Reportagem – Pinhal da Samouqueira, em Vila do Bispo, junta mais de duzentas pessoas a comer folar e ouvir música, apesar da ameaça de chuva

Enquanto assistia aos primeiros momentos do espectáculo, a cargo da cantora Débora Machado, António Inácio disse ao ‘Litoralgarve’: “No Domingo de Páscoa, choveu e talvez por isso, hoje, segunda-feira, não veio aqui muita gente. Deviam estar cá mais famílias, mas desta vez o tempo não ajudou.” Também Teresa Maria esperava um maior número de pessoas. “Gosto muito de folar e deste convívio”, notou. Pouco depois, começaram a chegar mais populares, com petiscos, bebidas e folares, aumentando a animação, numa tarde de sol e algum vento à mistura. Numa mesa, uma funcionária da Câmara Municipal de Vila do Bispo ia servindo fatias de folares, confeccionados numa padaria.

José Manuel Oliveira

“Isto está muito fraquinho neste ano. Ontem, Domingo de Páscoa, choveu e talvez por isso, hoje, segunda-feira, não veio aqui muita gente. Deviam estar cá mais famílias, mas desta vez o tempo não ajudou.” Junto a uma pequena viatura, António Inácio, de 88 anos de idade, comentava, assim, ao ‘Litoralgarve, os primeiros momentos da tradicional festa ‘Partir do Folar’, que se realizou, como habitualmente, logo a seguir à Páscoa, no Pinhal da Samouqueira, concelho de Vila do Bispo, por iniciativa da Câmara Municipal, a partir das 15.00 horas de segunda-feira, dia 01 de Abril de 2024. Nessa altura, estavam, no local, pouco mais de sessenta pessoas, na sua maioria idosas. Algumas senhoras levantavam-se das cadeiras, em que se encontravam, para dançar, umas com as outras em forma de par, num pequeno espaço adequado para o efeito e embaladas por música tradicional portuguesa, a cargo da conhecida artista Débora Machado, com o seu acordeão, junto a três colunas de som.

“Não ligo a folares, passei aqui e vim ver isto também. Vêm sempre pessoas de outros lados do concelho, de Budens, da Raposeira. Há três anos, depois da pandemia da Covid, esteve cá muita gente.”

Enquanto assistia ao espectáculo e ao convívio, António Inácio, natural de Mértola, do Baixo Alentejo, e residente “há muitos anos” em Vila do Bispo, dizia-nos: “Não ligo a folares, passei aqui e vim ver isto também. Vêm sempre pessoas de outros lados do concelho, de Budens, da Raposeira. Há três anos, depois da pandemia da Covid, esteve cá muita gente.”

Teresa Maria: “Só comecei a vir aqui há poucos anos. Noutros anos, esta zona estava a abarrotar e as pessoas conviviam, comiam, bebiam e dançavam até escurecer. Era mais animado. O tempo, com ameaça de chuva, acabou por afastar muita gente”

Poucos metros mais adiante, Teresa Maria, moradora “no concelho de Vila do Bispo”, contou ao ‘Litoralgarve: “Só comecei a vir aqui há poucos anos. Noutros anos, esta zona estava a abarrotar e as pessoas conviviam, comiam, bebiam e dançavam até escurecer. Era mais animado. O tempo, com ameaça de chuva, acabou por afastar muita gente” desta festa do Partir do Folar no Pinhal do Samouqueiro. E acrescentou: “Gosto de folar e deste convívio, mas esperava mais gente.

Segurança a cargo de três operacionais dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, com uma ambulância, e, inicialmente, dois militares da Guarda Nacional Republicana, a que se juntaram, depois, outros colegas, num total de quatro elementos 

Num espaço com várias mesas juntas viam-se três chapéus-de chuva (um verde, um branco e um vermelho) para proteger idosos do sol, numa altura em que também se fazia sentir algum vento e giravam turbinas do parque eólico instalado, do outro lado da Estrada Municipal 268, que liga Vila do Bispo ao concelho de Aljezur, nesta zona da Costa Vicentina. Enquanto isso, três elementos dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, com uma viatura de emergência, além de, inicialmente, dois militares do posto local da Guarda Nacional Republicana, vigiavam os participantes neste evento, de forma a garantir a necessária segurança. A esses militares, juntaram-se, mais tarde, outros dois elementos, jovens.

Junto à improvisa pista de dança, ao ar livre, a artista Débora Machado continuou a animar os participantes nesta festa, com música tradicional portuguesa, a fazer recordar outros tempos. «Lisboa, menina e moça, menina / Da luz que os meus olhos veem tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura»

«Cidade a ponto luz bordada / Toalha à beira-mar estendida / Lisboa, menina e moça, amada /
Cidade, mulher da minha vida».

Pouco a pouco, foram chegando mais pessoas ao Pinhal da Samouqueira e pelas 16h.30m., como constatou o ‘Litoralgarve’, já estava mais de uma centena, espalhada por várias zonas, em que se viam mesas em pequenos espaços tipo esplanadas, com comida, garrafas de vinho, de cerveja, sumos, refrigerantes, água, fruta e, claro, folar. Num desses espaços nem faltou um assador para carne. Como é tradição, muitas pessoas trouxeram de casa folares e outros produtos alimentícios para se juntarem à festa. E depois dirigiram-se à mesa, na qual uma funcionária da Câmara Municipal de Vila do Bispo lhes serviu uma fatia de folar.

«Cheira bem, cheira a Lisboa”

Depois de várias pausas para se refrescar com água, sem nunca ter saído do seu lugar, a artista Débora Machado manteve-se em destaque, ao ‘puxar’ pelo público: «Eu sei, eu sei, és a linda portuguesa / Com quem eu quero casar / Já corri mundo e não encontro outra igual / Com quem eu queira ficar»

«Cheira bem, cheira a Lisboa / A fragata que se ergue na proa / A varina que teima em passar /
Cheiram bem porque são de Lisboa / Lisboa tem cheiro de flores e de mar»

Quem saltou para a pista de dança foram, sobretudo, senhoras idosas. Mas a certa altura, também entrou em cena um homem com uma mulher, a que se juntaram três meninas, estas formando uma pequena roda. A maioria das pessoas preferiu ficar à mesa, a comer e a beber.

«Põe o carro, tira o carro / Na hora que eu quiser /

Que garagem apertadinha, que doçura de mulher /

Tiro cedo, ponho a noite e também de tardezinha /

Tô até trocando óleo na garagem da vizinha»

Um saco cheio de pinhas, uma tenda de campismo e mais de sessenta carros particulares

Junto a um carro estava um saco cheio de pinhas e noutras zonas do Pinhal da Samouqueira, onde havia, igualmente, gente e a comer e beber, também se via uma pequena tenda de campismo. Enquanto isso, encontravam-se estacionados, em toda a zona do pinhal, mais de sessenta viaturas particulares. Apesar de a Câmara Municipal de Vila do Bispo ter disponibilizado o seu autocarro para transportar os interessados em deslocar-se à festa, muitos preferiram ir pelos seus próprios meios.

“Só vim aqui um pouquito, mas não foi por causa do folar. E tenho de ir trabalhar”, observou, ao ’Litoralgarve, uma senhora brasileira, na companhia de um menino, enquanto, em jeito de brincadeira, ia lançando paus de madeira conta uma árvore para ver se acertava no alvo.

Já perto das 17.00 horas e com mais de duzentas pessoas espalhadas pelo Pinhal da Samuqueira (menos do que em 2023, como nos garantiram), Débora Machado acedeu ao pedido de alguém da assistência e pôs (algumas) dos participantes nesta festa a dançar tango. Entre figuras conhecidas, mas sem entrar na pista de dança, podiam ver-se Luís Paixão, vereador da Câmara Municipal Vila do Bispo, eleito numa lista de cidadãos independentes, o presidente da Junta de Freguesia de Barão de São Miguel, Alberto Encarnação (independente) e, pouco depois, a presidente do executivo camarário, socialista Rute Silva. Mais tarde, chegou a professora e vereadora da Câmara Municipal, social-democrata Paula Freitas, fazendo questão que estava ali a título particular e não como política.

Paula Freitas: “Desde que nasci, que venho aqui e já tenho 59 anos. Como é tradição, trago sempre um folar de casa para comer aqui, como sucede com muitos populares. Noutros tempos, até havia, digamos, a disputa: «o meu folar é melhor do que o teu»…”

“Desde que nasci, que venho aqui e já tenho 59 anos. Como é tradição, trago sempre um folar de casa para comer aqui, como sucede com muitos populares. Noutros tempos, até havia, digamos, a disputa: «o meu folar é melhor do que o teu»… Mais tarde, quando Gilberto Viegas foi eleito presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, esta festa do ‘Partir do Folar’ na Samouqueira começou a ter animação, música”, lembrou, ao ‘Litoralgarve’, Paula Freitas. E adiantou: “No dia 1 de Maio também havia a tradição do desarregular” das garrafas, “outro convívio que também juntava muita gente.”

Após mais uma pausa, a artista Débora Machado voltou a mexer com a assistência, cantando: «Esta emoção de estar aqui / Pode ser saudade, pode ser saudade / E esta canção que fiz para ti / Pode ser saudade, pode ser saudade».

Seis folares com um total de 50 quilogramas, confeccionados numa padaria da Figueira

Neste evento, organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, foram servidas fatias de seis folares de grandes dimensões, com “um total de cinquenta quilogramas”, confecionados na padaria Dente de Leão, situada na localidade da Figueira, neste concelho, explicou, ao ‘Litoralgarve’, Dora Cintra, funcionária da autarquia, que usou luvas de plástico azuis para atender o público. Ovos, farinha, erva-doce e canela foram alguns dos ingredientes utilizados nos folares.

“As pessoas aqui presentes gostaram muito, disseram que é uma boa iniciativa e incentivaram-nos a continuar esta tradição. Não se pode parar” (Dora Cintra, funcionária da Câmara Municipal de Vila do Bispo, que serviu fatias de folares aos visitantes)

“Houve menos gente neste ano, talvez devido às condições climatéricas desfavoráveis registadas durante os últimos dias, na Semana da Páscoa. Mas as pessoas aqui presentes gostaram muito, disseram que é uma boa iniciativa e incentivaram-nos a continuar esta tradição. Não se pode parar”, contou-nos Dora Cintra, num momento de pausa, após ter servido mais fatias de folar a quem lhe solicitou.

“O folar estava bom e dancei todas as músicas. Para o ano há mais!”

Já pouco depois das 18.00 horas, à entrada do autocarro da Câmara Municipal de Vila do Bispo, de regresso à sede do concelho, uma senhora dizia: «Estava a pensar que já não sabia dançar…» Gostou da festa e do folar? – perguntou o repórter do ‘Litoralgarve’ a outra senhora: “Muito! O folar estava bom e dancei todas as músicas. Para o ano há mais!”- respondeu. E uma outra acrescentou: “A gente gosta muito de folar e foi um belo convívio. O folar estava muito bom.”

O desabafo de uma idosa, numa paragem de autocarros, perto da farmácia: “Prefiro comer folares em casa, com a família. Há coisas que fazem mais falta em Vila do Bispo do que encher a barriga a uns e a outros. Basta dar uma volta nesta terra para ver os problemas”

Depois de uma viagem de cinco minutos, num percurso de quatro quilómetros entre o Pinhal da Samouqueira e o centro de Vila do Bispo, encontrámos uma idosa junto à paragem dos autocarros, situada perto da farmácia. Olhava para o cartaz do ‘Partir do Folar’, colocado, no meio de outros, numa vitrina dessa paragem dos autocarros e quando lhe perguntámos se tinha ido à festa, foi peremptória na resposta: “Não, não fui. Prefiro comer folares em casa, com a família. Há coisas que fazem mais falta em Vila do Bispo do que encher a barriga a uns e a outros. Basta dar uma volta nesta terra para ver os problemas”, desabafou a senhora, recordando: “Fui criada nas sementeiras e conheço bem o Pinhal da Samouqueira. Esta festa foi uma ideia do Gilberto [Viegas] e do Adelino [Soares]”, ex-presidentes da Câmara Municipal de Vila do Bispo. Pouco depois, afastou-se a olhar para buracos nas ruas.

Entrevista à presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Rute Silva: “Quero reiniciar a habitação na Vila do Bispo, com 29 fogos, os quais deverão ficar concluídos em Janeiro de 2026. Temos, também, a obra do Centro de Saúde e a conclusão da ecovia que ligará Sagres a Aljezur”

Numa curta entrevista concedida ao nosso Jornal, após ter saboreado folar no Pinhal da Samouqueira e conversado com populares e elementos de forças de segurança, Rute Silva, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo apontou para os próximos eventos no concelho, com animação, apostou num bom ano turístico e disse o que vai fazer até final deste seu mandato. Quanto ao futuro político e a sua recandidatura nas próximas eleições autárquicas, em 2025, deixou apenas um sinal, limitando-se a uma frase: “Vamos a ver, vamos a ver…”, entre muitos risos e gargalhadas.

Litoralgarve – Que balanço faz sobre esta edição do ‘Partir do Folar’, no Pinhal da Samouqueira?

Rute Silva – O balanço é sempre positivo porque é manter a tradição do ‘Partir do Folar’, que se realiza há muitos anos no Pinhal da Samouqueira. Neste ano, aparentemente, temos menos pessoas. Mas também não conseguimos contabilizá-las nos últimos anos. [Desta vez], a presença de menos gente, possivelmente, tem a ver com as condições climatéricas durante estes dias [da Semana da Páscoa]. É sempre bom manter a tradição.

Litoralgarve – E quais os custos?

Rute Silva – Têm a ver com folares e a música. Temos o nosso pessoal. É o melhor gasto para as pessoas que aqui se deslocam.

“É uma tradição que já vem de longa data, não sei há quantos anos, em que as pessoas das aldeias se juntavam para comer e para provar o folar da vizinha, para ver qual era o melhor folar”

Litoralgarve – O que significa este evento ‘Partir do Folar’ a seguir ao Domingo de Páscoa? Como surgiu?

Rute Silva – É uma tradição que já vem de longa data, não sei há quantos anos, em que as pessoas das aldeias se juntavam para comer e para provar o folar da vizinha, para ver qual era o melhor folar. É sempre um gosto manter as tradições.

Litoralgarve – Gosta de folar?

Rute Silva – Gosto, gosto! Já provei e estava muito bom (risos)

Litoralgarve – Se não tivesse havido mau tempo durante a última semana, quantas pessoas poderiam ter estado no Pinhal da Samouqueira? Um milhar?

Rute Silva – Não sei. As pessoas, muitas vezes, acabam por parar na estrada e vir e aqui.

“Já estamos a preparar o Festival do Perceve, que neste ano vai ter uma nova data, a 07, 08 e 09 de Junho, em Vila do Bispo”

Litoralgarve – Como vai ser a animação durante o Verão que se aproxima?

Rute Silva – Já estamos a preparar o Festival do Perceve, que neste ano vai ter uma nova data, a 07, 08 e 09 de Junho, em Vila do Bispo. Também já estamos a tratar da Feira do Mar, em Setembro (ainda não sei o dia), em Sagres, e do Festival de Observação de Aves, também nesta localidade, no primeiro fim-de-semana de Outubro.

Para além desses eventos, vamos ter, agora, as comemorações do(s) [50 anos] do 25 de Abril, com a apresentação de um documentário no Centro Cultural de Vila do Bispo e a actuação de um grupo musical desta localidade, com música de intervenção.

Litoralgarve – E festivais de música?

Rute Silva – Vamos ter o Festival de Acordeão, em Abril, que é uma tradição, e o ‘Beliche Jazz’, no mês de Junho.

Litoralgarve  – Essas iniciativas podem provocar a afluência de mais turistas ao concelho de Vila do Bispo?

Rute Silva – Sim. Vai havendo sempre animação.

No Verão de 2024, “pensamos que haverá mais turismo. As perspectivas são boas”

Litoralgarve – Como perspectiva o Verão de 2024?

Rute Silva – Pensamos que haverá mais turismo. As perspectivas são boas.

“Deverão ficar concluídas obras no pavilhão da Escola EB 2.3, em Vila do Bispo, até final de Abril”

Litoralgarve – O que falta concluir até final deste mandato, em Setembro de 2025?

Rute Silva – Quero reiniciar a habitação na Vila do Bispo, com 29 fogos, os quais deverão ficar concluídos em Janeiro de 2026. Temos, também, a obra do Centro de Saúde de Vila do Bispo e a conclusão da ecovia que ligará Sagres a Aljezur. Esta deverá estar finalizada em Maio deste ano. Já a ciclovia encontra-se em fase de conclusão. Por outro lado, em finais de Abril deverão concluídas obras no pavilhão da Escola EB 2.3, em Vila do Bispo.

Litoralgarve – Em que consiste a obra do Centro de Saúde de Vila do Bispo?

Rute Silva – É uma obra de requalificação de toda aquela estrutura e também da parte exterior, bem como da parte energética do edifício.

Litoralgarve – O que vai implicar a realização desses trabalhos? Poderá não haver consultas médicas e outros serviços durante esse período?

Rute Silva – Implicará algumas alterações. Ainda estamos a ver como será.

Litoralgarve – Quando terá lugar essa obra?

Rute Silva – Está em revisão do projecto. Por isso, prevê-se o início ainda durante o próximo semestre deste ano.

Afluência do público ao Museu de Vila do Bispo, inaugurado em Janeiro, “tem superado as nossas expectativas, com muitos visitantes. Está a ser um sucesso. Falta a parte da sinalética”

Litoralgarve – E como está a decorrer a afluência do público ao Museu de Vila do Bispo, inaugurado a 20 Janeiro de 2024, no âmbito das festividades do Dia do Município?

Rute Silva – Tem superado as nossas expectativas, com muitos visitantes. Está a ser um sucesso. Falta a parte da sinalética.

Recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Vila do Bispo, em 2025? “Vamos a ver, vamos a ver…”

Litoralgarve – A um ano e meio das eleições autárquicas, que terão lugar em Setembro ou Outubro de 2025, admite recandidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Vila do Bispo?

Rute Silva (com risos e gargalhadas) – Vamos a ver, vamos a ver… 

Balanço tem sido, “sem dúvida”, positivo

Litoralgarve – Está disponível para um novo mandato?

Rute Silva (de novo) – Vamos a ver, vamos a ver…

Litoralgarve – O balanço deste mandato tem sido positivo?

Rute Silva – Sim, sem dúvida.

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