O PCP saudou os trabalhadores que participaram, a 7 de agosto, no Dia de Luta Regional promovido pela União dos Sindicatos do Algarve, iniciativa que incluiu greves e uma manifestação nas ruas de Faro.
Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP afirma que a ação teve como objetivo denunciar as condições laborais e reivindicar melhores condições de trabalho e de vida, numa altura em que a época alta aumenta significativamente a atividade económica da região.
Segundo o partido, os trabalhadores contestam que o verão algarvio continue a ser marcado pelo agravamento da carga e dos ritmos de trabalho, pela desregulação dos horários e pela precariedade laboral. O PCP considera que as receitas recorde do turismo não se refletem nos salários dos trabalhadores do setor, que permanecem entre os mais baixos da economia portuguesa.
O aumento do custo de vida, sem uma evolução equivalente dos salários e das pensões, esteve também entre as preocupações destacadas durante a iniciativa. A estrutura regional comunista contrapôs as dificuldades sentidas pelos trabalhadores aos lucros obtidos por grandes grupos económicos, nomeadamente nos setores bancário e petrolífero.
A DORAL apontou ainda problemas como o elevado custo da habitação no Algarve, as limitações dos serviços públicos, as insuficiências da rede de transportes e a falta de investimento e diversificação económica. Na perspetiva do PCP, estas dificuldades resultam de políticas seguidas durante décadas e agravadas pelo atual Governo PSD/CDS, com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal e, em algumas matérias, do PS.
Na manifestação participaram trabalhadores da hotelaria, comércio e serviços, autarquias, Administração Pública, saúde, ensino, indústria conserveira e serviços postais, bem como jovens trabalhadores, estudantes e reformados, provenientes de vários pontos do Algarve.
O PCP considera que a mobilização demonstra uma crescente disponibilidade dos trabalhadores para intensificarem a luta pelas suas reivindicações, após aquilo que classifica como a derrota do Pacote Laboral promovido pelo Governo e pelo patronato.










