“Era preferível um cantor mais alegre, mais divertido para as pessoas dançarem. Disseram-me que ele [Pedro Abrunhosa] veio ganhar 70 mil euros. Com o Humberto Silva, por exemplo, seria muito mais barato e as pessoas divertiam-se muito mais. Ou então, com o Quim Barreiros”, observou, em declarações ao ‘Litoralgarve’, António Santos, um dos muitos populares que não gostou da atuação do cantor e compositor contratado pela Câmara Municipal de Lagos para esta passagem-de-ano.
José Manuel Oliveira
“Decorreu tudo normalmente. Estava muita gente a ver o espectáculo com Pedro Abrunhosa, em Lagos, numa noite agradável, mas não é o tipo de cantor que aprecie. Falei com várias pessoas que também não ficaram muito satisfeitas com o artista. Era preferível um cantor mais alegre, mais divertido para as pessoas dançarem.”
Quem o diz, em declarações ao ‘Litoralgarve’, é António Santos, um dos muitos lacobrigenses que assistiu ao concerto de Pedro Abrunhosa, no palco montado perto da Praça do Infante Dom Henrique, em Lagos, durante a passagem-de-ano de 2025 para 2026.
“Disseram-me que ele veio ganhar 70 mil euros. Com o Humberto Silva, por exemplo, seria muito mais barato e as pessoas divertiam-se mais. Ou então, com o Quim Barreiros. Mas são, apenas, opiniões”, acrescentou António Santos. Outros populares queixaram-se de ter sido “uma seca”.
Ângelo Mariano, coordenador em Lagos da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), ao ‘Litoralgarve’: O cantor “Pedro Abrunhosa, sinceramente, ficou aquém das minhas expectativas. Já o fogo-de-artifício teve um efeito bastante positivo: muitas famílias saíram de casa propositadamente para assistir ao momento no centro da cidade, o que se traduziu numa enchente significativa na Avenida”
“Estive presente no espetáculo do cantor Pedro Abrunhosa e, sinceramente, ficou aquém das minhas expectativas. Já o fogo-de-artifício teve um efeito bastante positivo: muitas famílias saíram de casa propositadamente para assistir ao momento no centro da cidade, o que se traduziu numa enchente significativa na Avenida”, afirmou, por seu turno, ao nosso Jornal, Ângelo Mariano, coordenador em Lagos da ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve.

“Os empresários foram unânimes em afirmar que, apesar dessa concentração pontual, o balanço geral da noite foi menos positivo do que em anos anteriores”
E adiantou: “Falei com várias pessoas que confirmaram que apenas se deslocaram para ver o fogo-de-artifício. No entanto, os empresários foram unânimes em afirmar que, apesar dessa concentração pontual, o balanço geral da noite foi menos positivo do que em anos anteriores.”
“Jovem indiano agrediu, sem mais nem menos, várias pessoas na rua, depois ‘meteu-se’ com quem não devia e acabou por ser ele próprio agredido e levado numa cadeirinha para uma ambulância”
Já na Rua 25 de Abril de 1974, junto a bares, com uma multidão entre a animação própria da passagem-de-ano e o consumo de bebidas alcoólicas, não faltaram confusões. Segundo contaram ao ‘Litoralgarve’, “um jovem indiano agrediu, sem mais nem menos, várias pessoas na rua, depois ‘meteu-se’ com quem não devia e acabou por ser ele próprio agredido e levado numa cadeirinha para uma ambulância” do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica. Ao que sabemos, não foi apresentada queixa à Polícia de Segurança Pública (PSP).
“Um homem, que parecia ser inglês, na ‘casa’ dos 30 anos de idade, foi expulso de um bar por um elemento da segurança do estabelecimento, entre socos e empurrões, enquanto na via pública muitas pessoas tentavam afastar-se da confusão, do barulho”, descreveu, ao ‘Litoralgarve’, um popular
Por outro lado, também ao início da madrugada de 01 de Janeiro de 2026, um popular, que preferiu, igualmente, o anonimato, disse ao nosso Jornal: “Um homem, que parecia ser inglês, na ‘casa’ dos 30 anos de idade, foi expulso de um bar por um elemento da segurança do estabelecimento, entre socos e empurrões, enquanto na via pública muitas pessoas tentavam afastar-se da confusão, do barulho, e algumas mulheres, na maioria jovens, até começaram a gritar.” “O homem expulso do bar acabou por cair no chão. Também vi um indiano com sangue na cabeça”, acrescentou, lembrando: “Pouco depois, a situação acalmou.”
O certo é que, devido à confusão registada no local, esse indivíduo, residente em Lagos, acabou por se ir embora com o amigo que o acompanhava. “Pensámos entrar num bar para tomar uma bebida, mas achámos melhor ir para a casa para evitar problemas. E cada um foi à sua vida.”
Jovem alcoolizado vomitou dentro de um táxi
Já no centro da cidade, um jovem alcoolizado “vomitou dentro de um táxi”, apurou o ‘Litoralgarve’, o que obrigou o proprietário a limpar a viatura com papéis. “Foi a pior passagem-de-ano que tive por falta de serviços e a culpa é da concorrência desleal da Uber”, lamentou o taxista.
Tenda da Proteção Civil, instalada junto à Messe Militar, começou a ser desmontada pelas 02h.15m.
No espaço exterior do edifício da Messe Militar de Lagos, na Praça do Infante Dom Henrique, a tenda ali instalada por elementos da Proteção Civil começou a ser desmontada pelas 02h.15m. da madrugada. Pouco depois, uma ambulância e uma outra viatura da Proteção Civil de Lagos deixaram o local.

Carro da PSP de Lagos avariou-se na Avenida dos Descobrimentos, mas começou a funcionar após a chegada do reboque, que não foi necessário
Na Avenida dos Descobrimentos, junto ao espaço reservado a ‘barraquinhas’ destinadas, nomeadamente, à venda de farturas e de outros produtos alimentares, um carro da PSP de Lagos sofreu uma avaria. Após os agentes terem analisado as condições do motor, um deles empurrou a viatura, que foi levada para a outra faixa de rodagem até junto a uma paragem de autocarros, onde, pouco depois, chegou um reboque para a levar. Contudo, acabou por não ser necessário, já que o carro da PSP começou a funcionar e saiu, normalmente, do local.
‘Bombinhas’ a estalar no chão e contendores do lixo repletos de garrafas de espumante e cerveja
Enquanto isso, após o espectáculo musical, a Praça do Infante Dom Henrique, em Lagos, onde se registava uma temperatura de doze graus centígrados, ficou com pouco movimento a partir das 02h00 da madrugada, já que a maioria das pessoas se deslocou em direcção às zonas dos bares. De vez em quando ouviam-se ‘bombinhas’ a estalar no chão para incómodo de quem circulava nesses locais. Ao contrário de outras passagens-de-ano, junto à estátua do Infante Dom Henrique, no cimo, viam-se poucas garrafas de cerveja e de outras bebidas alcoólicas, menos de uma dezena. Garrafas de espumante e de cerveja, na sua maioria, estavam depositadas em vários contentores instalados pela Câmara Municipal de Lagos, os quais ficaram repletos. O que coube foi para colocado no chão. Mesmo assim, não havia muito lixo espalhado naquela zona.
Poucos dias antes, a concluir uma das habituais celebrações religiosas na Igreja de Santa Maria, com o exterior iluminado a amarelo, o padre Nelson Rodrigues apelara para se “evitar excessos” na passagem-de-ano de 2025 para 2026.
Imagens: Município de Lagos










