Isilda Gomes pediu à união europeia mais investimento para agricultura e desenvolvimento rural 

A presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, liderou a comitiva da Comissão dos Recursos Naturais (NAT) do Comité das Regiões Europeu que esteve reunida no dia 25 de outubro com os responsáveis pela AGRI (Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural), a quem foi endereçado um apelo para que seja atribuído às regiões “um papel mais importante” na gestão do investimento da União Europeia na agricultura e no desenvolvimento rural. 

Uma vez que a atual Política Agrícola Comum (PAC) “é menos flexível e corre o risco de não ter em conta as necessidades regionais”, e enquanto presidente da NAT, a autarca portimonense defendeu na ocasião que “as políticas do topo para a base não ajudam de forma eficaz a transição agrícola da Europa e o combate ao crescente despovoamento das nossas zonas rurais.”  

Isilda Gomes também sublinhou “a importância vital de uma abordagem territorial e ascendente”, recordando a propósito que a presidente da Comissão Europeia anunciou recentemente “um diálogo estratégico sobre a futura PAC.” 

Na reunião, os representantes da NAT sustentaram este apelo com os resultados de um inquérito sobre a dimensão regional dos planos estratégicos nacionais da PAC, onde se indica que o atual modelo de aplicação “reduziu a sua componente regional, aumentou a sua complexidade e diminuiu a sua flexibilidade, quando se trata de ajustar as medidas de apoio aos agricultores, especialmente em tempos de crise.”  

O documento citado no encontro resultou de uma consulta feita junto das administrações locais e regionais, através da Rede de Polos Regionais do Comité das Regiões, criada para melhorar o retorno de informação às instituições da União Europeia. 

É objetivo principal desta tomada de posição contribuir para o diálogo estratégico com todas as instituições comunitárias e as partes interessadas, visando “a mobilização para a defesa de uma agricultura justa e sustentável, reforçada por uma PAC que reconheça plenamente o papel das regiões.” 

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