Pescador lúdico na Praia da Mareta, em Sagres, acusa surfistas e banhistas de prejudicarem participantes de concurso de pesca no concelho de Vila do Bispo, ignorando avisos da organização

 Pescador lúdico na Praia da Mareta, em Sagres, acusa surfistas e banhistas de prejudicarem participantes de concurso de pesca no concelho de Vila do Bispo, ignorando avisos da organização   “Apanhei uma dourada e nada mais. O problema ficou a dever-se às condições em que participei neste concurso de pesca, devido à presença de surfistas na água, o que acabou por afugentar o peixe”, lamentou, em declarações ao ‘Litoralgarve, Rui Cristino. “Além disso, entraram no mar mais de dez banhistas e nessa altura tive de parar para não atingir com uma chumbada quem estava na água. Seria muito perigoso.” A organização do concurso alertou as autoridades para esses problemas e, agora, estuda medidas alternativas para a próxima edição do Concurso de Pesca ao Fundo de São Vicente.  

José Manuel Oliveira  
Sagres, dia 01 de Dezembro de 2024, domingo. Pouco antes das 13h.00, começaram a chegar ao Pavilhão Multiusos daquela localidade os participantes da primeira edição do Concurso de Pesca ao Fundo de São Vicente, organizada pelo Clube Recreativo da Praia da Salema e pela Associação de Caçadores e Pescadores de São Vicente (Sagres), que decorreu durante a manhã e o início da tarde desse dia em cinco praias do concelho de Vila do Bispo – Salema, Furnas, Mareta, Tonel e Zavial. No total, participaram 33 elementos, entre jovens, adultos e senhoras, provenientes de várias zonas do Algarve, nomeadamente de Manta Rota, concelho de Vila Real de Santo António, da cidade de Quarteira (Loulé), Albufeira, Portimão, Lagos e do município de Vila do Bispo. Houve concorrentes dos 14 até aos 80 anos de idade, em provas a nível individual e por equipas. Participaram quatro senhoras e 27 homens. Nas várias praias, a competição foi supervisionada por um júri, do qual fizeram parte sete elementos da organização.    

Empresário Sousa Cintra não entrou no concurso de pesca, mas recordou, ao ‘Litoralgarve’, tempos como presidente da Direção do Sporting Clube, com a contratação de José Mourinho para tradutor do treinador inglês Bobby Robson, por indicação do capitão de equipa Manuel Fernandes  

No exterior do Pavilhão Multiusos de Sagres, junto a uma das portas, vários elementos da organização procediam à pesagem do pescado, entre sargos, douradas e liças, ali entregue por cada participante daquele concurso de pesca. Notória foi a presença do conhecido empresário José de Sousa Cintra, natural da Raposeira, do concelho de Vila do Bispo, embora não tivesse participado na prova desportiva. Esteve no almoço-convívio realizado no Pavilhão Multiusos de Sagres. Antes do repasto, em conversa com o ‘Litoralgarve’, Sousa Cintra lembrou alguns momentos que o marcaram durante período em que desempenhou o cargo de presidente da Direção do Sporting Clube de Portugal, entre 1989 e 1995, como o surgimento de José Mourinho, inicialmente na condição de “tradutor do técnico Bobby Robson, por sugestão do capitão Manuel Fernandes”. “José Mourinho começou a despontar no Sporting no meu tempo e foi nas funções de tradutor de Bobby Robson, que se iniciou. Hoje, é reconhecidamente um dos melhores treinadores do mundo, com muitos títulos já conquistados”, enalteceu Sousa Cintra, naturalmente orgulhoso pelo percurso de José Mourinho, agora técnico do Fenerbahce, da Turquia.  

“Despedir Bobby Robson foi o maior erro que cometi no Sporting”

Por outro lado, o que Sousa Cintra não esquece é a saída do treinador Bobby Robson do clube leonino. “Despedir Bobby Robson foi o maior erro que cometi no Sporting” [quando a equipa liderava o campeonato nacional e foi eliminada das competições europeias pelo Casino Salzburg, na Áustria – n.d.r] – voltou a reconhecer o antigo presidente leonino, numa altura em que já estavam a chamá-lo para a mesa. Porém, ainda teve tempo para perspetivar uma “grande carreira” ao treinador Ruben Amorim, que tinha sido transferido recentemente do Sporting para o Manchester United, da liga inglesa, considerando tratar-se de “um dos melhores treinadores do mundo.” 

  O desalento do pescador Rui Cristino: “Estive na Praia da Mareta, em Sagres, apanhei uma dourada e nada mais. O problema ficou a dever-se às condições em que participei neste concurso de pesca, com presença de surfistas na água, o que acabou por afugentar o peixe”

Depois de o peixe capturado neste concurso de pesca em praias do concelho de Vila do Bispo, ter sido pesado e recolhido junto a uma das portas do Pavilhão Multiusos de Sagres, Rui Cristino, de 57 anos, trabalhador do sector da hotelaria na localidade da Salema e um dos participantes na prova, ao ser abordado pelo ‘Litoralgarve’, não escondeu o seu desalento. “Estive na Praia da Mareta, em Sagres, apanhei uma dourada e nada mais. O problema ficou a dever-se às condições em que participei neste concurso de pesca, com presença de surfistas na água, o que acabou por afugentar o peixe”, explicou Rui Cristino.  

“Telefonei para um elemento do júri e contei o que se estava a passar. Esteve no local um membro da organização da prova, falámos com surfistas, mas nem sequer saíram da água. Pertenciam a uma escola de ‘surf’, estavam a dar uma aula a crianças e não quiseram saber que também estava a decorrer na mesma praia um concurso de pesca, o qual até poderia colocar a risco os surfistas que se encontravam na água. Mas eles ali continuaram. Foram avisados e ignoraram. As autoridades foram alertadas. Contudo, os surfistas não saíram da água.”

  “Além disso, entraram no mar mais de dez banhistas e nessa altura tive de parar para não atingir com uma chumbada quem estava na água. Seria muito perigoso.”    

E prosseguiu: “Telefonei às 09h.00 para um elemento do júri e contei o que se estava a passar. Esteve no local um membro da organização da prova, falámos com surfistas, mas eles nem sequer saíram da água. Pertenciam a uma escola de ‘surf’, estavam a dar uma aula a crianças e não quiseram saber que também estava a decorrer na mesma praia um concurso de pesca, o qual até poderia colocar em risco os surfistas que se encontravam na água. Mas eles ali continuaram. Foram avisados e ignoraram. As autoridades foram alertadas. Contudo, os surfistas não saíram da água, como já disse. Além disso, entraram no mar mais de dez banhistas e nessa altura tive de parar para não atingir com uma chumbada quem estava na água. Seria muito perigoso.”  

“Eu e o meu cunhado é que acabámos por sair. Podíamos ter apanhado vários quilos de peixe na Praia da Mareta, o local que escolhemos. Fiquei muito chateado”


 “A melhor solução” será a próxima edição da prova ter lugar, apenas, “numa praia”, com condições para todos os concorrentes, defendeu Rui Cristino    

Ainda revoltado com o sucedido, Rui Cristino não esquece o facto de surfistas e banhistas terem ignorado a informação prestada pela organização sobre o concurso de pesca. “Ficaram lá. Eu e o meu cunhado é que acabámos por sair. Podíamos ter apanhado vários quilos de peixe na Praia da Mareta, o local que escolhemos. Fiquei muito chateado”, lamentou o pescador lúdico. E para evitar futuros problemas, sugeriu que “a melhor solução” será a próxima edição da prova ter lugar, apenas, “numa praia”, com condições para todos os concorrentes.

“Alertámos a Polícia Marítima, mas houve falta de resposta”

As críticas a surfistas, em prejuízo de pescadores lúdicos, foram partilhadas, ao ‘Litoralgarve’, por um elemento da organização da primeira edição do Concurso de Pesca ao Fundo de São Vicente, que aproveitou para juntar os caravanistas no lote daqueles que “fazem o que querem” no concelho de Vila do Bispo, situado no extremo do barlavento algarvio.

Apesar de reconhecer, num primeiro balanço, que, em termos gerais, aquela prova “correu bem”, com “mais participantes – 33 no total”, em face das expectativas iniciais, acabou por lamentar a atitude de surfistas na Praia da Mareta, em Sagres, mesmo perante as chamadas de atenção por parte de membros da organização do concurso de pesca. “Alertámos a Polícia Marítima, mas houve falta de resposta”, observou, notando que os participantes no concurso “pagam licença para pescar, além da inscrição” para este evento.

O lamento de um membro da organização do concurso de pesca: “Não há controlo das autoridades. Nas praias, os surfistas fazem o que querem e o mesmo sucede nesses e noutros espaços do concelho de Vila do Bispo por parte das caravanas, sem inspeção e na sua maioria pertencentes a ingleses, que nem pagam taxas para ocupar a via pública”

“Surfistas e caravanistas entram nas praias e não respeitam as pessoas que já lá estão. Há surfistas por todo o lado. E muitos caravanistas confecionam refeições ao ar livre, onde deixam lixo espalhado e até fazem as suas necessidades fisiológicas” 

“O problema é que não há controlo das autoridades. Nas praias, os surfistas fazem o que querem e o mesmo sucede nesses e noutros espaços do concelho de Vila do Bispo por parte das caravanas, sem inspeção e na sua maioria pertencentes a ingleses, que nem pagam taxas para ocupar a via pública. Surfistas e caravanistas entram nas praias e não respeitam as pessoas que já lá estão. Há surfistas por todo o lado. E muitos caravanistas confecionam refeições ao ar livre, onde deixam lixo espalhado e até fazem as suas necessidades fisiológicas”, denunciou, indignado, aquele elemento do concurso de pesca. 

Luís Barroso, ao ‘Litoralgarve’: “Não sabia que era preciso inscrição. Estou habituado a ir para as rochas pescar, onde até há um famoso pesqueiro com o meu nome – «o pesqueiro do Barroso» – em Sagres. Por isso, não fui para nenhuma praia”

Já Luís Barroso, empresário em Lagos, que acabou por sair mais cedo e apressadamente, em companhia de um familiar, do almoço de confraternização realizado no Pavilhão Multiusos de Sagres, após a realização da prova, mostrou-se surpreendido com as regras deste concurso de pesca. “Não sabia que era preciso a inscrição. Estou habituado a ir para as rochas pescar, onde até há um famoso pesqueiro com o meu nome – «o pesqueiro do Barroso» – em Sagres. Por isso, não fui para nenhuma praia”, disse, ao ‘Litoralgarve’, aquele pescador lúdico, que, como tal, não entrou nesta primeira edição do evento.

De qualquer modo, habituado a capturar, nomeadamente, sargos, naquela zona da costa vicentina, Luís Barroso deixou um alerta para o futuro do concurso, de forma a evitar problemas nas praias, com surfistas e banhistas: “Será preferível haver fiscalização e elementos da Polícia Marítima de prevenção.”

Neto e avó, de Lagos, venceram por equipas – “Estivemos numa zona da Praia da Mareta, em Sagres, a prova correu bem, acabou por ser divertido e, acima de tudo, valeu pelo convívio”

Também curioso neste concurso de pesca foi a participação do jovem Diogo Albano, de 18 anos, e da sua avó Maria João Lopes, de 76 anos, provenientes de Lagos e que venceram por equipas. “Estivemos numa zona da Praia da Mareta, em Sagres, a prova correu bem, acabou por ser divertido e, acima de tudo, valeu pelo convívio”, contou, ao ‘Litoralgarve’, Diogo Albano, lembrando que, pelas 07.00 horas, “veio um pouco de vento de sueste, mas sem problema.” “Viemos pelo convívio e fomos premiados neste concurso de pesca”, congratulou-se o jovem, enquanto seguia em direcção ao carro, com a sua avó, de regresso a casa.

“A pesca lúdica tornou-se um vício para mim, sobretudo nas rochas”, conta Maria Lopes, que acabou por atrair o neto para esta actividade

Esta dupla familiar conseguiu capturar quatro douradas, com um 1,100kgs, e um safio. “A pesca lúdica tornou-se um vício para mim há 38 anos, sobretudo nas rochas da zona do Beliche, e o meu neto começou a acompanhar-me. Gostamos imenso desta actividade desportiva”, referiu, por sua vez, Maria Lopes.

Fadista Helena Candeias ouviu cantar-lhe «parabéns a você» pelo seu 35º. aniversário natalício

Durante o almoço-convívio e antes do anúncio dos vencedores por parte dos elementos da organização da primeira edição do Concurso de Pesca ao Fundo de São Vicente e da entrega dos prémios, quem esteve em destaque, num período de animação, foi a conhecida fadista Helena Candeias, residente em Lagos e que, nesse dia, 01 de Dezembro de 2024, comemorou o seu 35º. aniversário natalício, como a própria nos indicou, após ter ouvido os participantes no evento cantar-lhe os «parabéns e você.»

Na sessão da entrega dos prémios, a presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Rute Silva, deixou uma mensagem aos dirigentes do Clube Recreativo da Praia da Salema e da Associação de Caçadores e Pescadores de São Vicente, de Sagres, organizadores do evento: “Espero que este concurso de pesca seja a primeira de muitas importantes iniciativas para incentivar mais participantes deste concelho.” 

E após a entrega dos prémios, foi a vez de o acordeonista Nuno Duarte, residente na Carrapateira, no concelho de Aljezur, subir ao palco do Pavilhão Multiusos de Sagres, para animar aquela tarde de convívio.

Vencedores

Primeiros Lugares

Sub-21 – Lourenço Martins – Burgau

Equipas – Diogo Albano e Maria Lopes – Lagos

Masculino – Gonçalo Nobre – Albufeira

Feminino – Natacha Seromenho – Burgau

Maior Exemplar – Gonçalo Nobre – Albufeira

Maiores exemplares capturados

1º. – Gonçalo Nobre – 4,550kg (dourada)

2º. – São Ribeiro – 2,800kg

3º. – José Conceição -2,600kg

4º. – José Bartolomeu – 2,550kg

5º. – Hélio Marreiros – 1,600kg

6º. – Joaquim Eugénio – 1.350kg

7º. – São Serafim – 1,250kg

8º. – Bruno Guerreiro – 1,200kg

9º. – Hélder Nogueira – 1,100kg

10º. – Ricardo Duarte – 0,850kg

11º. – Carlos Figueiredo – (não foi referido pela organização o peso do peixe)

12º. – André Oliveira (o peso do exemplar pescado não foi referido pela organização)

13º. – João Ramos (a organização não indicou o peso)

14º. – Manuel Gaio (também não foi apontado o peso do peixe por parte da organização)

15º. – Álvaro Pacheco (a organização não referiu o peso do peixe capturado)

Entrevista a Gonçalo Branco, presidente da Direção do Clube Recreativo da Praia da Salema, sobre a organização do Concurso de Pesca ao Fundo de São Vicente: ”Numa futura edição, poderá haver atribuição de praias específicas em detrimento da modalidade de pesqueiros livres, de forma a mitigar a interação entre banhistas e pescadores, no decorrer da jornada de pesca”“Há alguns aspetos que foram identificados como passíveis de serem melhorados”, reconheceu aquele dirigente, prometendo que, numa futura edição do concurso de pesca, “irão ser implementados.”

Litoralgarve – Que avaliação faz à primeira edição do Concurso de Pesca Desportiva ao Fundo de São Vicente, realizada em várias praias do concelho de Vila do Bispo? Porquê essas praias?

Gonçalo Branco – A avaliação feita pela organização é bastante positiva. Foi um dia bom de pesca para todos os atletas, as condições meteorológicas nas praias, onde foram disputadas as provas estavam favoráveis, o que permitiu à grande maioria dos atletas efectuar capturas e entrar para a tabela de pesagem. A área de pesca que foi utilizada para o concurso compreendia toda a extensão de praias, desde as Cabanas Velhas ao Beliche. No entanto, pelo facto de estarmos a falar de uma prova aberta sem a marcação dos pesqueiros, os atletas acabaram por eleger como praias para esta prova a Praia da Salema, a Praia das Furnas, Praia do Zavial, Praia da Mareta e a Praia do Tonel. Foi ao longo destas praias que os 33 atletas que disputaram a prova se posicionaram e puderam praticar a modalidade de pesca ao fundo, durante toda a manhã do passado dia 1 de Dezembro. 

Litoralgarve – Um dos concorrentes na Praia da Mareta, em Sagres, e um elemento da organização queixaram-se do facto de surfistas e banhistas se terem recusado a sair da água, prejudicando assim o concurso de pesca, apesar do aviso de que estava a decorrer este evento. Como reage a essa situação? Como é possível tal acontecer?

Gonçalo Branco – A situação que refere, efetivamente ocorreu, mas foi possível através de membros da organização, quando foram alertados pelos atletas dessa situação, falar com os intervenientes e arranjar uma solução amigável. No entanto, as falhas foram identificadas e irão ser melhoradas numa próxima edição, na qual haverá aspectos que irão ocorrer noutros moldes.

Litoralgarve – O que falhou a este nível? A organização falou com a Polícia Marítima? O que foi dito?

Gonçalo Branco – A organização não considera uma falha nesse sentido, pois todos os meios e entidades envolvidas neste concurso foram cooperantes e esclarecedoras quanto à situação ocorrida. Será certamente um ponto a melhorar e que a organização tem anotado. 

Foram capturados, no total, 38kg. de pescado, na sua grande maioria, tainha-garrento, sargos e douradas

Litoralgarve – Quantos quilogramas de pescado e quais as espécies capturadas?

Gonçalo Branco – No total, foram capturados 38 quilos de pescado, na sua grande maioria a tainha-garrento, sargos e douradas. No entanto, foi também possível observar a captura de outros peixes, como robalos e bicas, ainda que em menor quantidade.

Venda do peixe na Docapesca, em Sagres, rendeu 104 euros, entregues aos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo para compra de equipamento

Litoralgarve – Qual foi a receita da venda do peixe na Docapesca, em Sagres, para ser entregue aos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo?

Gonçalo Branco – A receita efetuada da venda do peixe na Docapesca, em Sagres, foi de 104€ a reverter para a compra de equipamento e entregues aos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo.

“Neste desporto, nos moldes em que esta prova é realizada e tendo em consideração a sua localização, estamos imensamente expostos e condicionados pelas condições meteorológicas que se possam fazer sentir no dia da prova”

Litoralgarve –  O que poderá mudar em 2025 neste concurso de pesca desportiva? Admite que todos os participantes fiquem concentrados apenas numa praia do concelho de Vila do Bispo? Qual seria a ideal para realizar essa prova?

Gonçalo Branco – Do ponto de vista da organização há alguns aspetos que foram identificados como passíveis de serem melhorados e que numa futura edição irão ser implementados. Podemos falar, por exemplo, da atribuição de praias específicas em detrimento da modalidade de pesqueiros livres, de forma a mitigar a interação entre banhistas e pescadores, no decorrer da jornada de pesca. No entanto, estamos a falar que, neste desporto e nos moldes em que esta prova é realizada e tendo em consideração a sua localização, estamos imensamente expostos e condicionados pelas condições meteorológicas que se possam fazer sentir no dia da prova. Dessa forma, nunca poderemos prever ou escolher com muita antecedência a praia ou as praias onde se irá realizar a prova.