Se André Ventura chegar ao Palácio de Belém, “estou convicto de que teremos o melhor Presidente que já tivemos, com sentido de Estado, mas com muita força para fazer valer os interesses de Portugal no exterior e cá dentro”, antevê, nesta entrevista ao ‘Litoralgarve, o presidente da concelhia de Lagos do Chega e vereador do executivo municipal, Paulo Rosário Dias. Num breve balanço a nível nacional sobre as eleições presidenciais, “mais do que a vitória do candidato socialista, assinalo como algo insólito a grande derrota do candidato apoiado pelo partido do Governo.” Ou seja, de Marques Mendes. Para o autarca lacobrigense, o resultado alcançado por André Ventura, que lhe permite, agora, disputar a segunda volta frente a António José Seguro, “superou todas as sondagens realizadas, mesmo apesar da ímpar disputa do eleitorado de direita.” E considera que qualquer um deles tem “chances” de suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, na Presidência da República.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – Que avaliação faz aos resultados das eleições presidenciais a nível nacional?
Paulo Rosário Dias – A nível nacional, mais do que a vitória do candidato socialista, assinalo como algo insólito a grande derrota do candidato apoiado pelo partido do Governo. Quanto a André Ventura, o resultado superou todas as sondagens realizadas, mesmo apesar da ímpar disputa do eleitorado de direita.
“No Algarve, o esforço dos nossos apoiantes e das nossas estruturas leais a André Ventura foi recompensado e mais uma vez fomos o distrito que se destacou”

“E no concelho de Lagos, onde tivemos algumas ações de campanha, os eleitores não desiludiram, participaram e decidiram confiar a vitória ao candidato André Ventura e um segundo lugar ao candidato socialista”
Litoralgarve – E no Algarve, e em particular no concelho de Lagos?
Paulo Rosário Dias – No Algarve, o esforço dos nossos apoiantes e das nossas estruturas leais a André Ventura foi recompensado e mais uma vez fomos o distrito que se destacou. E no nosso concelho de Lagos, onde tivemos algumas ações de campanha, os eleitores não desiludiram, participaram e decidiram confiar a vitória ao candidato André Ventura e um segundo lugar ao candidato socialista.
“Lagos será um sítio possível para receber a próxima visita de André Ventura, no Algarve”
Litoralgarve – Já falou com o presidente do Chega e candidato presidencial, André Ventura? E com o presidente da Distrital, João Graça? O que dizem?
Paulo Rosário Dias – Tanto o candidato André Ventura, como a estrutura distrital estão empenhadíssimos eincansáveis em passar a mensagem de mudança aos eleitores. É um trabalho colossal querercobrir o máximo território possível. Posso dizer que a mim já me confidenciaram que Lagosserá um sítio possível para receber a próxima visita de André Ventura, no Algarve, algo que eue a estrutura local aguardamos com bastante expectativa.
“Será, certamente, uma eleição muito disputada pelos dois candidatos, em que um representa o regresso do socialismo à Chefia de Estado, e outro, uma ruptura com o passado”
“O povo é soberano e ambos têm chances de conquistar a vitória”
Litoralgarve- Como encara a segunda volta das eleições para a Presidência da República, entre António José Seguro e André Ventura? Quem poderá ser o próximo Chefe de Estado?
Paulo Rosário Dias – É a segunda vez na nossa democracia que teremos segunda volta para as presidenciais. Será, certamente, uma eleição muito disputada pelos dois candidatos, em que um representa o regresso do socialismo à Chefia de Estado, e outro, uma ruptura com o passado. O povo é soberano e ambos têm chances de conquistar a vitória.
“O PSD foi o partido mais derrotado destas eleições precisamente porque apoiou um candidato que representa o pior do sistema de interesses”

“Sendo o Primeiro-Ministro um político fragilizado e com receio de uma segunda derrota, vejo com alguma naturalidade que o mesmo queira parecer afastado de qualquer apoio formal”
Litoralgarve – Na noite eleitoral, o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, não declarou apoio a qualquer dos dois candidatos na segunda volta? Como reage a essa situação? Que interpretação faz?
Paulo Rosário Dias – O PSD foi o partido mais derrotado destas eleições precisamente porque apoiou um candidato que representa o pior do sistema de interesses. Sendo o Primeiro- Ministro um político fragilizado e com receio de uma segunda derrota, vejo com alguma naturalidade que o mesmo queira parecer afastado de qualquer apoio formal.
“O PSD tem sido um partido de alternativa ao PS, com grande abrangência ideológica, tem nas suas bases e nos seus quadros elementos, desde os mais marxistas aos mais liberais. Não surpreende por isso que os elementos mais pró-socialismo prefiram um candidato que represente o socialismo, a um menos estadista e que representa valores conservadores. Estou certo de que a maioria dos apoiantes do PSD não partilha essa preferência ideológica.”
“Noto que o CDS a nível regional também comunicou uma posição favorável ao candidato socialista, o que para muitos significará uma traição aos valores da sua fundação”
Litoralgarve – Já no Algarve, o deputado e presidente da Distrital do PSD, Cristóvão Norte, anunciou o seu apoio a António José Seguro. Esperava esta posição? O que pensa?
Paulo Rosário Dias – A Direita em Portugal só surge verdadeiramente com o Partido CHEGA. O PSD tem sido um partido de alternativa ao PS, com grande abrangência ideológica, tem nas suas bases e nos seus quadros elementos, desde os mais marxistas aos mais liberais. Não surpreende por isso que os elementos mais pró-socialismo prefiram um candidato que represente o socialismo, a um menos estadista e que representa valores conservadores. Dito isto, estou certo de que a maioria dos apoiantes do PSD não partilha essa preferência ideológica. Noto que o CDS a nível regional também comunicou uma posição favorável ao candidato socialista, o que para muitos significará uma traição aos valores da sua fundação.
“Quando se incomoda eleitorados adeptos de diferentes partidos como André Ventura o faz, este torna-se o alvo mais apetecível de todos.”
“Acordar Portugal é um caminho difícil. Em seis anos já se fez muito, mas é preciso continuar com perseverança. Esta é uma grande oportunidade para mudar Portugal e iremos lutar até ao último voto.”
Litoralgarve – Uma sondagem da Universidade Católica para a RTP e Jornal ‘Público’ atribui 70 por cento a António José Seguro e 30 por cento a André Ventura. O que estará a contribuir para esta situação? Como será possível o candidato do Chega e o partido inverterem esta tendência eleitoral?
Paulo Rosário Dias – Os estudos de opinião sempre atribuíram uma altíssima taxa de rejeição a André Ventura e ao Chega. Quando se incomoda eleitorados adeptos de diferentes partidos como André Ventura o faz, este torna-se o alvo mais apetecível de todos. Acontece, tendo como adversário António Seguro, como aconteceria tendo José Sócrates ou qualquer outro candidato da área socialista ou marxista.
Acordar Portugal é um caminho difícil. Em seis anos já se fez muito, mas é preciso continuar com perseverança. Esta é uma grande oportunidade para mudar Portugal e iremos lutar até ao último voto.
“Ao contrário de outros partidos, não protegemos terroristas, corruptos, ou criminosos de qualquer espécie, e as pessoas sabem que no Chega a limpeza é feita doa a quem doer.”
Litoralgarve- Segundo informações divulgadas, o grupo de apoiantes do grupo neonazi 1143 (liderado por Mário Machado), que foi detido, há dias, pela PJ, contará com militantes do Chega. Como reage?
Paulo Rosário Dias – Com muita tranquilidade. Ao contrário de outros partidos, não protegemos terroristas, corruptos, ou criminosos de qualquer espécie, e as pessoas sabem que no Chega a limpeza é feita doa a quem doer. Os mídia menos isentos e mais activistas procurarão sempre esconder os factos que dão razão ao Chega e tentarão sempre colar André Ventura e quem o acompanha a situações negativas. Mas a verdade é que é por conta do vírus ativista que contamina os grandes grupos da comunicação Social, que os Portugueses perderam a confiança nos mídia.
“Também se espera que haja mais algumas personalidades ligadas ao PSD e CDS derrotados a querer aparecer, apoiando o candidato socialista”
Litoralgarve – Em termos nacionais, António José Seguro está a reunir apoios à esquerda e à direita. Parte em vantagem para esta segunda volta?
Paulo Rosário Dias – É um facto que o candidato socialista já conseguiu logo na primeira volta os votos da esquerda radical e é natural que os mantenha a todos na segunda volta. Também se espera que haja mais algumas personalidades ligadas ao PSD e CDS derrotados a querer aparecer, apoiando o candidato socialista.
“André Ventura continua e continuará igual a si próprio. Dizendo as verdades que precisam de ser ditas, sem medo de ser impopular.”

“O sistema precisa mesmo do tal abanão ou o tal murro na mesa para que o país tenha as reformas de que precisa.”
Litoralgarve – Qual terá de ser a estratégia de André Ventura e do Chega?
Paulo Rosário Dias – André Ventura continua e continuará igual a si próprio. Dizendo as verdades que precisam de ser ditas, sem medo de ser impopular. O sistema precisa mesmo do tal abanão ou o tal murro na mesa para que o país tenha as reformas de que precisa. E essa proximidade ao país real é muito mais importante do que estar preocupado com obter apoios de personalidades.
“Lagos está no coração de André Ventura, inclusive como local para fazer praia”
“Já tivemos uma ‘rentrée’ em Lagos e uma calorosa receção no passado 10 de junho. Na rua o que mais ouvimos da população é mesmo o desejo de receber novamente André Ventura na nossa cidade.”
Litoralgarve – Haverá mais contatos com as populações nos vários concelhos do Algarve? Espera ver André Ventura em Lagos?
Paulo Rosário Dias – Como referi, Lagos estará nas prioridades a visitar e talvez o consigamos já nesta campanha. De resto, Lagos está no coração de André Ventura, inclusive como local para fazer praia. Já tivemos uma ‘rentrée’ em Lagos e uma calorosa receção no passado 10 de junho. Na rua o que mais ouvimos da população é mesmo o desejo de receber novamente André Ventura na nossa cidade.
“O Estado Português precisa de romper com o eleitoralismo assistencialista que só nos tem aumentado impostos”
“Sem a coragem necessária não haverá mudanças, e sem mudanças continuaremos no imobilismo e na dependência do Estado que os governos das últimas décadas nos deixaram. “
Litoralgarve – Quais serão os temas a debater nesta segunda volta? O que mais preocupa o Chega a nível nacional e internacional? E no Algarve?
Paulo Rosário Dias – Fica sempre bem repetir as habituais referências à saúde e à habitação, onde os socialistas com a sua negligência nos deixaram sérios problemas, agravados em particular pela imigração descontrolada. Mas o Estado Português precisa de romper com o eleitoralismo assistencialista que só nos tem aumentado impostos. A nossa economia precisa de melhor infraestrutura e de reformas que potenciem investimento. Na Justiça, na administração pública e na segurança.
Sem a coragem necessária não haverá mudanças, e sem mudanças continuaremos no imobilismo e na dependência do Estado que os governos das últimas décadas nos deixaram.
“Com o candidato socialista, provavelmente assistiríamos a um segundo Jorge Sampaio, mas com ainda menos força anímica ou capacidade de resistir às pressões”
Litoralgarve – O que devem esperar os portugueses do próximo Presidente da República?
Paulo Rosário Dias – Vai depender muito de quem escolherem. Ou teremos uma “jarra de enfeitar” fraca, à mercê dos interesses e do politicamente correto, ou teremos um Chefe de Estado que defenderá os Portugueses em primeiro lugar.
Litoralgarve – Como será André Ventura como Chefe de Estado?
Paulo Rosário Dias – Estou convicto de que teremos o melhor Presidente que já tivemos, com sentido de Estado, mas com muita força para fazer valer os interesses de Portugal no exterior e cá dentro.
Litoralgarve – E António José Seguro?
Paulo Rosário Dias – Com o candidato socialista, provavelmente assistiríamos a um segundo Jorge Sampaio, mas com ainda menos força anímica ou capacidade de resistir às pressões.
Marcelo Rebelo de Sousa “foi um presidente que, em ambos os mandatos, cavalgou o politicamente correto, genuinamente populista com os seus afetos.”

“Mas ficará como um dos piores Presidentes, seja pelas crises mal geridas, pelo apoio às políticas de esquerda e também por comportamentos menos sóbrios. Destaco, sobretudo, a percepção de fraqueza que transmitiu internacionalmente, com consequências para os interesses do país.”
“Quando um Presidente da República rouba batatas fritas de um prato, aperta pescoços ou dá entrevistas sobre assuntos sérios em tronco nu; quando rompe protocolos de Estado com monarquias, ou quando pede desculpa a ex-colónias por ser português, Portugal sai enfraquecido.”
Litoralgarve – Como avalia os dois mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa? Quais os aspectos positivos e negativos que destaca?
Paulo Rosário Dias – Foi um presidente que em ambos os mandatos cavalgou o politicamente correto, genuinamente populista com os seus afetos. Mas ficará como um dos piores Presidentes, seja pelas crises mal geridas, pelo apoio às políticas de esquerda e também por comportamentos menos sóbrios. Destaco, sobretudo, a perceção de fraqueza que transmitiu internacionalmente, com consequências para os interesses do país.
Litoralgarve – Pode especificar?
Paulo Rosário Dias – Não precisamos de levantar exemplos. Todo o estilo o atesta e é bem conhecido. Quando um Presidente da República rouba batatas fritas de um prato, aperta pescoços ou dá entrevistas sobre assuntos sérios em tronco nu; quando rompe protocolos de Estado com monarquias, ou quando pede desculpa a ex-colónias por ser português, Portugal sai enfraquecido.
Litoralgarve – Ainda em relação ao resultado das eleições no domingo, dia 18 de Janeiro de 2026, o que pensa do terceiro lugar alcançado por João Cotrim de Figueiredo? E do facto de Gouveia e Melo e Marques Mendes terem sido considerados os derrotados da noite, após as expectativas criadas a anteceder a campanha eleitoral? O que terá falhado?
Paulo Rosário Dias – Sempre disse que Gouveia e Melo seria um flop que não chegaria aos 20%. É preciso experiência política para navegar os temas com ligação ao eleitorado e por isso cometeu alguns erros. Na minha opinião, Cotrim, apesar dos casos e histórico que o condiciona, tem uma boa imagem, que soube aproveitar e roubou muito eleitorado a Marques Mendes, que perdeu completamente o momentum depois de ter estado a liderar sondagens. Por isso, é sempre bom haver debates que possam afinar posições e esclarecer o eleitorado.
“Representar sozinho 20% do eleitorado lacobrigense é uma grande responsabilidade que honro com dedicação e compromisso”
“Hoje, podemos dizer que a Câmara Municipal de Lagos conta com uma oposição a sério, e considero além de mim também o vereador Gilberto Viegas e o vereador independente Nuno Marques, ambos eleitos pela AD.”
Litoralgarve – Em Lagos, como têm decorrido os primeiros três meses como vereador do Chega na Câmara Municipal? O que pensa do orçamento para 2026?
Paulo Rosário Dias – Representar sozinho 20% do eleitorado lacobrigense é uma grande responsabilidade quehonro com dedicação e compromisso. Hoje, podemos dizer que a Câmara Municipal de Lagosconta com uma oposição a sério, e considero além de mim também o vereador Gilberto Viegase o vereador independente Nuno Marques, ambos eleitos pela AD. Quanto ao Orçamentosocialista, é um orçamento que reflete a continuação da gestão ineficiente e arrogante querecusou adotar qualquer das nossas propostas, e por isso votei contra. A restante oposiçãoteve uma votação diferente e não comentarei as suas motivações.
“Os problemas reais dos lacobrigenses, a falta de habitação, o termos uma enorme parte dos alunos em contentores improvisados em vez de escola em condições, a sujidade e a desordem na cidade, tudo situações que os executivos socialistas provocaram, não são capazes de resolver e por isso desvalorizam a gravidade.”
“Aliás, quem demonstra incompetência funcional e através de práticas eleitoralistas recebe a recompensa de continuar no poder, não tem incentivo para fazer diferente.”
Litoralgarve – O que mais preocupa o Chega neste concelho? E como resolver os problemas?
Paulo Rosário Dias – O Chega sempre se preocupou com os problemas reais dos lacobrigenses, a falta de habitação, o termos uma enorme parte dos alunos em contentores improvisados em vez de escola em condições, a sujidade e a desordem na cidade, tudo situações que os executivos socialistas provocaram, não são capazes de resolver e por isso desvalorizam a gravidade. Aliás, quem demonstra incompetência funcional e através de práticas eleitoralistas recebe a recompensa de continuar no poder, não tem incentivo para fazer diferente. E por isso o Chega não baixará os braços e continuará onde sempre esteve, do lado dos lacobrigenses e da sua cidade.
Litoralgarve – Quais as propostas do Chega, apresentadas na Câmara Municipal de Lagos, que foram rejeitadas no Orçamento para 2026? E qual a justificação dada?
Paulo Rosário Dias – Para o Orçamento foram várias propostas oferecidas pelo Chega e várias as justificações. O mesmo para as nossas dezenas de propostas aprovadas pela Assembleia Municipal, e que a CML nunca concretizou. A justificação da opção de não executar é uma questão que deve ser dirigida ao executivo socialista.
Narcotráfico? “As câmaras de segurança [vigilância] são um importante instrumento que temos reivindicado muito e que o município não conseguiu ainda executar.”
“Mas em Lagos é toda uma atitude que faz falta. Numa cidade, a insegurança relaciona-se muito com o desleixo que nela se sentir. Temos tido um executivo socialista que não ordenou o estacionamento, que não arranja ruas, que não se incomoda com calçadas por requalificar nem com paredes pichadas. Ora, sem empenho em resolver detalhes básicos ou a pequena delinquência, naturalmente que os focos de desordem e insegurança vão acumulando.”
“O Presidente da Câmara desculpa-se, constantemente, com o Estado Central e os governantes. Mas qualquer bom político sabe que do ponto de vista de qualquer governo, se um município não mostra preocupação pela segurança, será normal que se dedique mais recursos e atenção a outros municípios que mais apresentam argumentos.”
Litoralgarve – O que indica o texto da moção do Chega, aprovada por maioria na Assembleia Municipal de Lagos, sobre a preocupação com o aumento do narcotráfico neste concelho? O que é necessário, em concreto, para “uma liderança política de coragem e uma força reivindicativa real junto do ministro” da Administração Interna, como o Chega exige? O problema é a falta de câmaras de vigilância?
Paulo Rosário Dias – A segurança foi, aliás, uma das principais bandeiras da nossa candidatura autárquica. As câmaras de segurança [vigilância] são um importante instrumento que temos reivindicado muito e que o município não conseguiu ainda executar. Mas em Lagos é toda uma atitude que faz falta. Numa cidade, a insegurança relaciona-se muito com o desleixo que nela se sentir. Temos tido um executivo socialista que não ordenou o estacionamento, que não arranja ruas, que não se incomoda com calçadas por requalificar nem com paredes pichadas. Ora, sem empenho em resolver detalhes básicos ou a pequena delinquência, naturalmente que os focos de desordem e insegurança vão acumulando.
O Presidente da Câmara desculpa-se, constantemente, com o Estado Central e os governantes. Mas qualquer bom político sabe que do ponto de vista de qualquer governo, se um município não mostra preocupação pela segurança, será normal que se dedique mais recursos e atenção a outros municípios que mais apresentam argumentos.
“Queremos uma capacidade de alojamento ordeira e que dignifique a nossa cidade. Infelizmente, esta Câmara Municipal não investe na fiscalização dentro do que são as suas competências, nem pressiona para que haja operações das autoridades.”
“Como resultado temos muitos ALs irregulares, seja a nível de registo ou de condições, havendo muita concorrência desleal que prejudica a cidade e em particular os empresários que se esforçam por terem a sua situação regular.”
Litoralgarve – Porquê não foi aprovada a fiscalização às unidades de Alojamento Local no concelho de Lagos, proposta pelo Chega? Quais as repercussões?
Paulo Rosário Dias – Essa foi uma excelente proposta apresentada pela nossa bancada na Assembleia Municipal, que considero muito pertinente. Queremos uma capacidade de alojamento ordeira e que dignifique a nossa cidade. Infelizmente, esta Câmara Municipal não investe na fiscalização dentro do que são as suas competências, nem pressiona para que haja operações das autoridades. Como resultado temos muitos ALs irregulares, seja a nível de registo ou de condições, havendo muita concorrência desleal que prejudica a cidade e em particular os empresários que se esforçam por terem a sua situação regular.










