O Município de Silves declarou, esta terça-feira, uma Situação de Alerta de âmbito municipal na sequência da subida significativa do caudal do Rio Arade, provocada pela precipitação intensa registada nos últimos dias e pelo funcionamento das barragens a montante.
Desde o final da tarde, o Rio Arade extravasou o seu leito, afetando várias zonas da cidade de Silves, com particular incidência nas áreas ribeirinhas. A situação representa riscos acrescidos para pessoas, bens e infraestruturas, agravados pela coincidência com o período de preia-mar previsto para cerca das 22h30.
Como consequência da cheia, registou-se a inundação de alguns eixos de circulação, encontrando-se interditas ao trânsito o Caminho Municipal n.º 1153-1 e a Estrada Nacional n.º 124-3.
Em comunicado, a autarquia informa que está a acompanhar a situação de forma permanente, em articulação com o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Bombeiros, Forças de Segurança, Autoridade Marítima Nacional e entidades gestoras das barragens. Já foram implementadas várias medidas para mitigar os efeitos da cheia, nomeadamente a redução das descargas da Barragem de Odelouca, o encerramento das comportas da Barragem do Funcho, o encerramento da descarga de fundo da Barragem do Arade e o corte de vias rodoviárias afetadas.
Estas ações, coordenadas no âmbito da Comissão Municipal de Proteção Civil, visam garantir uma margem de segurança até ser ultrapassado o período crítico da maré cheia.
A Autoridade Municipal de Proteção Civil apela à população para que evite deslocações desnecessárias, sobretudo para zonas ribeirinhas e áreas inundáveis, não permaneça junto às margens do rio nem atravesse zonas alagadas, a pé ou de viatura, e siga rigorosamente as indicações das autoridades. Recomenda ainda a adoção de comportamentos de autoproteção e a atenção às informações oficiais divulgadas pelos canais institucionais.
Em caso de emergência ou perigo iminente, deve ser contactado o 112.
O Município de Silves garante que continuará a informar a população de forma regular, em função da evolução da situação hidrológica e meteorológica, sublinhando que a colaboração e serenidade de todos são essenciais para garantir a segurança coletiva.










