CDS-PP de Portimão acusa o governo de, uma vez mais, esquecer o barlavento algarvio

Na sequência do “projeto estruturante” apresentado pelo primeiro-ministro, o metro de superfície que irá ligar Olhão, Faro e Loulé, numa extensão de 38 km, não pode-se de deixar de notar que uma vez mais o Barlavento algarvio ficou esquecido como já tem sido a práxis dos sucessivos governos.

1 – A região algarvia padece de graves problemas no que concerne à mobilidade, e este tema não é recente! É um problema crónico! No que toca à ferrovia, somos orgulhosos proprietários de carruagens antigas e poluentes que circulam numa linha velha, parte dela ainda por eletrificar, que não responde, de todo, às necessidades do distrito.

2 – À semelhança da ferrovia, o transporte rodoviário, é deficitário, não responde às necessidades dos residentes na região. As soluções acabam por recair no transporte privado, e até aqui os governos têm falhado miseravelmente! No Algarve existem duas opções para a mobilidade, a Estrada Nacional 125, e a A22.

No que concerne à A22, aguardamos “ad aeternum” pela prometida descida dos preços que o governo teima em não implementar, e para o comum do cidadão, que na falta das demais opções, tem de recorrer à EN125, sabe que esta não é solução de todo.

3 – O CDS-PP de Portimão não fica indiferente ao facto de ser um projeto bastante apelativo, e que de facto, contribuirá para o desenvolvimento do setor da mobilidade no Algarve, nem que seja para menos de metade da região. Isto é, se for realmente implementado, pois pela mão dos sucessivos executivos socialistas muitas promessas foram feitas, e ainda se aguarda o começo de pelo menos uma delas, recorde-se a título de exemplo, o Hospital Central.

4 –  Não obstante, a acontecer o improvável e o projeto avançar, uma vez mais, à semelhança do passado, o Barlavento algarvio não é tido nem achado, é esquecido! Haja coerência em algo!

Relembremos, construção da Via do Infante, agora A22, o troço que liga o Barlavento ao resto do Algarve foi o último a ser construído. Quanto à ferrovia, o cenário repete-se, ainda se aguarda a eletrificação no Barlavento.

5 – Tantos problemas estruturais no distrito, diga-se, a escassez de funcionários públicos, de profissionais da saúde e da educação, a precariedade laboral causada pela sazonalidade do setor hoteleiro, a dependência imensa deste setor para a sobrevivência da região, a habitação a preços exorbitantes, e a carência desta por falta de respostas da Administração Pública, a seca extrema, entre muitos outros e o Sr. Primeiro-ministro entende que o melhor a fazer é lançar um metro de superfície que “dá resposta” a três dos dezasseis municípios algarvios.

Promessas, promessas e mais promessas, nunca nada é concretizado, e quando o é, o modus operandi passa por ter o Algarve a ser desenvolvido a duas velocidades, que se traduz no desenvolvimento do Sotavento. Quanto ao Barlavento a postura do governo é só uma, “os outros que se danem”!