Volta a Portugal à Vela regressa em 2026 após 23 anos de ausência

A Volta a Portugal à Vela vai regressar em 2026, 23 anos depois da última edição, recuperando uma das mais emblemáticas competições da vela nacional. A prova decorrerá entre 25 de julho e 1 de agosto e reunirá mais de 200 velejadores, assinalando o renascimento de uma competição histórica que pretende reforçar a ligação de Portugal ao mar.

A apresentação oficial decorreu em Leixões, onde o presidente da Federação Portuguesa de Vela, António José Barros, destacou a importância do regresso da prova ao calendário nacional. O dirigente afirmou que esta edição representa “um momento de grande importância para a vela portuguesa”, sublinhando ainda a ambição de consolidar a competição nos próximos anos, em especial em 2027, quando a Federação Portuguesa de Vela celebra o seu centenário.

A edição de 2026 contará com a participação de 31 embarcações, 26 da classe ANC e cinco da classe ORC — que irão percorrer a costa portuguesa desde Vila Nova de Gaia até Portimão, passando pela Figueira da Foz, Cascais, Lisboa e Sines. Para além da vertente competitiva, a organização pretende promover a cultura do mar e valorizar o património náutico nacional através de um percurso que liga algumas das principais cidades costeiras do país.

Durante a apresentação, o secretário de Estado do Mar, Salvador Malheiro, considerou que a Volta a Portugal à Vela está alinhada com a estratégia do Governo para a valorização da economia do mar, do turismo e do desporto, salientando o papel deste tipo de eventos na promoção do território e da prática desportiva.

A sustentabilidade ambiental será um dos pilares da competição. A organização pretende desenvolver uma prova que combine excelência desportiva com responsabilidade ambiental, sensibilizando participantes e público para a preservação dos oceanos e para a adoção de boas práticas na proteção do meio marinho.

A primeira regata terá início às 14h00, ao largo da frente atlântica de Vila Nova de Gaia. O percurso inaugural seguirá pela orla marítima de Gaia, Porto e Matosinhos, terminando com a entrada da frota na barra do Douro e a subida do rio até à Ponte D. Luís I, proporcionando um dos momentos mais marcantes desta edição da prova.