Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, diz, ao ‘Litoralgarve, que “dá para desconfiar” a origem do incêndio neste concelho, no sábado à tarde

Vento forte dificultou o combate às chamas. Não houve casas, nem pessoas em risco.

José Manuel Oliveira

O incêndio rural que deflagrou na sexta-feira, dia 12 de Maio de 2023, pelas 16h.20m., perto da zona de Almada de Ouro, na freguesia do Azinhal, no concelho de Castro Marim, propagando-se a outras áreas deste município, poderá ter tido “presumivelmente” origem criminosa, admitiu, ao ‘Litoralgarve’, o presidente do executivo camarário local, Francisco Amaral. 

Arderam cerca de duzentos hectares de terrenos, onde existem oliveiras, pinheiros e sobreiros

“A origem dá para desconfiar, entre duas situações de fogo ao mesmo tempo. Caberá às autoridades competentes procederem a investigações para apurar o sucedido”, observou o autarca, pouco depois das 21h00, de sexta-feira. Nessa altura, já tinham ardido “cerca de duas centenas de hectares, atingindo terrenos onde existem, sobretudo, oliveiras, pinheiros e sobreiros”, acrescentou Francisco Amaral, garantindo que “não houve moradias, nem pessoas em perigo.”

Chegou a haver o apoio de um helicóptero espanhol e de mais de uma centena de bombeiros, civis e elementos de associações de caça no combate ao incêndio

“Pelas 17h30m., com o vento muito forte, o incêndio veio em direção à zona da Junqueira, tendo sido combatido com o apoio de um helicóptero espanhol e mais de cem bombeiros, civis e elementos de associações de caça”, contou o edil de Castro Marim, em declarações ao nosso Jornal.

Em fase de rescaldo ao início da manhã deste sábado

Já ao princípio da madrugada de sábado, havia registo de uma frente ativa numa área de mato na zona da Junqueira, atingindo, principalmente, pinheiros. E pouco depois, as autoridades já consideravam o incêndio como “dominado.” Hoje, sábado, dia 13 de Maio, ao início da manhã, estava em fase de rescaldo.