“Não podemos permitir que a imagem de Portimão – uma cidade segura, acolhedora e diversa – seja manchada por actos isolados de violência”, sublinha o autarca, em comunicado.
José Manuel Oliveira
“Portimão assistiu, na passada quinta-feira [dia 22 de Maio de 2025], a um episódio lamentável e profundamente condenável na Praia da Rocha, uma das nossas zonas turísticas mais emblemáticas. As imagens que circulam nas redes sociais, mostrando uma rixa violenta em que um cidadão é cobardemente agredido, são perturbadoras e exigem uma resposta à altura da gravidade da situação.”
É este o início do comunicado, divulgado pelo presidente da Câmara Municipal de Portimão, socialista Álvaro Bila, na tarde de sábado, 24 de Maio, acrescentando que “a segurança pública é um direito de todos e um dever que o Estado tem de garantir.”
“Irei reunir-me com o governante responsável para transmitir, pessoalmente, a minha preocupação”
Como tal, promete o autarca, assim que o novo Governo, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, “tomar posse, irei reunir-me com o governante responsável para transmitir, pessoalmente, a minha preocupação” nesse sentido.
“É essencial garantir uma presença policial reforçada e proativa, sobretudo nas zonas de maior afluência”
“Acompanharemos de perto o desenrolar da investigação”
E prossegue: “Não podemos permitir que a imagem de Portimão – uma cidade segura, acolhedora e diversa – seja manchada por actos isolados de violência. Os nossos residentes, comerciantes e visitantes têm de sentir que estão protegidos. Para isso, é essencial garantir uma presença policial reforçada e proativa, sobretudo nas zonas de maior afluência. Estamos ao lado dos cidadãos e das vítimas deste episódio, e acompanharemos de perto o desenrolar da investigação. Reafirmamos o nosso compromisso com uma cidade onde a convivência, o respeito e a segurança são valores inegociáveis.”
“Portimão não é, nem será, território de impunidade”
“Temos esperança de que as imagens de videovigilância permitam identificar rapidamente os agressores”
Depois de avisar que “Portimão não é, nem será, território de impunidade”, o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Bila, que encabeça a lista de candidatos do PS a este órgão, nas próximas eleições autárquicas, a realizar em Setembro ou Outubro de 2025, conclui: “Temos esperança de que as imagens de videovigilância permitam identificar rapidamente os agressores. Contamos com todos para preservar o que nos une: o direito de viver em paz.”
Mais um caso que envolve tráfico de droga na Avenida Tomás Cabreira, na Praia da Rocha, com indivíduos de etnia cigana a agredir, desta vez, um imigrante de nacionalidade brasileira, apurou o ‘Litoralgarve
De acordo com informações recolhidas pelo ‘Litoralgarve’ junto de populares, a rixa ocorrida na passada quinta-feira, dia 22 de Maio, a que se refere o comunicado do autarca portimonense, terá a ver com mais um caso que envolve tráfico de droga na Avenida Tomás Cabreira, na Praia da Rocha.
“Aconteceu cerca das 21h00 e desta vez perto do Hotel Júpiter, quando quatro indivíduos de etnia cigana, de Portimão, agrediram um imigrante de nacionalidade brasileira, que pratica atividade física num ginásio, na sequência de um negócio de venda de droga.”
“O produto não passava de louro, pelo que o comprador se terá sentido enganado e protestou, acabando por ser agredido em plena via pública”
“Ao que se sabe, como sucede muitas vezes neste tipo de situações, afinal o produto não passava de louro, pelo que o comprador se terá sentido enganado e protestou, acabando por ser agredido em plena via pública. A PSP foi alertada para o problema e o homem acabou por seguir numa ambulância para o Hospital de Portimão”, contou, ao nosso Jornal, um cidadão conhecedor da situação.
Populares receiam agravamento do problema com o aumento de turistas no Verão
E adiantou: “Muitas pessoas, que assistiram às agressões, limitaram-se a filmar a rixa para publicar imagens nas redes sociais”. O tráfico de droga na Praia da Rocha, em Portimão, tal como sucede noutras cidades do Algarve, em plena via pública e a qualquer hora, passou a ser, “infelizmente, habitual”, lamentam populares, receando o agravamento deste problema, numa altura em que se aproxima o Verão, com o consequente aumento do número de turistas.
“Mas muitas vezes, o produto vendido não passa de louro, pelo que quem está a comprar droga acaba por se sentir enganado, situação de que resultam conflitos”, conclui um elemento ligado à segurança noturna.










