Delegação da CVP Faro-Loulé pede a demissão por “DESRESPEITO-INGRATIDÃO E DESLEALDADE DA DIRECÇÃO NACIONAL E DESLEALDADE DO DELEGADO

Delegação da CVP Faro-Loulé pede a demissão por “DESRESPEITO-INGRATIDÃO E DESLEALDADE DA DIRECÇÃO NACIONAL E DESLEALDADE DO DELEGADO REGIONAL DE FARO”

Tudo explicado através de um “Comunicado – acta 200”, que publicamos, na íntegra, pelos problemas nele citados, igualmente com referência à recuperação, dos agora demissionários, de déficits financeiros e defesa dos trabalhadores.

“CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

FARO-LOULÉ

Ata nr 200

Aos sete dias do mês de junho, reuniu a Direção da Delegação de Faro-Loulé da Cruz Vermelha Portuguesa, pelas dezanove horas, sob a presidência da sua Presidente, Dora Valério Luís, estando presentes todos os seus membros, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único – Pedido de demissão da Senhora Presidente da Delegação de Faro-Loulé

Relativamente ao ponto único, a senhora presidente informou os membros presentes de que, no dia cinco, tinha reunido com o Sr. Presidente Nacional, a Senhora Vice-Presidente do pelouro de delegações e membros e o senhor diretor geral da CVP.

Nessa reunião, o Sr. Presidente Nacional tinha-lhe dado conta da sua decisão de proceder a uma reestruturação profunda da delegação de Faro-Loulé, a qual exigia a implementação de um novo plano de gestão, sendo que, na sequência desta informação, a senhora presidente de Faro-Loulé tinha informado que apresentaria a sua demissão, o que pretendia fazer ainda durante aquele dia.

Face ao exposto, todos os senhores diretores manifestaram a sua perplexidade, não face à intenção do pedido de demissão por parte da senhora presidente, mas face à postura da Direção Nacional, a qual não tinha mostrado qualquer pudor em contornar os estatutos da CVP e demonstrava um profundo desrespeito, ingratidão e deslealdade para com a Direção de Faro- Loulé, sendo que não era compreensível tal decisão numa altura em que, de acordo com as contas da própria sede nacional, aprovadas pelo senhor presidente nacional, o déficit financeiro da delegação tinha diminuído 81,61% face ao ano de 2022.

Mais lamentaram a falta de apoio da atual Direção Nacional, como a deslealdade do Delegado Regional de Faro da CVP, o qual não só não tinha informado corretamente a Direção Nacional, como, há cerca de um ano, se tinha afastado completamente da delegação de Faro-Loulé, não prestando qualquer apoio ou sequer respondendo aos diversos pedidos de reunião.

Os senhores diretores lembraram o facto de terem tido uma postura muito diferente face ao senhor delegado regional quando, no passado, este parecia não gozar de qualquer confiança junto do senhor presidente Francisco George. Nessa altura, em que o senhor delegado lamentava não ser escutado nem tido em consideração pela esfera nacional, a Direção de Faro- Loulé tinha-o apoiado, dando-lhe o devido reconhecimento institucional no âmbito do trabalho desenvolvido pelo mesmo, reiterando junto da Direção Nacional a sua lealdade ao senhor delegado regional. Os senhores diretores lamentaram que, no seu entender, a mesma integridade não tenha caracterizado a ação do senhor delegado regional.

Considerando a intenção da senhora presidente, a Direção decidiu deixar lavrado em ata um agradecimento a todos os que, ao longo destes quatro anos, realizaram, com notório empenho e desmedida dedicação, um trabalho de grande qualidade ao serviço da delegação de Faro- Loulé.

A senhora presidente referiu que, ao chegar à delegação de Faro-Loulé, no âmbito de uma comissão administrativa, tinha encontrado uma situação muito complexa a vários níveis, entre os quais se destacavam o nível financeiro e o dos recursos humanos e que se congratulava por

CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

FARO-LOULÉ

essa Comissão e, na sua continuidade, a presente Direção, ter conseguido resolver muitos problemas, intervindo em situações concretas que necessitavam de uma resposta séria, exigente e ativa.

Mais se congratulava por esta ter sido uma Direção de afetos, que abriu as portas do gabinete da Direção aos trabalhadores, escutando-os e defendendo-os na sua dignidade, o que se traduziu por decisões como nivelar os seus salários de acordo com as funções que desempenhavam, instituir o pagamento de diuturnidades em função da antiguidade que tinham, implementar um sistema de avaliação de desempenho, premiar a excelência do desempenho e criar momentos de convívio entre todos.

Também se congratulava por esta Direção ter solicitado uma auditoria às contas e aos procedimentos para perceber o que deveria e poderia ser mudado para melhor e ter, depois, encetado essa mudança.

A Direção decidiu ainda deixar em ata o que considera terem sido grandes conquistas: a renegociação de contratos e planos de pagamento com fornecedores, a atração de novos doadores e financiadores, o alargamento de protocolos e a diversificação de projetos e parcerias. Há a referir a diminuição da despesa – em 35% – relativa à manutenção de veículos e, no ano de 2023, de acordo com os dados contabilísticos elaborados pela sede nacional, a passagem de um resultado líquido negativo de 315 344,02 (2022) para um resultado líquido (ainda negativo) de 57971,72 (2023), obtendo-se, assim, uma redução do resultado líquido negativo, e, por isso, uma melhoria de 81,61%, tendo sido este o melhor resultado financeiro obtido pela delegação desde 2018.

Esta Direção fez tudo o que pôde, não sozinhos, mas com o sacrifício e o mérito dos trabalhadores e voluntários da delegação e com o inequívoco e contínuo apoio de muitas entidades, entre elas a Câmara Municipal de Loulé, os Bombeiros de Loulé, a Câmara Municipal de Faro, a Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, o CHUA, o Agrupamento de Escolas João de Deus, a “extinta” ARS, a CCDR, o Instituto de Segurança Social, o Motoclube de Faro, a União de Freguesias de Faro, a Liga de Combatentes – Núcleo de Faro, a Proteção Civil, a Junta de Freguesia de Almancil, a Junta de Freguesia de Quarteira, a GNR, a PSP, a Polícia Marítima, a CPCJ e muitos, muitos apoios pontuais. A todos, a Direção agradece reconhecidamente.

O excelente resultado, confirmado pelas contas da sede nacional, conseguido apenas no período de um ano, apesar de tudo, não foi suficiente para ultrapassar os desafios de tesouraria da delegação de Faro-Loulé e esta, infelizmente, de per si, não pode continuar a aumentar o seu esforço. Para melhorar o seu desempenho, seriam necessários meios humanos, materiais e financeiros necessários para tal. Seriam necessários apoios que não chegaram.

A Direção fez tudo o que pôde fazer. Só não pôde fazer milagres. E, por isso, toda a Direção considerou, perante a falta de apoio e de gratidão, ter chegado a hora de sair. Voluntária e desinteressadamente. Da mesma forma como entrou. Esta Direção entrou para melhor servir a comunidade e sairá para, também, melhor a servir. Atuar de outra forma seria uma traição aos princípios da Cruz Vermelha Portuguesa.

CRUZ VERMELHA PORTUGUESA

FARO-LOULÉ

E nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a presente ata, pelas vinte e uma horas, a qual vai ser assinada por todos os elementos presentes.

Presidente

Vice-Presidente

Tesoureiro

Vogal

Vogal

Dora Valério luís

Luís Miguel neves Edmundo Lopes

Suzana Frade Jorge Leitão

Comunicado

Caros Trabalhadores, Curadores, Parceiros e Amigos da Delegação de Faro-Loulé da Cruz Vermelha Portuguesa.

No dia 7 de junho, a Presidente da Delegação pediu a demissão ao Sr. Presidente Nacional, Dr. António Saraiva, na sequência de o Sr. Presidente a ter informado da decisão de proceder a uma reestruturação profunda da delegação de Faro-Loulé, a qual exigia a implementação de um novo plano de gestão.

No dia 14 de junho, esse pedido de demissão foi aceite pelo Sr. Presidente Nacional, facto do qual a Direção teve conhecimento no dia de ontem.

Neste sentido, a Direção dirige-se a todos vós para, antes de mais, vos agradecer o trabalho que realizaram connosco, na maioria dos casos, notório empenho e desmedida dedicação, ao longo destes quatro anos.

Como sabem, chegámos a esta delegação em Agosto de 2020 (primeiro como Comissão Administrativa e, mais tarde, como Direção), tendo encontrado uma situação muito complexa a vários níveis, entre os quais se destacavam o nível financeiro e o dos recursos humanos.

Na continuidade do trabalho desenvolvido pela Direção que nos antecedeu, a nossa Direção conseguiu resolver muitos problemas, tendo conseguido intervir em situações concretas que necessitavam de uma resposta séria, exigente e ativa.

Fomos uma Direção de afetos. Abrimos as portas do gabinete da Direção aos trabalhadores, escutámo-los, defendemos a sua dignidade e, por isso, nivelámos os seus salários de acordo com as funções que desempenhavam, instituímos o pagamento de diuturnidades em função da antiguidade que tinham, implementámos um sistema de avaliação de desempenho, premiámos a excelência do desempenho e criamos momentos de convívio entre todos.

Solicitámos uma auditoria às contas e aos procedimentos para perceber o que deveria e poderia ser mudado para melhor. E encetámos essa mudança.

Ao longo destes quatro anos, obtivemos conquistas que não imaginávamos possíveis em tão pouco tempo: renegociámos contratos e planos de pagamento com fornecedores, atraímos novos doadores e financiadores, alargámos protocolos e diversificámos projetos e parcerias. Diminuímos a despesa – em 35% – relativa à manutenção de veículos e, no ano de 2023, de acordo com as contas finais elaboradas pela sede nacional e aprovadas pelo Sr. Presidente Nacional, passamos de um resultado líquido negativo de 315 344,02 (2022) para um resultado líquido (ainda negativo) de 57971,72 (2023). Obtivemos, assim, uma redução do resultado líquido, e, por isso, uma melhoria de 81,61%, tendo sido este o melhor resultado financeiro obtido pela delegação desde 2018.

Fizemos tudo o que pudemos, não sozinhos, mas com o sacrifício e o mérito dos trabalhadores e voluntários da delegação e com o inequívoco e contínuo apoio de muitas entidades (tantas que não as conseguimos nomear todas), entre elas a Câmara Municipal de Loulé, os Bombeiros de Loulé, a Câmara Municipal de Faro, a Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, o CHUA, o

Agrupamento de Escolas João de Deus, a “extinta” ARS, a CCDR, o Instituto de Segurança Social, o Motoclube de Faro, a União de Freguesias de Faro, a Liga de Combatentes – Núcleo de Faro, a Proteção Civil, a Junta de Freguesia de Almancil, a Junta de Freguesia de Quarteira, a GNR, a PSP, a Polícia Marítima, a CPCJ e muitos, muitos apoios pontuais. A todos, agradecemos reconhecidamente.

O excelente resultado, confirmado pelas contas da sede nacional, conseguido apenas no período de um ano, apesar de tudo, não foi suficiente para ultrapassar os desafios de tesouraria da delegação de Faro-Loulé e esta, infelizmente, de per si, não pode continuar a aumentar o seu esforço. Para melhorar o seu desempenho, seriam necessários meios humanos, materiais e financeiros necessários para tal. Seriam necessários apoios que não chegaram.

Fizemos tudo o que podíamos fazer. Só não pudemos fazer milagres. E, por isso, considerámos ter chegado a hora de sair. Voluntária e desinteressadamente. Da mesma forma como entrámos. Entrámos para melhor servir a comunidade e saímos para, também, melhor a servir. Atuar de outra forma seria uma traição aos princípios da Cruz Vermelha.

Continuaremos a ser voluntários, ao serviço da comunidade. Da de Faro e da de Loulé, porque é dessas a delegação de Faro-Loulé da Cruz Vermelha Portuguesa.

Obrigada a todos. Será sempre uma honra fazer parte da Cruz Vermelha Portuguesa!

A Direção da Delegação de Faro-Loulé da Cruz Vermelha Portuguesa

A Presidente

O Vice-Presidente

O Tesoureiro

A Vogal”

Conclui o Comunicado-Acta 200 da CVP – Faro-Loulé

Fotos arquivo da presidente da CVP – Faro-Loulé, Dora Luís, do delegado regional e direção na Confraria dos Cavalheiros e Confreiras da Tábua Quadrada em 2022.