Leonor Pintassilgo, aluna da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, denuncia impacto dos adiamentos e acusa o Ministério da Educação de ignorar os estudantes
A aluna Leonor Pintassilgo, estudante da Escola Secundária Tomás Cabreira, em Faro, e integrante do Movimento Voz aos Estudantes, manifestou publicamente a sua preocupação com os sucessivos adiamentos relacionados com os Exames Nacionais, considerando que a situação está a provocar ansiedade e prejuízos a milhares de alunos em todo o país.
Segundo a estudante, a decisão do Governo de adiar os prazos de correção das provas, a divulgação das classificações e a realização da segunda fase dos exames está a gerar grande incerteza entre os alunos que dependem destes resultados para prosseguir os estudos.
“Tal como milhares de outros colegas meus, estou extremamente preocupada e frustrada com a situação com a qual nos deparamos”, afirma Leonor Pintassilgo, apontando a falta de preparação na implementação da correção digital dos exames como a origem dos problemas.
A jovem considera que os estudantes já enfrentam elevados níveis de ansiedade durante a preparação e realização das provas e critica o facto de o adiamento dos calendários comprometer planos previamente organizados.
“Eu e vários colegas já tínhamos férias marcadas com as nossas famílias fora do país ou trabalho garantido para este período, tudo planeado de acordo com o calendário inicialmente divulgado”, explica.
Leonor Pintassilgo revela ainda que várias Associações de Estudantes de diferentes pontos do país tentaram contactar o Governo e o Ministério da Educação para expor as preocupações dos alunos, mas afirma que esses contactos não obtiveram qualquer resposta.
“Ficamos extremamente enraivecidos. É inadmissível que o Governo ignore os órgãos representativos dos estudantes”, lamenta.
Perante aquilo que considera ser um silêncio das entidades governamentais, a estudante apela à intervenção da comunicação social para dar visibilidade às preocupações dos jovens.
“Se o Governo não se empenha em dar-nos um ensino de qualidade e ainda ignora as Associações de Estudantes, então a nossa única esperança é a comunicação social para que sejamos ouvidos e seja dada voz aos estudantes”, conclui.
Os atrasos no calendário dos Exames Nacionais têm suscitado críticas por parte de estudantes e associações estudantis, que alertam para o impacto das alterações na organização da vida académica e pessoal de milhares de candidatos ao ensino superior.










