“ARRANQUEM E CONCLUAM O HOSPITAL CENTRAL – NÃO MANDEM MÉDICOS EMBORA PARA DEPOIS LHES PAGAREM MAIS”

Dr. João Dias, secretário regional do SIM -Sindicato Independente dos Médicos, acompanhado do dr. Martins dos Santos, Cirurgião – também ex- secretário regional. do SIM e Diretor Regional de Saúde no Algarve, ambos médicos nos Hospital de Faro, no jantar-debate da Confraria dos Cavalheiros e Confreiras da Tábua Quadrada, afirmaram que “Lisboa tem a mesma população que o Algarve no Verão e tem 34 hospitais, nós temos dois, em Faro e Portimão, para 2.5 milhões de habitantes de verão, em grande parte dependemos do turismo, onde o mesmo tem de ter confiança no destino a nível de saúde! Sem esquecermos que, de inverno, nomeadamente o hospital de Faro, já não aguenta com 350.000, agora imaginem de verão!

O há muito prometido novo Hospital Central é Urgente, e não nos venham com desculpas que não há médicos ou casas para os mesmos, irão aparecer. Mas não mandem embora os médicos que já estão no SNS para depois lhes pagarem muito mais, como está a acontecer, provocando revolta nos que cá continuam! Só precisamos que o Hospital arranque e se conclua”.

Ver e ouvir vídeos-reportagem para melhor compreender as questões de Confrades e Confreiras, bem como as respostas dos médicos convidados, onde não faltaram vários médicos em exercício no Público e Privado, como Miguel Pereira (Hospital de Faro ma foto a brindar a um SNS mais forte) e Luís Pedro (Hospital das Gambelas) no recente jantar-debate da Confraria dos Cavalheiros e Confreiras da Tábua Quadrada.

O Ministro da Saúde já garantiu que “o Concurso para o novo Hospital Central do Algarve avança este ano”, mas, sabendo-se que o Governo acabou com a antiga e avançou com nova parceria para a construção do novo Hospital, para Confrades e Confreiras, nomeadamente para o decano da medicina algarvia Esteves Franco, É BOM QUE SAIA DO PAPEL, mas indispensável que o seu programa funcional seja actualizado com vista à satisfação das novas necessidades em Saúde emergentes de uma nova organização da prestação de Cuidados de Saúde na região.

É óbvio que um programa se faz com uma previsão de pelo menos Cinquenta anos, mas este já consumiu mais de 20 para além de uma nova realidade em cuidados de saúde e responsabilidades de ensino, pré e pós graduado, se ter desenvolvido! Ou será que se continuará depois de construído a manter-se o congestionamento atual a quando dos previsíveis episódios gripais.

Veja-se como, em duas décadas, foi construída de raiz e abandonada uma Escola de Enfermagem!”.

Um Jantar-Debate que esteve ao rubro, nomeadamente com um documento do Confrade Augusto Palma (foto com documento na mão), lido pela confreira Ana Tavares, chamando à para os Médicos deverem estar “Preparados, Psicológica e Fisicamente, para Assumir as suas Funções” em alturas problemáticas no SNS! Entretanto, foi curioso saber a quantidade de utentes-doentes que já passaram ou frequentaram o HDFaro… por motivo de falta de Saúde, e, na sua grande maioria, agradeceram a grande competência de Médicos e Enfermeiros, de todas as áreas, do Hospital, apesar de todos(as) os(as) que a ele recorreram, sem terem necessidade de tratamento em internamento, sublinharam as dificuldades do atendimento por que passaram.

Até porque, é unânime que, só por si, o Hospital Central não irá resolver os problemas que se verificam atualmente no acesso ao Serviço de Urgência se não for enquadrado numa reorganização da prestação dos Cuidados de Saúde, que considere a vertente acesso o outro fator de satisfação do doente.

REORGANIZAÇÃO DOS CUIDADOS DE SAÚDE “onde também se enquadra o Hospital Central, com um programa funcional adequado (incluindo a sua vertente universitária) sem o qual se manterá esta cortina de fumo, até inconscientemente mantida pelos políticos algarvios, impeditiva da análise da solução efectiva”, advertiu o médico e confrade Esteves Franco.

Manuel Luis