Balanço da campanha eleitoral e resultados da coligação AD no Algarve.

A Comissão Política Distrital (CPD) FARO do CDS-PP reuniu dia 16 de Março numa unidade hoteleira de Albufeira, para um jantar de trabalho que serviu para discutir e fazer o balanço da campanha eleitoral e resultados da Coligação AD no Algarve emitindo o seguinte comunicado à imprensa.

A CPD do CDS-PP no Algarve não tem dúvidas e aponta como principais responsáveis pelos resultados das eleições de 10 de Março a falta de capacidade de trabalho e a falta de compromisso que os últimos governos e deputados socialistas tiveram para com os Algarvios!

A AD, que integra o PPD/PSD, o CDS-PP e o PPM, assim como o PS já assumiram que não conseguiram captar o descontentamento dos algarvios, que durante anos se foi abstento de votar. Constata-se que a abstenção foi durante muitos anos o voto de protesto, que agora se capitalizou noutros partidos.

As nossas ideias, convicções e posições políticas para o Algarve, apesar do esforço reconhecido, não captaram os algarvios.

O CDS, que agrega em si valores únicos e pessoas dispostas a dar a cara pelos algarvios, defendendo os seus interesses, acrescenta valor, qualidade e experiência à nossa região! Congratulamo-nos por ter contribuído para a eleição de três deputados da AD pelo Algarve, desejando um excelente mandato aos deputados algarvios eleitos, Cristóvão Norte e Ofélia Ramos, certos de que tudo farão pelos interesses dos algarvios.

O CDS, historicamente, foi o partido mais à direita que o MFA consentiu e todos os que eram de direita assumida foram e serão bem recebidos na nossa família, ontem, hoje e amanhã.

Integramos em nós a democracia cristã, o liberalismo moderado e o conservadorismo de valores sociais fundamentais à estabilidade da nossa região. Temos um legado de coerência e somos uma direita segura dos seus valores, sem desvios nem tentações!

Defenderemos uma coesão territorial mais forte, e solicitaremos que a direção nacional do CDS-PP faça parte, com maior regularidade, das nossas iniciativas regionais.

Temos muito trabalho pela frente e grandes desafios, pois o Algarve é uma das regiões com maior desigualdade entre ricos e pobres.

A pobreza está acima da média: 19% dos algarvios viviam com menos de €591 por mês em 2022.

Sabemos que a região do Algarve é das que tem menos habilitações disponíveis, mais desigualdades sociais, mais imigração e trabalho precário, e um quarto da população no Algarve tem nacionalidade estrangeira. Relativamente a esta imigração consideramos que a mesma deve ser controlada e todos aqueles que vêm para trabalhar devem ser bem recebidos e integrados, sob pena das taxas de criminalidade continuarem a crescer e se tornarem em taxas de criminalidade violenta e descontrolada, pondo em causa inclusive a segurança dos nossos filhos, que frequentam as escolas públicas.

Queremos uma escola segura (muito mais segura), assente em regras e avaliações que potenciem a aquisição do conhecimento. Os jovens são o futuro do país.

Queremos que a escola ensine, que tenha professores satisfeitos com a sua profissão, em número suficiente, para, por um lado, garantir segurança aos pais e por outro lado exigindo responsabilidade às famílias pela educação dos seus filhos.

As faltas no acesso à habitação e a uma rede de transportes intermunicipais está a limitar a contratação e fixação de pessoas e de mão-de-obra qualificada.

Não se prevê que venha a existir recuperação ou aumento do poder de compra para as famílias algarvias e estamos a pagar bens alimentares e serviços a preços “muito inflacionados”.

A agricultura e a pesca, essenciais à nossa região, precisam de investimento urgente sob pena de ficarmos ainda mais dependentes do turismo e do sector público.

É necessário consolidar a marca Algarve, “Orgulhosamente Algarvio” poderá ser o selo de qualidade para internacionalizar tudo o que produzimos e servimos.

Está a ser acelerada a desertificação do Barrocal algarvio. Fecho de escolas, serviços e empresas deixam as populações do interior cada vez mais à sua sorte. Esta situação é agravada pela falta de transportes públicos, pela falta de acesso às redes de comunicações e internet como é o caso da Fóia e das Serras de Monchique e Caldeirão.

Temos de fazer convergir as pensões mínimas, ao ordenado mínimo nacional. Todos, no final de uma vida contributiva, têm de viver sem ter de escolher entre comida, medicamentos ou a conta da luz.

Os serviços sociais de proximidade à população têm de ser uma realidade e estarem aptos a apoiar algarvios em situação de risco, evitando assim guetos sociais de alta densidade. Serviços sociais que, ao mesmo tempo, têm que garantir que nenhum idoso é deixado ao abandono nas suas casas, seja por falta de ascendentes ou descentes ou por mesmo por solidão. Aumentar a fiscalização e a capacidade integrada de lares e estabelecimentos de reabilitação, dando a todos, sem exceção, o acompanhamento digno que dele necessitam. Queremos ter acesso à saúde. Afinal somos todos Portugueses. É emergente ganhar capacidade de resposta à doença, é urgente melhorar a saúde preventiva

sob pena de estarmos a hipotecar (ainda mais) a qualidade de vida das famílias algarvias por falta de acesso às urgências. O novo hospital central e universitário do Algarve tem de acontecer já.

Os juros de referência (BCE) tendem a estagnar, isto é, deixar de subir, o que não trará alívio às famílias, mas sim uma falsa sensação de habituação ao custo. Os algarvios merecem evoluir socialmente, este retrocesso é sinal do desinvestimento de anos no Algarve.

A falta de água é responsabilidade dos Governos anteriores e essencialmente deste último governo socialista – abandonaram-nos à sorte de S. Pedro.

Continuar a aposta no ensino superior e qualificação profissional, quer seja nas suas instalações, no seu equipamento como também no desenvolvimento científico e tecnológico, de outra forma não conseguiremos atrair jovens para estudar e se fixarem no Algarve.

É obrigatório aumentar o número de creches e vagas para crianças estendendo essa gratuidade a todas as crianças até aos 6 anos. Não iremos aceitar que, por falta de investimento público, o aumento da natalidade dependa exclusivamente de fatores económicos. O casal com filhos tem de ter liberdade, tempo e segurança nas suas vidas. É assim que acreditamos que também se promove a igualdade de oportunidades, a evolução nas carreiras de homens e mulheres, dignificando a vida humana.

Com responsabilidade e coerência, valorizando o ser humano na sua condição de vida, nós estamos convictos de que estamos do lado certo da história.