“Aquário” – Apresentação do livro-objeto de Marlene Barreto

Primeira parte da trilogia da teoria do pessimismo

28 Fevereiro, 19h – Livraria Greta, Lisboa

7 Março, 18h30 – Biblioteca Sophia de Mello Breyner, Loulé

11 Março, 21h – Podcast FEMINA, Maus Hábitos, Porto

12 Março, 18h – Livraria Poetria, Porto 

14 Março, 18h30 – UMAR, Lisboa

4 Abril , 18h – Casa da Escada Colorida, Rio de Janeiro, Brasil

Depois do lançamento nas Correntes D’Escritas na Póvoa de Varzim no dia 21 de Fevereiro, Aquário, o livro-objeto da atriz e criadora artística Marlene Barreto, será apresentado de norte a sul: no dia 28 de Fevereiro, na Livraria Greta, em Lisboa, às 19h; no dia 7 de Março na Biblioteca Sophia de Mello Breyner, em Loulé, terra natal da autora, às 18h30; a 11 de Março a autora estará no Maus Hábitos, Porto, para o Podcast FEMINA, às, 21h; dia 12 de Março, estará na Livraria Poetria, Porto, às 18h; dia 14 de Março será a vez da apresentação na UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), em Lisboa, às 18h30.

De realçar a apresentação de Aquário no Rio de Janeiro na Casa da Escada Colorida a 4 de abril, espaço que acolhe a segunda fase d’“A Teoria do Pessimismo” que já começou a ser desenhada e que culminará com o espetáculo MEMO em outubro deste ano.

Aquário é a primeira parte da trilogia da “Teoria do Pessimismo”: depois do espetáculo que estreou no Teatro da Comuna em 2022, Aquário é agora, transformado em livro-objeto. A estória passa-se num futuro de exceção, “Após a erupção do vulcão Yellowstone (…) P. acorda no meio de uma névoa de fumo sem memória. A única ajuda é A., a autora da sua história, que vive em desespero e depende de um aquário que faz a diálise do seu oxigénio para sobreviver.»

A ameaça à democracia, o desgaste do planeta, a solidão e a tirania estão traçados de forma bastante transparente em Aquário e a autora pretende com ele dar a ver “o lugar onde não queremos estar”. Erupções, cheias, sismos, terramotos, tempestades, degelos, maremotos e furacões, falta de água, falta de ar, desflorestação, extinção, genocídio, a guerra que nunca se foi embora, o fascismo, a brutalidade, o racismo, a intolerância interminável, a barbárie, o apagamento — a iminência do fim, pois, coisa de todos os dias, mas não para todos ao mesmo tempo.

“Num mundo cada vez mais distópico, Aquário é uma metáfora à perda do sentido de humanidade, da destruição física, mental e emocional do ser humano, face a um capitalismo e acesso ao poder desmedidos”, refere a criadora.

“A simples ideia de transformar o Aquário num livro foi uma ideia muito tentadora e arrebatadora ao mesmo tempo. Como performer e criadora, o desafio era criar um objeto  que desafiasse as convenções da literatura e da leitura. Queria poder intervir nele de forma livre, através da estética, da forma, dos ritmos e das dinâmicas. No fundo, criar, também, uma nova experiência de leitura ao leitor. Essa liberdade artística foi, talvez, uma das maiores razões pela qual optei por fazer uma edição de autor a quatro mãos com a designer Joana Tordo”. 

Sara Carinhas, atriz, criadora, escritora e Stella Faustino, escritora e investigadora do projeto, foram convidadas a dar o pontapé de saída com textos, a que a autora chamou “Perspetivas”. “No caso da Sara, sentia que ela tinha de fazer parte deste objeto. Pois, foi dela que ouvi, pela primeira vez, o termo “pessimismo” para definir o espetáculo em 2022. Após absorver, achei que poderia ser uma força na minha linguagem e converti o termo numa espécie de teoria, a qual tenho a oportunidade de explicar no livro”- refere Marlene Barreto.

Como consequência da sua obsessão pelos desdobramentos e objetos, a criadora reservou ainda para este momento, outra estreia muito especial: a música-tema de Aquário, música original da brasileira Brina Costa e com as participações de Madalena Palmeirim, Moreno Veloso, Paulo Mutti e Zé Manoel, assim como o videoclipe realizado pela criadora no momento do primeiro laboratório artístico do espetáculo.

Sinopse:

2036, P. acorda com o som ensurdecedor de um alarme de emergência. Não há nada em seu redor a não ser uma intensa névoa de fumo. Sem saber quem é, procura respostas, mas a única pessoa que as pode fornecer é A., a autora da sua história que vive imersa num desespero profundo com a iminente extinção da Humanidade provocada pela erupção do vulcão Yellowstone.

A personagem reivindica um novo final e a autora luta pela sua sanidade mental. Mas o que começa por ser uma luta pela sobrevivência acaba por se transformar em algo maior com a presença de um terceiro elemento: uma visão do destino da humanidade.

Nota Biográfica |Marlene Barreto

Marlene Barreto [Loulé- Portugal, 1984] é dramaturga, atriz e criadora artística e documental. É formada em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica Portuguesa, fez formação na CAL – Rio de Janeiro e Arte 6. É fundadora da Mescla – Associação Cultural e nos últimos anos, tem-se dedicado ao projeto «Teoria do Pessimismo» (trilogia), uma pesquisa focada nos perigos que assolam a Democracia. Em 2020/ 21 realizou o documentário Isolamento e atualmente está a preparar o processo de Memo, a segunda obra da trilogia. Escreveu os textos Reflexo e Aquário, levados a cena em 2017 e 2021, respetivamente. Aquário – 1.ª parte da trilogia da Teoria do Pessimismo, deu origem a um livro de nome homónimo que é, agora, lançado nas Correntes de Escrita.