Jovens em agressões, envolvendo uma faca, e outros encapuzados aos tiros, junto a bares, provocam pânico na madrugada de domingo, em Lagos

São portugueses, com idades compreendidas entre 18 e 21 anos e criam problemas entre eles, sendo considerados problemáticos, apurou o ‘Litoralgarve’. No primeiro caso, envolvendo agressões com uma faca, a PSP foi alertada, mas quando chegou ao fim de cerca de dez minutos ao local, a Rua 25 de Abril de 1974, os suspeitos já se tinham ido embora. Por isso, ninguém foi identificado.

Pouco depois, numa outra situação em que foram efectuados disparos para o ar e fuga em seguida, com o objectivo de provocar alarme entre as pessoas na rua, a polícia nem apareceu, admitindo-se que, desta vez, também não foi chamada.

Não há Unidade Especial de Polícia, que integra o Corpo de Intervenção, para garantir a segurança durante as madrugadas na cidade de Lagos, o que está a alarmar residentes e turistas.

José Manuel Oliveira

Continua a aumentar a insegurança em pleno Verão na cidade de Lagos, agora com grupos de jovens rivais, munidos de armas brancas e a gerar pânico junto a bares, levando à fuga de turistas, numa altura em que nem é visível a presença das autoridades policiais.

Por volta das 03h30, dois jovens envolveram-se em agressões junto ao bar ‘Eddies’, tendo um deles puxado de uma faca de grandes dimensões, considerada arma proibida, com o objectivo de esfaquear o outro individuo na via pública. E só parou quando este meteu a mão numa bolsa que trazia à cintura, indiciando ter alguma arma.

Desta vez, segundo apurou o ‘Litoralgarve’ junto de populares, que preferiram não se identificar, cerca das 03h.30m. da madrugada de domingo, dia 26 de Julho, dois jovens envolveram-se em agressões na Rua 25 de Abril de 1974, concretamente junto ao bar ‘Eddies’. Um deles puxou de uma faca de grandes dimensões, considerada arma proibida, com o objectivo de esfaquear o outro individuo em plena via pública. De acordo com informações recolhidas, só parou quando este meteu a mão numa bolsa que trazia à cintura, indiciando ter alguma arma. Para já, não se sabe o que terá motivado este caso, parecendo afastado o cenário de tráfico de droga.

Três carros-patrulha da PSP passaram no local para os agentes tentarem perceber o que se estava a passar

Alertada para a situação, como nos contaram populares, agentes da Esquadra de Lagos da Polícia de Segurança Pública (PSP) só compareceram no local cerca de dez minutos após esta ocorrência. Os jovens envolvidos nas agressões já não estavam no local, pelo que ninguém foi identificado. Mesmo assim, três carros-patrulha da polícia passaram junto aos bares para os agentes tentarem perceber o que se estava a passar.

Pelas 04h10, surgiram dois indivíduos encapuzados, junto ao Restaurante Jota 13, tendo um deles disparados seis tiros para o ar, fugindo em seguida. O objectivo terá sido provocar alarme entre as pessoas que estavam na rua.

Pouco depois, já perto das 04h.10m., mais uma situação de pânico em Lagos, quando, desta vez, surgiram dois indivíduos encapuzados também na Rua 25 de Abril de 1974, junto ao Restaurante Jota 13, tendo um deles “efectuado cerca de 6 disparos para o ar”, como descreveram vários populares. Logo em seguida, colocaram-se em fuga para a Rua Soeiro da Costa, situada nas imediações. Ao que foi possível apurar, suspeita-se de dois jovens, residentes na cidade de Lagos, que poderão ter efectuado os disparos apenas na tentativa de gerar pânico entre as pessoas na rua. Em ambos os casos registados, os jovens, de nacionalidade portuguesa e considerados problemáticos, terão idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos. Já serão conhecidos da polícia.

Nessa altura, nem apareceram agentes da PSP no local, onde foram disparados tiros para o ar, acreditando-se que ninguém tenha telefonado para as autoridades por medo de vir a sofrer represálias. Mas, também, como nos admitiram, “existe descrédito nos serviços da PSP, pois muitas vezes chama-se a polícia e ninguém aparece. Além disso, denunciar estes problemas, obriga a ser testemunha junto da polícia e nos tribunais, situação que a maioria das pessoas pretende evitar.”

“Não existe policiamento de visibilidade nas ruas onde se situa a maioria dos bares e no restante centro histórico”, de Lagos, queixam-se populares

“De que estão à espera? Que haja uma tragédia para, finalmente, tomar medidas?”

Neste Verão, Lagos não conta com a Unidade Especial de Polícia, que integra o Corpo de Intervenção, para garantir segurança durante as madrugadas. Apenas há agentes e duas carrinhas em Portimão.

Em Lagos, apenas se vê, uma ou duas vezes por semana, um a dois carros da Equipa de Intervenção Rápida, provenientes de Portimão, parados junto ao posto da PSP, situado no antigo edifício dos Paços do Concelho, na Praça Gil Eannes.

Muitos populares queixam-se de que “não existe policiamento de visibilidade nas ruas onde se situa a maioria dos bares e no restante centro histórico”, numa altura em que está a aumentar o fluxo turístico em Lagos. “De que estão à espera? Que haja uma tragédia para, finalmente, tomar medidas?”

Por outro lado, neste Verão, a Unidade Especial de Policia, que integra o Corpo de Intervenção da PSP, apenas tem, como reforço nesta zona do Algarve, duas carrinhas com agentes e em Portimão. Em anos anteriores, eram destacadas quatro carrinhas, duas para Portimão e duas para Lagos. Desta vez, ao que sabemos, Lagos não conta com a Unidade Especial de Polícia para garantir segurança durante as madrugadas, apesar do fluxo turístico cada vez mais intenso. Apenas são vistos agentes uma ou duas vezes por semana nesta cidade.

“Tudo isto afasta os turistas, amedronta os residentes e prejudica gravemente a cidade, havendo um claro sentimento de insegurança”, alertam populares, indignados com a situação.

O que se vê em pleno dia em Lagos e apenas uma ou duas vezes por semana é um a dois carros da Equipa de Intervenção Rápida, provenientes de Portimão, parados junto ao posto da PSP, situado no antigo edifício dos Paços do Concelho, na Praça Gil Eannes, em frente à estátua do rei Dom Sebastião.

“Vamos averiguar o que se passa e, se necessário, pedir a intervenção do ministro da Administração Interna, doutor Luís Neves, com vista ao reforço policial em Lagos”, garante, ao ‘Litoralgarve’, Ângelo Mariano, dirigente da Associação do Comércio e Serviços do Algarve (ACRAL), que também integra o Conselho Municipal de Segurança

Questionado pelo ‘Litoralgarve’, ao início da noite de domingo, sobre os casos de insegurança ocorridos durante a madrugada, o dirigente da Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) Ângelo Mariano afirmou não ter tomado conhecimento do que se passou. Contudo, mostrou-se apreensivo. “Se foram apenas casos isolados, penso que não haverá problemas. Para já, sem querer entrar em alarmismos, ACRAL vai ver o que se passa ao nível da segurança em Lagos e, juntamente, com a Câmara Municipal tomará as medidas adequadas se os problemas persistirem, pois tal poderá contribuir para afastar turistas neste concelho”, sublinhou Ângelo Mariano.

Já em relação ao facto de não haver agentes e carrinhas da Unidade Especial de Polícia, em Lagos, durante este Verão, considerou tratar-se de uma “situação problemática, grave, numa altura em que cada vez há mais turismo.” “Vamos averiguar o que se passa e, se necessário, pedir a intervenção do ministro da Administração Interna, doutor Luís Neves, com vista ao reforço policial em Lagos”, garantiu aquele dirigente da ACRAL, que também integra o Conselho Municipal de Segurança nesta cidade.

(Em actualização)