Por uma CGD ao serviço das populações e do desenvolvimento de Loulé

No concelho de Loulé existem 4 agências da Caixa Geral de Depósitos – Loulé, Almancil, Quarteira e Vilamoura.

Em pleno verão, e até à data, 3 das citadas agências encerravam a tesouraria (levantamentos e depósitos ao balcão) às 12,30h, antes das 15,00h que é a hora de fecho dos bancos em Portugal.

Uma situação que é acompanhado por uma sistemática redução do número de trabalhadores – menos 3300 nos últimos 10 anos – o que muito tem contribuído para as dificuldades de resposta de muitos balcões, e tem ainda contribuído, objectivamente, para a transferência para a banca privada de clientes e negócios.

Tudo isto num momento em que a CGD anuncia lucros de 486 milhões de euros no primeiro semestre de 2022, valores que valem, apesar de tudo, menos do que aquilo que um Banco Público representa nos serviços estratégicos que garante à população e às empresas. É que se é importante o equilíbrio financeiro das empresas públicas, se é útil a arrecadação de receitas para o erário público sempre que estas não sejam depois atiradas no colo dos especuladores, é ainda mais importante perceber que a razão da existência de uma empresa pública é gerar riqueza, satisfazer necessidades sociais, apoiar a dinamização económica de toda a sociedade, satisfazer as necessidades estratégicas do próprio País, e é isso que a CGD não está a fazer neste momento.

A edição de 2021 do rating de dinamismo económico, da Marktest, revela que o concelho de Loulé permanece como o terceiro município que regista um dos valores mais elevados de dinamismo económico.

E o que faz a Caixa Gera de depósitos para apoiar este dinamismo económico e para conseguir aqueles lucros?

Não admitindo pessoal suficiente, encerra as suas tesourarias duas horas e meia antes do fecho das agências, obrigando os empresários e os trabalhadores a escolherem outros bancos em prejuízo do banco do Estado que deveria ser o principal dinamizador das economias locais.

O que se exige é parar o processo de encerramento de balcões – encerraram 23 no passado mês de Agosto -, reverter esse processo e assegurar que os 4 balcões – Vilamoura, Loulé, Quarteira, Almancil – que existem no concelho desempenham um papel de proximidade com as populações e de apoio à economia local.

PUBLICIDADE