve. Infelizmente, o Algarve nunca foi ponderado e pensado. Como tem sol e praia, foi um deixa andar porque vai ter sempre gente, mas não pode ser assim, é preciso inovar, é preciso investir e para os privados investirem é necessário que o Estado faça a sua parte, ou seja, proporcionar um bom sistema de saúde, de vias de comunicação, de boa educação e, no fundo, dotar a região de infraestruturas para que quem quer investir saiba que terá sempre praticamente garantido o seu retorno.

 

 

“O PS falhou em toda a linha ao povo algarvio. Continuam a pensar e a ver o Algarve como uma estância de férias para quando se lembram de cá vir e uma região, onde, infelizmente, elegem 5 deputados que os ajudaram a ter uma maioria. Não moveram uma palha”

 

Litoralgarve – O que ganhou o Algarve e o que ficou por fazer durante os governos de António Costa?

 

João Graça – Ganhar, não ganhou nada, perder tem perdido tudo. O PS falhou em toda a linha ao povo algarvio. Continuam a pensar e a ver o Algarve como uma estância de férias para quando se lembram de cá vir e uma região onde, infelizmente, elegem 5 deputados que os ajudaram a ter uma maioria. Não moveram uma palha principalmente nos mais graves problemas, como a saúde, a educação e a habitação. Esta é a hora da Direita chegar ao poder, a grande oportunidade, após oito anos de governação socialista? É sem dúvida! Está na hora de cumprir Portugal e este é o momento. Políticas de esquerda trazem miséria e corrupção, os países onde impera a direita são, por norma, mais prósperos e desenvolvidos.

 

“O Chega trouxe a palavra que melhor define o PS, que é corrupção. E tanto o Chega falou e gritou que está à vista de todos”

 

Litoralgarve – A Direita só conseguirá ser governo com o Chega?

João Graça – Disso não restam dúvidas, pena algumas almas serem pequenas e não atingirem isso, mas tem sido a nossa força, resiliência e confiança que tem estado na base do nosso crescimento. Repare que o PS quis fazer do Chega o bode expiatório, fomos os bombos da festa de modo a que o PSD perdesse palco, o que veio a acontecer por dois motivos: um porque aproveitamos o palco com o nosso trabalho e, dois  porque o PSD não tem um líder capaz de juntar e motivar as suas tropas, o resultado foi que o Chega foi a única oposição séria ao PS. O Chega trouxe a palavra que melhor define o PS, que é corrupção. E tanto o Chega falou e gritou que está à vista de todos. Quanto ao PSD, só tenho uma palavra: Obrigado! Obrigado, porque enquanto nos tratavam como marginais, “com o Chega não”, o que aconteceu foi que o Chega cresceu, ganhou a confiança dos eleitores e vamos ver dia 10 de março se em alguns distritos nomeadamente no Algarve [distrito de Faro], a grande surpresa da noite não será a vitória do Chega na região.

 

 

O presidente do PSD, Luís Montenegro, “não, não está” preparado para ser primeiro-ministro. “É um líder fraco e sem carisma, e estou certo de que se estas eleições fossem depois das Europeias, o mesmo já não seria candidato a Primeiro-Ministro porque o mau resultado das europeias o iam fazer cair.”

 

Litoralgarve – O PSD está preparado, nesta altura, para governar Portugal, com o seu presidente, Luís Montenegro, como primeiro-ministro?

 

João Graça – Não, não está! Luís Montenegro é um líder fraco e sem carisma, e estou certo de que se estas eleições fossem depois das Europeias, o mesmo já não seria candidato a Primeiro-Ministro porque o mau resultado das europeias o iam fazer cair. Demorou imenso tempo para tomar uma posição firme e directa em relação ao Chega. Aliás, o mesmo só chega a presidente do PSD, porque venceu os outros por cansaço. Mas é pena porque o PSD tem nos seus quadros pessoas válidas com valores.

 

“Quanto a geringonças da esquerda, penso que estamos todos elucidados, o PS o que fez foi enfraquecer os seus aliados. As políticas de esquerda e extrema- esquerda estão desactualizadas com o mundo moderno.”

 

 

 

Litoralgarve – Há quem perspective que, tal como noutros países europeus, os socialistas poderão perder a maioria absoluta nas próximas eleições legislativas, ficando dependentes de outros partidos à esquerda para continuar a governar, com uma nova ‘geringonça’. Como encara esse cenário?

 

João Graça – Sem dúvida que esperamos que os socialistas percam a maioria e que nunca mais a voltem a ter. Quanto a geringonças da esquerda, penso que estamos todos elucidados, o PS o que fez foi enfraquecer os seus aliados. As políticas de esquerda e extrema- esquerda estão desatualizadas com o mundo moderno.

 

 

 

“Não quero acreditar que os portugueses ainda não acordaram com tudo o que está a acontecer e que volte a haver um Governo de esquerda”

 

 

Litoralgarve – E que futuro para a Direita em Portugal se não vencer as eleições em 2024 e passar a governar o país?

 

João Graça – Temos que separar as coisas. A Direita só não ganha as eleições se o PSD tiver mau resultado, porque a IL [Iniciativa Liberal] e o CHEGA, principalmente o CHEGA, na minha opinião, vai ser um dos vencedores das eleições. Penso que a Direita unida vai ganhar as eleições, o resto dependerá das iniciativas partidárias. Não quero acreditar que os portugueses ainda não acordaram com tudo o que está a acontecer e que volte a haver um Governo de esquerda.

 

“Pedro Nuno Santos faz-me lembrar aqueles “artistas” que, de forma cínica, esperaram por ver o circo a arder. O PS dificilmente limpará a imagem do manto da corrupção que o rodeia. Penso que o Partido Socialista deveria apresentar novos quadros. Infelizmente, acredito que o Pedro Nuno Santos poderá sair vencedor nesta ‘corrida’ ” [eleitoral a nível interno no PS]

 

 

Litoralgarve – Como vê o duelo entre Pedro Nuno Santos e José Luís Carneiro para a liderança do PS e a consequente candidatura a primeiro-ministro? Como avalia um e o outro?

 

João Graça – Mesmo partido, mesma ideologia, a diferença é que um pisca o olho mais à esquerda e outro mais à direita. No entanto, Pedro Nuno Santos faz-me lembrar aqueles “artistas” que, de forma cínica, esperaram por ver o circo a arder. O PS dificilmente limpará a imagem do manto da corrupção que o rodeia. Penso que o Partido Socialista deveria apresentar novos quadros. Infelizmente, acredito que o Pedro Nuno Santos poderá sair vencedor nesta ‘corrida’.

 

A nível internacional, “a única e grande perda será da classe política que fica muito mal na fotografia, ou seja, apelidada de corrupta uma vez mais. A imagem para o exterior é muito má”

 

 

Litoralgarve  –  O que poderá perder Portugal no plano internacional com esta nova crise política?

João Graça – Nada ou muito pouco em termos socioeconómicos. Vamos ter OE [Orçamento do Estado] que é determinante para a economia não parar, os fundos do PRR [Plano de Recuperação e Resilência] também continuam em execução, sendo certo que a única e grande perda será da classe política que fica muito mal na fotografia, ou seja, apelidada de corrupta uma vez mais. A imagem para o exterior é muito má. Mas o que poderíamos esperar de um Primeiro-Ministro ‘ditador’ e líder de um governo corrupto?

 

 

(…) quando um Orçamento do Estado prevê o valor das multas que vai obter está tudo dito. Temos um OE de um ‘ditador’ que dá pelo nome de António Costa.”

 

 

Litoralgarve  – E o que acha do Orçamento do Estado para 2024? Quais os benefícios que ganha o Algarve?

 

João Graça – As intenções do PS são sempre boas, mas não passam de mentiras e falsas promessas. É um orçamento desequilibrado, pouco adequado à realidade e repare que quando um OE (Orçamento do Estado) prevê o valor das multas que vai obter está tudo dito. Temos um OE de um ‘ditador’ que dá pelo nome de António Costa. Quanto a benefícios para a região do Algarve com este OE, não vislumbro nenhum.

 

 

“O CHEGA não é um Partido de Extrema Direita, mas sim um Partido de Extrema Necessidade para Portugal”

 

Nesta entrevista ao ‘Litoralgarve’, o presidente da Comissão Política Distrital de Faro do partido Chega, João Graça, deixou, ainda, um apelo aos eleitores, com vista às eleições legislativas antecipadas, a realizar no dia 10 de Março de 2024: “A única questão é o apelo ao coração e à razão dos Portugueses. Dêem-nos uma oportunidade, depositem em nós toda a confiança e esperança, deixem em nós a necessidade e vontade de mudar a vida de todos, uma vida próspera, com oportunidades para nós e para os nossos. Vamos ajudar o Dr. André Ventura a ser Primeiro-Ministro, Vamos levar o Chega a governo de Portugal, Chegou a hora de todos os Portugueses! O CHEGA não é um Partido de Extrema Direita, mas sim um Partido de Extrema Necessidade para Portugal.”