Movimentações suspeitas de indivíduos “que ninguém conhece” alertam populares e permitem autoridades abortar descarga de droga no concelho de Vila do Bispo

“Quatro ou cinco” suspeitos “são portugueses” e estavam na localidade da Salema, situada a poucos quilómetros da zona da Boca do Rio, contaram ao ‘Litoralgarve’ residentes. Por volta das 09h00, um deles “foi algemado à frente de vários populares no centro da Salema, pela Polícia Marítima, e metido numa carrinha branca, na qual se manteve durante algum tempo. Depois, libertaram-no.” Investigações prosseguem.

José Manuel Oliveira

Uma operação da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Marinha Portuguesa e da Polícia Judiciária (PJ), de acordo com informações recolhidas pelo nosso Jornal, na manhã desta terça-feira, dia 16 de Junho, acabou por abortar uma descarga de droga, que estaria prevista supostamente na praia da Boca do Rio, no concelho de Vila do Bispo, tendo sido identificados pelo menos sete homens. Segundo apurou o ‘Litoralgarve’, “quatro ou cinco são portugueses” e estavam na localidade da Salema, a poucos quilómetros da Boca do Rio, mas “ninguém os conhece.”

Um deles, como nos contaram, cerca das 09h00, “foi algemado à frente de vários populares no centro da Salema, pela Polícia Marítima, e metido numa carrinha branca, na qual se manteve durante algum tempo. Depois, libertaram-no.”

“Antes de ter sido abordado pelas autoridades, parecia que andava perdido aqui na Salema. Encontrava-se sentado na paragem de autocarros, depois foi até à praia, como que à procura de qualquer coisa, talvez a aguardar indicações. E depois andou às voltas, o que acabou por dar nas vistas”

“Antes de ter sido abordado pelas autoridades, parecia que andava perdido aqui na Salema. Encontrava-se sentado na paragem de autocarros, depois foi até à praia, como que à procura de qualquer coisa, talvez a aguardar indicações. E depois andou às voltas, o que acabou por dar nas vistas perante as pessoas”, descreveu, ao nosso Jornal, um popular. Na sequência de alertas por parte de residentes na zona, as autoridades entraram em acção.

Por coincidência, dois indivíduos imigrantes, de nacionalidade cabo-verdiana, que trabalham na restauração e na hotelaria na localidade da Salema, acabaram por ser abordados na via pública e questionados sobre o que faziam. Na altura, não traziam documentos de identificação, mas informaram as autoridades de que residem em Budens, a poucos quilómetros, e exercem a actividade profissional na Salema. E ao que sabemos, corresponde à realidade. Não foram identificados.

Autoridades procuram viatura com matrícula espanhola

A GNR, a Polícia Marítima e a PJ procuram, nomeadamente, uma viatura de matrícula espanhola, como apurámos, a qual deveria estar envolvida numa descarga de estupefacientes nesta zona da costa algarvia, haxixe proveniente de Marrocos, ao que tudo indica, a partir de uma embarcação em alto mar, como é habitual.

“Nem apareceu barco, nem droga. Terá falhado a descarga perante a presença das autoridades”

Inicialmente, quando se aperceberam de movimentações suspeitas na praia da Boca do Rio, vários populares chegaram a pensar que se trataria de um novo desembarque de migrantes em situação irregular, provenientes do Norte de África, como sucedeu ao final da tarde do dia 08 de Agosto de 2025, com 38 marroquinos, a bordo de uma embarcação de madeira artesanal

Contudo, “nem apareceu barco, nem droga. Terá falhado a descarga perante a presença das autoridades”, observaram populares à nossa reportagem, admitindo que, inicialmente, quando se aperceberam de movimentações suspeitas na praia da Boca do Rio, chegaram a pensar que se trataria de um novo desembarque de migrantes em situação irregular, provenientes do Norte de África, como sucedeu ao final da tarde do dia 08 de Agosto de 2025. Nessa altura, chegaram 38 marroquinos, entre eles 25 homens, seis mulheres e sete menores, que atingiram a costa algarvia a bordo de uma pequena embarcação de madeira artesanal. Só o alerta de populares permitiu às autoridades controlar a situação em terra.

A partir de então foi reforçada a vigilância marítima, enquanto a PJ investigou possíveis ligações a redes criminosas no tráfico de seres humanos.

(Em actualização)