Novela “A Força das Sentenças” vence Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes deste ano

A novela “A Força das Sentenças”, de Pedro Almeida Maia, foi a obra vencedora da edição deste ano do Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes, cuja apresentação teve lugar no final da tarde de ontem, 6 de dezembro, em cerimónia realizada na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes com a presença do autor, no âmbito do programa oficial das comemorações do 99.º aniversário da elevação de Portimão à categoria de cidade, que se assinala na próxima segunda-feira, 11 de dezembro.

 

A atualidade do tema de “A Força das Sentenças”, a originalidade e criatividade e a linguagem metafórica evidente na preocupação do autor em causar impacto no leitor, ao confrontar-se com a problemática de um doente de Alzheimer, foram determinantes para a decisão dos jurados, para quem a novela “é de um tremendo realismo e foi escrita, decerto, por uma pessoa que conhece os comportamentos dos que sofrem de Alzheimer e, igualmente, de quem cuida diariamente destes doentes.”

 

Para além da unanimidade na atribuição do primeiro prémio, entre os 120 trabalhos recebidos para a edição deste ano, o júri do concurso literário, composto por Idalina Rodrigues, Mila Mariano e Carlos Café, também concedeu uma menção honrosa à novela “Farol: Luzes no Caminho de São Vicente”, de Clara Andrade, também presente na cerimónia, que foi presidida por Teresa Mendes, vereadora com o pelouro da Cultura na Câmara Municipal de Portimão.

 

Instituído pela autarquia e Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, o certame tem por objetivo estimular a criação literária e homenagear o escritor-Presidente da República, natural de Portimão e patrono do galardão, cuja obra vencedora recebe um prémio monetário de 3500 euros (que anteriormente era de 1000 euros), além da edição pela autarquia de 300 exemplares, metade dos quais destinados ao autor.

 

Pedro Almeida Maia, que costuma usar o pseudónimo “Miguel Maria”, é psicólogo organizacional e do trabalho, licenciado em Psicologia pela Universidade dos Açores e mestre em Psicologia do Trabalho, das Organizações e dos Recursos Humanos pela Universidade de Coimbra e pela Universidade de Barcelona.

 

Depois de iniciar o percurso literário a escrever para música, em 1996, seguiu-se a publicação de crónicas na imprensa local, tendo-se estreado no romance com um policial, em 2012, precedido de outros trabalhos em diferentes géneros (conto, infantojuvenil, ensaio, poesia e argumento). O seu sexto romance, “A Escrava Açoriana (2022)”, tem sido agraciado pela crítica, assim como o anterior, “Ilha-América” (2020). No género novela, publicou em 2014 o drama “Nove Estações”.

Mais Artigos