Ângelo Mariano, coordenador da ACRAL, ao ‘Litoralgarve’: “A situação do comércio está muito má em Lagos. Ninguém faz compras, como antigamente se fazia durante a quadra natalícia” e “fico na expectativa para o que será a passagem-de-ano”

Em entrevista concedida ao ‘Litoralgarve’, Ângelo Mariano, de 40 anos, coordenador nos concelhos de Lagos, Vila do Bispo e Aljezur, da ACRAL – Associação do comércio e Serviços da Região do Algarve, não esconde o seu pessimismo perante a campanha «Natal em Lagos 2023’, à qual aderiram 39 estabelecimentos, e embora reconheça o problema da concorrência das grandes superfícies comerciais, é peremptório ao dizer: “o mais grave é mesmo o poder de compra das famílias, que cada vez mais têm de apertar o cinto” para enfrentar a crise económica. Mostrando-se cauteloso em relação à passagem-de-ano em Lagos, apesar do programa de animação previsto, susceptível de atrair mais visitantes, não tem dúvidas de que esta cidade não consegue “concorrer”, por exemplo com Portimão e Albufeira.

Por outro lado, aquele dirigente associativo apresenta um breve balanço sobre a época de Verão nesta zona do barlavento algarvio, deixa alertas à Câmara Municipal de Lagos, admite que o ano de 2024 possa ultrapassar o de 2023 ao nível turístico em Portugal e indica como será possível aumentar o número de visitantes durante todo o ano. Enquanto isso, Ângelo Mariano aguarda uma reunião da segurança municipal em Lagos, na qual poderão começar a ser definidas as zonas na via pública, onde deverão ficar instaladas câmaras de videovigilância para garantir mais segurança à população.

 

José Manuel Oliveira

 

Litoralgarve – Como está a decorrer a campanha ‘Natal em Lagos 2023’, que se prolongará até ao dia 05 de Janeiro de 2024? Quantos estabelecimentos aderiram?

Ângelo Mariano – Aderiram 39 lojas que se dedicam sobretudo ao comércio, em geral, e à venda de vestuário. O número é similar ao do ano passado. Nesta campanha não entram restaurantes. Quem efectuar compras no valor mínimo de 10 euros, tem direito a cupões, os quais serão sorteados no dia 06 de Janeiro de 2024 (sábado), como habitualmente no Posto de Turismo, situado no edifício dos Antigos Paços do Concelho de Lagos, na Praça Gil Eannes, no centro da cidade. Nessa altura, os contemplados serão contactados telefonicamente e terão direito a adquirir produtos nos estabelecimentos que aderiram a esta campanha no valor de 100€, que visa a promoção e a dinamização da actividade comercial.

Contudo, a situação do comércio está muito má em Lagos. Não há turismo e não existe poder de compra por parte das pessoas que cá vivem. Ninguém faz compras, como antigamente se fazia durante a quadra natalícia.

“O mais grave é mesmo o poder de compra das famílias que cada vez mais têm de apertar o cinto”

Litoralgarve – O problema estará, também, relacionado com a concorrência provocada pelas grandes superfícies comerciais?

 

Ângelo Mariano – Será um dos factores, mas acredito que o mais grave é mesmo o poder de compra das famílias, que cada vez mais têm de apertar o cinto.

 

Litoralgarve – E em Vila do Bispo e Aljezur?

Ângelo Mariano – Estas localidades não têm centros históricos, o que dificulta a dinamização da actividade comercial.

Na passagem-de-ano, “não existe possibilidade de Lagos concorrer com outras cidades turísticas do Algarve. Existem muitos factores de oferta ao nível turístico e cultural, como por exemplo em Portimão e Albufeira.”

Litoralgarve – Qual é a expectativa da ACRAL para a passagem-de-ano de 2023 para 2024, nomeadamente em Lagos?

Ângelo Mariano – Fico na expectativa sobre o que irá acontecer. Com a crise económica que estamos a atravessar, já não digo nada. A situação está muito diferente em comparação com há dois, três anos. O poder de compra das pessoas tem vindo a diminuir. Só compram o que é essencial. Muitos problemas ficam a dever-se a reflexos provocados pela pandemia da Covid-19.

Litoralgarve – E quanto ao cenário de Lagos poder vir a concorrer com Portimão e Albufeira, no que respeita às comemorações do fim-de-ano, em que, ao nível da animação, terá concertos com as bandas GNR e Calema, nos dias 30 e 31 de Dezembro, respectivamente, na Praça do Infante Dom Henrique, além do tradicional fogo-de-artifício à meia-noite, ao entrar em 2024?

Ângelo Mariano – Não existe possibilidade de Lagos concorrer a esse nível com outras cidades turísticas do Algarve. Existem muitos factores de oferta ao nível turístico e cultural, como por exemplo em Portimão e Albufeira.

Alguns restaurantes estão fechados no Natal e só voltarão a abrir em Janeiro de 2024, porque “os empresários preferem poupar dinheiro do que perder”

Litoralgarve – Há restaurantes, nomeadamente na cidade de Lagos, que anunciam o encerramento neste Natal e só voltarão a abrir em Janeiro de 2024. A que se deve esta situação?

Ângelo Mariano – Os empresários preferem poupar dinheiro do que perder. O mesmo sucede nos concelhos de Vila do Bispo e Aljezur.

Litoralgarve – Qual o balanço que faz sobre a época turística nos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo?

Ângelo Mariano – O balanço foi positivo. O turismo foi faseado, dando a oportunidade aos visitantes de conhecer mais locais turísticos e, por sua vez, movimentarem-se mais nesta zona do Algarve.

No Verão, “os mercados que registaram maior crescimento foram o norte-americano e o canadiano. Gastaram, em média, 120 euros por pessoa, ultrapassando, assim, o valor do último ano.”

Litoralgarve – Quantos milhares de turistas estiveram em cada um destes três concelhos do Algarve e quais as nacionalidades?

Ângelo Mariano – Neste momento, ainda não temos um número específico, mas notámos que durante os meses de Julho, Agosto e Setembro houve um decréscimo de 13 a 15 por cento de dormidas nestes concelhos, em comparação ao ano anterior. Os mercados que registaram maior crescimento foram o norte-americano e o canadiano.

Litoralgarve – Quando gastaram, em média, por dia?

Ângelo Mariano – Gastaram, em média, 120 euros por pessoa, ultrapassando, assim, o valor do último ano.

Litoralgarve – Quais as preferências de consumo, ao nível de restaurantes e bares, além de compras em estabelecimentos comerciais, por exemplo?

Ângelo Mariano – Os turistas preferiram consumir nos restaurantes e bares. O comércio local sentiu uma redução no consumo por parte dos turistas.

Litoralgarve – Foi mais, ou menos, em comparação com o período do Verão de 2022?

Ângelo Mariano – O consumo foi mais ou menos o mesmo. No entanto, houve menos clientes.

“A Câmara Municipal de Lagos deveria ter em consideração a organização dos eventos e não a sobreposição dos mesmos, e apostar no nível de qualidade em todos os eventos por si organizados e também pelas associações, em que a autarquia é parceira”

Litoralgarve – Como decorreu a animação, nomeadamente a Feira da Arte Doce, em Lagos, o Banho de 29 de Agosto e outros eventos, entre os quais festivais de música e dos Descobrimentos?

Ângelo Mariano – Neste ano houve uma aposta bastante positiva em relação à animação por parte da Câmara Municipal de Lagos, no que respeita à qualidade e ao investimento. Só tenho uma sugestão a acrescentar: a Câmara Municipal de Lagos deveria ter em consideração a organização dos eventos e não a sobreposição dos mesmos, e apostar no nível de qualidade em todos os eventos por si organizados e também pelas associações, em que a autarquia é parceira. Isto para podermos crescer mais e conseguir ter turismo durante o ano inteiro, com eventos diferenciados com rigor e qualidade.

Litoralgarve – E quais as perspectivas até final do ano de 2023?

Ângelo Mariano – Neste momento, o turismo sofreu uma quebra elevada, em comparação com o ano anterior. No entanto, prevejo que até ao final do ano possa melhorar, pois o fim do ano está a ser preparado para acolher muitas pessoas.

“O inverno é o período em que deveria ser feita uma aposta mais forte para cativar o turismo português e fazer passar para fora que Lagos é um local onde se pode passar uma temporada com qualidade e segurança”

Litoralgarve – Que tipo de animação é necessária para atrair mais visitantes ao Algarve, na chamada época baixa do turismo, ou seja durante o Inverno?

Ângelo Mariano – O inverno é o período em que deveria ser feita uma aposta mais forte para cativar o turismo português e fazer passar para fora que Lagos é um local onde se pode passar uma temporada com qualidade e segurança. Claro que isto é um grande desafio que as câmaras municipais e o Turismo de Portugal têm de trabalhar mais e melhor.

Litoralgarve – Que actividades poderá desenvolver a ACRAL nesta altura?

Ângelo Mariano – A ACRAL, ao longo destes anos, tem trabalhado em parceria com a Câmara Municipal de Lagos, na promoção de actividades que ajudam o comércio local, que é o mais sensível neste período do ano. Estas iniciativas incluem a chegada do Pai Natal com muita animação, a Vila Natal e o concurso NATAL em Lagos, as quais, noutros anos, têm-se mostrado muito positivas para o comércio local.

“O nosso país não é muito atractivo para quem quer trabalhar na área do comércio e turismo. Um dos principais problemas é a falta de alojamentos para os trabalhadores e o que há é excessivamente caro” 

Litoralgarve – Em recente entrevista ao ‘Litoralgarve’, o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, disse que este vai ser o melhor ano turístico de sempre em Portugal, superior ao período antes da pandemia da Covid-19. O que lhe parece?

Ângelo Mariano – Penso ser uma afirmação bastante positiva, pois o turismo em Portugal cresceu muito e diversificou-se em várias áreas. O Algarve tem uma imagem internacional bastante positiva e temos que valorizar o nosso Turismo, que é dos melhores da Europa.

Litoralgarve – Que problemas têm sentido os empresários devido à falta de trabalhadores, numa altura em que continua a aumentar a oferta de emprego e se vêem papéis nas montras de estabelecimentos e noutros locais, bem como informação diária nas redes sociais, a pedir pessoal para trabalhar?

Ângelo Mariano – O problema continua a passar pela falta de melhores ofertas de trabalho ao nível remuneratório. Já estamos um pouco melhor, mas mesmo assim o nosso país não é muito atractivo para quem quer trabalhar na área do comércio e turismo. Um dos principais problemas é a falta de alojamentos para os trabalhadores e o que há é excessivamente caro.

“No Verão, a necessidade de trabalhadores ronda os 60 por cento e na época baixa reduz para os 15 por cento. Esta situação tem de ser alterada e as autarquias têm um papel fundamental em arranjar meios”

Litoralgarve – Quantos trabalhadores são necessários em unidades hoteleiras, restaurantes, bares, pastelarias, ‘snacks-bares’ e estabelecimentos comerciais no concelho de Lagos? E no de Vila do Bispo? E no concelho de Aljezur?

Ângelo Mariano – De modo geral, na época mais alta, ou seja no Verão, a necessidade de trabalhadores ronda os 60 por cento e na época baixa reduz para os 15 por cento. Esta situação tem de ser alterada e as autarquias têm um papel fundamental em arranjar meios para que os empresários possam trabalhar durante o ano inteiro e não enfrentarem o problema de ter de formar novas equipas em todos os anos.

Litoralgarve- Além da falta de habitação a preços acessíveis, a ausência de trabalhadores deve-se, também, aos baixos salários por parte das empresas, ao Salário Mínimo Nacional, ou muita gente não quer trabalhar, preferindo receber o subsídio de desemprego?

Ângelo Mariano – Todos esses factores, que mencionou, são os grandes factores para o nosso país não ser atrativo para quem quer trabalhar, pois torna-se difícil viver com qualidade e dignidade em algumas circunstâncias.

Imigrantes de origem africana, asiáticos e do Brasil estão “aliviando a pressão da necessidade de obter trabalhadores na área do turismo e comércio” no Algarve   

Litoralgarve – O recurso a trabalhadores de outros países, nomeadamente africanos, asiáticos e do Brasil, é a solução para a escassez de mão-de-obra em Portugal e, em particular, no Algarve? Quais os reflexos dessa situação?

Ângelo Mariano – Com os problemas que alguns países enfrentam, como a Guerra, a migração de refugiados e outras situações também graves, estes povos vêm para Portugal e especificamente para o Algarve, aliviando a pressão da necessidade de obter trabalhadores na área do turismo e comércio.

“Deveria haver mais dinamização e mais oferta de animação. Sendo esta zona do barlavento rica em monumentos históricos, poder-se-iam usar os grupos de recriação histórica, ou mesmo associações de teatro, para contar ou representar a vida dos nossos antepassados e desta forma tentar travar a sazonalidade” do turismo

Litoralgarve – Além da falta de mão-de-obra, que outros problemas têm enfrentado os empresários dos sectores da restauração, comércio e serviços desta zona do barlavento algarvio?

Ângelo Mariano – Deveria haver mais dinamização e mais oferta de animação. Sendo esta zona do barlavento rica em monumentos históricos, poder-se-iam usar os grupos de recriação histórica, ou mesmo associações de teatro, para contar ou representar a vida dos nossos antepassados e desta forma tentar travar a sazonalidade. Outro problema, como já referido, é a falta de habitação a custos controlados, para quem quer viver e trabalhar nesta zona do Algarve.

“Vários países têm preços mais competitivos do que Portugal. No entanto, o nosso turismo é considerado de qualidade”

Litoralgarve – Preços mais baratos, nomeadamente no Sul de Espanha e na Turquia, têm afectado o Algarve em termos turísticos?

Ângelo Mariano – Sim, é verdade! Vários países têm preços mais competitivos do que Portugal. No entanto, o nosso turismo é considerado de qualidade, com praias magníficas, gastronomia de eleição, turismo rural de qualidade, natureza e biodiversidade sem fim. São tantos motivos que quem procura o nosso país, paga e fica satisfeito.

Em termos turísticos, “penso que o ano de 2024 vai superar as expectativas. Estamos a investir na qualidade e isso é o ponto de partida”

Litoralgarve – Como encara o ano de 2024 ao nível turístico?

Ângelo Mariano – Com o caminho que estamos a delinear, penso que o ano de 2024 vai superar as expectativas. Estamos a investir na qualidade e isso é o ponto de partida.

Litoralgarve – O que é necessário mudar?

Ângelo Mariano – Mudar, penso que pouco. Mas melhorar, isso sim! Temos de estar atentos aos mercados internacionais e superar sempre as nossas espectativas.

Litoralgarve – E que reflexos poderão provocar no turismo em Portugal, e em particular no Algarve, o conflito no Médio Oriente, entre Israel e o grupo Hamas, em defesa da Palestina, sabendo-se que muitas pessoas gostam de viajar para aquela zona do mundo?

Ângelo Mariano – Acho que essa situação não terá qualquer influência em termos turísticos no Algarve.

“O alojamento local é uma mais-valia para o turismo regional, não só a nível fiscal, mas também para poder chegar a todo o tipo de clientes”

Litoralgarve- O que pensa da polémica em torno do alojamento local?

Ângelo Mariano – O alojamento local é uma mais-valia para o turismo regional, não só a nível fiscal, para as contas do Estado, mas também para poder chegar a todo o tipo de clientes e regularizar as entradas e saídas de turistas no nosso país.

Litoralgarve – No centro da cidade de Lagos, muitos residentes e turistas têm sido, desde há bastante tempo, importunados por indivíduos que até lhes perguntam se querem adquirir droga, a qual, em muitos casos, não passa, afinal, de louro prensado… Como é possível combater esta situação?

Ângelo Mariano – É bastante incomodativo e acho que deveriam ser identificados e punidos. São os pontos negativos de haver muito turismo e movimento de pessoas.

Litoralgarve – Sente falta de segurança em Lagos?

Ângelo Mariano – Insegurança, não sinto. Mas acho que na cidade deveriam circular mais efectivos de segurança pública e um sistema de cctv que, no fundo, poderá ajudar a interceptar ao nível de vandalismo ou mesmo os assaltos que poderão acontecer.

Litoralgarve – O que pensa do trabalho da Polícia Municipal?

Ângelo Mariano – Nada a apontar! Mas deveria estar mais presente e perto das pessoas.

Câmaras de videovigilância em Lagos? “O centro histórico seria uma zona perfeita, atendendo a que há muito movimento de pessoas e principalmente turistas”. E “penso que em ruas e noutras artérias da cidade de Lagos, com menos movimento por parte das pessoas, se justificaria, também, a instalação desse sistema, de forma a poder garantir maior segurança”

Litoralgarve – A instalação de câmaras de vigilância poderá resolver problemas de segurança, nomeadamente ao nível da circulação de trânsito em contramão, bicicletas e trotinetes em zonas pedonais e o perigo de eventuais assaltos, entre outros?

Ângelo Mariano – Sim, ajudaria muito e com um elemento afectivo em cooperação com a PSP ou mesmo a Polícia Municipal.

Litoralgarve – Em que zonas devem ser colocados esses equipamentos?

Ângelo Mariano – O centro histórico seria uma zona perfeita, atendendo a que há muito movimento de pessoas e principalmente turistas. Após um levantamento das zonas de risco, também poderiam colocar as câmaras de videovigilância nesses locais, para interceptar situações de vandalismo e assaltos. Penso que em ruas e noutras artérias da cidade de Lagos, com menos movimento por parte das pessoas, se justificaria, também, a instalação desse sistema, de forma a poder garantir maior segurança.

Litoralgarve – Quando é que pensa que essa situação será definida e poderão ficar instaladas as câmaras de videovigilância em Lagos, já decididas pelo município?

Ângelo Mariano – Vamos ter uma reunião ao nível da segurança municipal, na qual o assunto será analisado. Não penso que seja ainda em 2023.

Litoralgarve – Que conselhos deixa aos proprietários dos estabelecimentos e aos donos de moradias, para prevenir assaltos?

Ângelo Mariano – Os conselhos que posso dar é tentar não ter valores elevados de dinheiro nas caixas durante o comércio aberto. No final do dia, não deixar as caixas com dinheiro. Nas moradias, há que certificarem-se de que deixam tudo fechado para não ter surpresas desagradáveis.

“Tendo em conta de que se trata de um emprego sazonal, poderá ser, também, uma dificuldade a contratação” de nadadores-salvadores do Brasil e da Argentina, para as praias do Algarve no próximo Verão

Litoralgarve – Quais os reflexos que poderá ter para o Algarve a necessidade de recorrer, por exemplo, à contratação de nadadores-salvadores oriundos do Brasil e da Argentina, para vigiar as praias do Algarve?

Ângelo Mariano – Não vejo qualquer tipo de constrangimento, atendendo a que as pessoas que trabalham nestas áreas tenham formação de socorrismo e saibam falar minimamente a língua portuguesa. No entanto, tendo em conta de que se trata de um emprego sazonal, poderá ser, também, uma dificuldade a contratação destas pessoas.