Autárquicas 2025 – Entrevista a Gilberto Viegas, candidato da AD (PSD/CDS) à Câmara de Lagos: “As pessoas sentem-se defraudadas na confiança que depositaram no PS e em Hugo Pereira, e querem mudança”

“Ele representa a responsabilidade pelo estado a que chegámos, na Câmara e no Concelho, e eu represento a alternativa na mudança do paradigma da gestão do Partido Socialista e de Hugo Pereira, para introduzir uma nova dinâmica na Câmara Municipal e uma nova visão sobre a cidade e as freguesias rurais”.

Nesta primeira entrevista concedida, em exclusivo, ao ‘Litoralgarve’, em período de pré-campanha para as eleições autárquicas, a realizar no dia 12 de Outubro, o social-democrata Gilberto Viegas justifica a sua candidatura à liderança do executivo municipal lacobrigense, acima de tudo com o desejo de mudança sentido pela população local, que continua a auscultar. Não poupa críticas à gestão socialista ao longo dos vários mandatos, diz o que pensa sobre os outros candidatos e aponta a habitação como uma das suas principais apostas. E esse sentido, em jeito de desafio, até deixa várias perguntas ao socialista Hugo Pereira, numa altura em que este autarca se apressa a anunciar diversos projectos para o concelho.

José Manuel Oliveira

Litoralgarve –  Antes das recentes eleições legislativas antecipadas, as quais tiveram lugar no dia 18 de Maio deste ano, o senhor disse que, “na vida tudo é possível”, ao ser questionado pelo nosso Jornal sobre a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Lagos, pela AD – Coligação PSD/CDS. Agora, que a mesma já é oficial, pergunto: o que o leva a entrar nesta corrida? Quais são os seus objectivos, as prioridades para este município, onde já foi vereador?

Gilberto Viegas – Como lhe disse no momento em que a questão me foi colocada, e mantenho, tudo é possível acontecer em função das várias ocorrências e dos condicionalismos que nos são colocados, nomeadamente na atividade política. Quando vos fiz essa consideração tinha em mãos um convite do PSD de Lagos para a candidatura à presidência da Câmara Municipal. Nesse momento, essa era uma possibilidade em aberto que carecia de ponderação da minha parte e sequencialmente a pronúncia das estruturas partidárias ao nível Regional e Nacional. Uma candidatura com este grau de responsabilidade não pode ser tomada de ânimo leve ou de forma precipitada. Estou, hoje, em condições de poder confirmar a candidatura às eleições autárquicas de 2025. E sim, serei candidato da AD – coligação PSD/CDS, à presidência da Câmara Municipal de Lagos.

Terei oportunidade de transmitir publicamente essa disponibilidade e as linhas programáticas da nossa candidatura aos vários órgãos autárquicos do Município e das Freguesias, que irão ao encontro das prioridades do concelho e das principais preocupações da população, desde logo a habitação.

Com Hugo Pereira “não falei, nem tinha que falar, desde logo porque somos de partidos diferentes”

“Se falássemos, perguntar-lhe-ia, porque só agora, a 6 meses das eleições, se vê alguma preocupação com pequenas obras de tratamento dos espaços exteriores, quando o mandato tem 4 anos. Perguntava-lhe porque é que as Praças, Jardins e Parques só agora mereceram alguma atenção. Foi por causa dos festejos do 10 de Junho? Mas se todos os anos do mandato têm o 10 Junho, porquê só agora?”

“Porque prometeu 4 centenas de habitações no princípio do mandato e só agora, à pressa, nos últimos 4 meses lançou o concurso para construção de uma centena de fogos, com um prazo de execução de 1065 dias, mesmo à beira das eleições?”

“Mas porque não explica à população que estas habitações só estarão prontas a entregar, se tudo correr bem, daqui a 4 anos?”

Litoralgarve – Falou com o socialista Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, sobre a sua candidatura pela AD?

Gilberto Viegas – Não falei, nem tinha que falar, desde logo porque somos de partidos diferentes. O Doutor Hugo Pereira tem todo o meu respeito pessoal e institucional, mas não chegaria ao ponto de falarmos sobre a minha eventual candidatura pelo PSD/AD. Ele representa o poder instituído há mais de 20 anos no Concelho de Lagos, em representação do PS, e eu serei candidato a Presidente da Câmara pela AD.

Ele representa a responsabilidade pelo estado a que chegámos, na Câmara e no Concelho, e eu represento a alternativa na mudança do paradigma da gestão do Partido Socialista e de Hugo Pereira, para introduzir uma nova dinâmica na Câmara Municipal e uma nova visão sobre a cidade e as freguesias rurais.

Se falássemos, perguntar-lhe-ia, porque só agora, a 6 meses das eleições, se vê alguma preocupação com pequenas obras de tratamento dos espaços exteriores, quando o mandato tem 4 anos. Perguntava-lhe porque é que as Praças, Jardins e Parques só agora mereceram alguma atenção. Foi por causa dos festejos do 10 de Junho? Mas se todos os anos do mandato têm o 10 Junho, porquê só agora? Mas também porque prometeu 4 centenas de habitações no princípio do mandato e só agora, à pressa, nos últimos 4 meses lançou o concurso para construção de uma centena de fogos, com um prazo de execução de 1065 dias, mesmo à beira das eleições?

Mas porque não explica à população que estas habitações só estarão prontas a entregar, se tudo correr bem, daqui a 4 anos? Também na política é preciso haver informação e transparência. Muitas mais perguntas podem ser feitas e que a seu tempo terá oportunidade de responder.

“ À semelhança do que se verificou nas eleições legislativas, a AD fará uma campanha o mais contida possível nos custos e procurará ser o mais eficaz possível na transmissão das suas propostas, no contacto direto com a população”

“Já recolhemos muitas das suas sensibilidades e desejos, as áreas que mais as preocupam e que geram o seu descontentamento. Procuraremos apresentar as soluções e os candidatos com a capacidade de as implementar durante os próximos 4 anos”

“De uma forma geral, as pessoas conhecem-me, sabem quem sou e o que fiz como profissional e como Presidente de Câmara. Julgo poder dizer que me apresentarei como a opção mais segura para todos aqueles que querem uma mudança na condução da Câmara Municipal e dos destinos do Concelho”

Litoralgarve – Como será a campanha eleitoral da AD, no concelho de Lagos, e quais os custos?

Gilberto Viegas – À semelhança do que se verificou nas eleições legislativas, a AD fará uma campanha o mais contida possível nos custos e procurará ser o mais eficaz possível na transmissão das suas propostas, no contacto direto com a população. Já recolhemos muitas das suas sensibilidades e desejos, as áreas que mais as preocupam e que geram o seu descontentamento. Procuraremos apresentar as soluções e os candidatos com a capacidade de as implementar durante os próximos 4 anos. De uma forma geral, as pessoas conhecem-me, sabem quem sou e o que fiz como profissional e como Presidente de Câmara. Julgo poder dizer que me apresentarei como a opção mais segura para todos aqueles que querem uma mudança na condução da Câmara Municipal e dos destinos do Concelho, na resposta às suas necessidades e anseios, durante 4 anos e não apenas nos últimos meses do mandato.

“Quando foi concedida uma maioria tão expressiva ao PS, no Executivo Municipal (5 vereadores em 7), na Assembleia Municipal e até nas Freguesias, não se pode assacar culpas ou responsabilidades à oposição. O PS teve todas as condições políticas, que a população lhe concedeu, para governar e governar bem. Chegados aqui, o balanço é francamente negativo”

Litoralgarve – Em Lagos, muitas pessoas criticam a atuação da Câmara Municipal, devido, nomeadamente, à falta de habitação social, limpeza na cidade, degradação do património, de espaços públicos, vandalismo, segurança pública e tráfico de droga à vista das autoridades policiais, entre outros problemas. E até perguntam: “onde está a oposição?”. Como reage a estas críticas? O que é necessário mudar e como fazê-lo?

Gilberto Viegas – Quando foi concedida uma maioria tão expressiva ao PS, no Executivo Municipal (5 vereadores em 7), na Assembleia Municipal e até nas Freguesias, não se pode assacar culpas ou responsabilidades à oposição. O PS teve todas as condições políticas, que a população lhe concedeu, para governar e governar bem. Chegados aqui, o balanço é francamente negativo. As pessoas sentem-se defraudadas na confiança que depositaram no Partido Socialista e em Hugo Pereira, e querem uma mudança. Em áreas como a habitação, o ordenamento urbano, na mobilidade, na limpeza e todas as que referiu são uma constante na apreciação negativa das pessoas, mais ou menos envolvidas na actividade política, mas também dos residentes ou visitantes. São factos incontornáveis que só podem responsabilizar quem detém o poder há mais de duas décadas, o Partido Socialista e o principal responsável nos últimos anos, como Presidente da Câmara, Hugo Pereira, sempre com maiorias expressivas, onde as oposições nunca tiveram grandes possibilidades de contrariarem a forma como a gestão foi acontecendo.

“Uma Câmara com a enorme estrutura funcional que esta tem, mais de mil funcionários, de todas as áreas e especialidades, tinha e tem obrigação de responder mais e melhor às exigências de uma cidade e de um concelho”

Acresce referir que uma Câmara com a enorme estrutura funcional que esta tem, mais de mil funcionários, de todas as áreas e especialidades, tinha e tem obrigação de responder mais e melhor às exigências de uma cidade e de um concelho com estas potencialidades e a sua projeção turística e patrimonial.

“Há falta de liderança, visão e capacidade de fazer acontecer. Gestão calculista do Poder pelo Poder, de 4 em 4 anos, em vez do Poder pelo Fazer. Porque ao Partido Socialista só o poder importa e os resultados estão à vista”

Lagos não é uma qualquer cidade no panorama nacional e no contexto do Algarve. Merece melhor, precisa de mais. Há falta de liderança, visão e capacidade de fazer acontecer. Gestão calculista do Poder pelo Poder, de 4 em 4 anos, em vez do Poder pelo Fazer. Porque ao Partido Socialista só o poder importa e os resultados estão à vista. Nas últimas legislativas, a população respondeu como pensa e sente. E nestas eleições autárquicas certamente vai querer outras respostas e outros protagonistas e não mais do mesmo. E nós aqui estaremos para oferecer essa opção, se for a vontade dos lacobrigenses.

“Os protagonistas do poder não souberam interpretar os sinais dos tempos, em tempo útil. As novas gerações debatem-se com vários problemas que precisam de respostas urgentes, as famílias mais humildes adquiriram limitações que as medidas de subsidiodependência ou de mera subsistência não resolvem.”

“A classe média está com dificuldades ao nível da habitação, da carga fiscal e dos encargos com os filhos. Bem sei que o governo da AD tem dado nos últimos 11 meses e vai continuar a dar na próxima legislatura as respostas necessárias a estes problemas.”

Litoralgarve – O Chega foi o partido mais votado no concelho de Lagos, nas recentes eleições legislativas antecipadas. Ficou surpreendido? Porquê? Que avaliação faz sobre esses resultados eleitorais?

Gilberto Viegas – De uma forma muito sintética, na análise dos resultados das legislativas 2025, muitos fatores políticos e socioeconómicos de tempos mais remotos e mais recentes, trouxeram-nos até aqui. Os protagonistas do poder não souberam interpretar os sinais dos tempos, em tempo útil. As novas gerações debatem-se com vários problemas que precisam de respostas urgentes, as famílias mais humildes adquiriram limitações que as medidas de subsidiodependência ou de mera subsistência não resolvem. A classe média está com dificuldades ao nível da habitação, da carga fiscal e dos encargos com os filhos. Bem sei que o governo da AD tem dado nos últimos 11 meses e vai continuar a dar na próxima legislatura as respostas necessárias a estes problemas. Mas é um processo que tem que ter uma resposta sustentada, nas medidas e no tempo.

A globalização, com a livre circulação de pessoas e bens, trouxe-nos oportunidades, mas também ameaças para as quais não nos preparámos e não foi dada a resposta atempada. A oferta de habitação a custos acessíveis aos rendimentos mínimo e médio, é hoje um problema que só o Estado e as autarquias podem responder, por si, ou em articulação com a iniciativa privada. É um esforço hercúleo, mas que tem de acontecer. Outros sectores poderiam aqui ser considerados para fazer essa análise aos resultados. Seria exaustivo e não cabe fazê-lo agora.

Há responsáveis! Há factos concretos que nos trouxeram até aqui! Mas também há soluções, que mais uma vez caberá ao Governo da AD implementar nos próximos 4 anos e seguintes. E estou certo de que o fará! É meu entendimento que o voto expresso pela população em maio de 2025, é uma clara demonstração de reprovação à forma de fazer política nos últimos anos. Promessas incumpridas, problemas vários sem solução e carências sociais e económicas com alguma profundidade, que as pessoas sentem no seu dia-a-dia. Urge reformular a política, com mais enfoque nos cidadãos e menos nos jogos de Poder. Têm a palavra os novos governantes a nível nacional e os novos autarcas a partir de outubro de 2025. O povo é sábio e soberano em democracia, e assim deve continuar. Os protagonistas saídos dos atos eleitorais têm de saber interpretar e cumprir os compromissos assumidos.

Paulo Rosário Dias, candidato do Chega? “Conheço-o desde criança, bem como a sua família. Por essa razão, tenho consideração pessoal por ele, mas no plano político não conheço as suas capacidades ou pensamentos ideológicos ou visão sócio económica, que me permitam fazer qualquer apreciação”

Litoralgarve – O que pensa do candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal de Lagos, Paulo Rosário Dias, que até já está em campanha há algum tempo?

Gilberto Viegas – Conheço-o desde criança, bem como a sua família. Por essa razão, tenho consideração pessoal por ele, mas no plano político não conheço as suas capacidades ou pensamentos ideológicos ou visão sócio económica, que me permitam fazer qualquer apreciação. Nem me cabe fazer, agora. Certamente apresentará as suas propostas e visão sobre os problemas do Concelho e saberemos se teria capacidade para as implementar, caso ganhasse as eleições. A população lacobrigense ditará a sua decisão em função do que pretende, das propostas de cada candidato, da sua capacidade para as implementar e cumprir com os compromissos assumidos.

Litoralgarve – CDU-Coligação Democrática Unitária, liderada pelo PCP, já anunciou que o professor Alexandre Nunes, seu atual vereador na Câmara de Lagos, encabeçará, de novo, a lista a este órgão do município? Como avalia este seu mandato?

Gilberto Viegas – Sem desprimor para o candidato em causa e pelo seu desempenho na autarquia durante este mandato, dispenso-me de fazer qualquer apreciação. Contudo, o seu desempenho certamente foi muito condicionado pela esmagadora maioria do PS, à semelhança do ocorrido com o vereador do PSD, não lhes permitindo ter um papel mais determinante na gestão da Câmara.

Conheço de uma forma geral o pensamento da CDU a nível local e nacional, não concordo com os seus conceitos ideológicos da sociedade, mas admito que tem sempre preocupações sociais e apresenta propostas nessa linha de pensamento.

“Movimento ‘Lagos Com Futuro’? “A candidatura da AD, liderada por mim, quer dar e dará a resposta a muitas das preocupações manifestadas por esse Movimento de Cidadãos. Mas a sua participação política e/ou cívica é sempre salutar na vida e na dinâmica de uma comunidade.”

Litoralgarve – O Movimento ‘Lagos Com Futuro’ apresenta-se com Luís Barroso, ex-vereador, à presidência da Câmara Municipal de Lagos. O que lhe parece?

Gilberto Viegas – Os Movimentos Independentes, que normalmente apresentam candidaturas aos executivos municipais, pretendem quase sempre veicular a vontade e o sentimento de um grupo de cidadãos que não se identificam com a forma de gestão ou posicionamento dos Partidos políticos. “O Lagos com Futuro”, julgo poder dizer que cumpriu a sua função nos mandatos anteriores, propondo e contrapondo com várias posições sobre a gestão da Câmara Municipal e os problemas do Concelho, denunciando e alertando para várias lacunas do Poder Local detido pelo PS. Considero, hoje, que a candidatura da AD, liderada por mim, quer dar e dará a resposta a muitas das preocupações manifestadas por esse Movimento de Cidadãos. Mas a sua participação política e/ou cívica é sempre salutar na vida e na dinâmica de uma comunidade.

“Uma das nossas grandes preocupações no Algarve, a escassez da água em períodos de seca, tem hoje devidamente equacionada e financiada a sua resolução, com a construção da Dessalinizadora e as infraestruturas de ligação da água desde o Pomarão, no Guadiana, até às Barragens de Odeleite e Santa Clara, com o subsequente débito aos sistemas de adução das Águas do Algarve e a sua distribuição para os sistemas de abastecimento humano e atividades económicas, desde logo colmatar as insuficiências da nossa barragem da Bravura, entre outras. Com um investimento de mais de 500 milhões de euros para o Algarve, é incontornável a resolução de um problema que a todos preocupava, mas finalmente vai ter uma resposta.”

Litoralgarve – A outro nível: o senhor integrou a lista de candidatos a deputados da AD – Coligação PSD/CDS, pelo Círculo Eleitoral de Faro, à Assembleia da República, encabeçada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, proveniente de Lisboa e que foi convidada pelo Governo. O que espera desta responsável e dos restantes eleitos no Algarve? Quais as prioridades para esta região e em que prazos?

Gilberto Viegas – Tive o privilégio de integrar a lista candidata da AD pelo Algarve e de partilhar esta campanha eleitoral em todas as Terras algarvias, na companhia da Engenheria Maria da Graça Carvalho, nossa cabeça de lista, Ministra do Ambiente e da Energia na legislatura passada e já investida no cargo para esta legislatura. Já a conhecia do Parlamento Europeu, onde estive presente a seu convite, e agora tive a oportunidade de conhecer a fundo as suas capacidades de trabalho e dedicação aos problemas do país e do Algarve, em particular, enquanto membro do governo.

Uma das nossas grandes preocupações no Algarve, a escassez da água em períodos de seca, tem hoje devidamente equacionada e financiada a sua resolução, com a construção da Dessalinizadora e as infraestruturas de ligação da água desde o Pomarão, no Guadiana, até às Barragens de Odeleite e Santa Clara, com o subsequente débito aos sistemas de adução das Águas do Algarve e a sua distribuição para os sistemas de abastecimento humano e atividades económicas, desde logo colmatar as insuficiências da nossa barragem da Bravura, entre outras. Com um investimento de mais de 500 milhões de euros para o Algarve, é incontornável a resolução de um problema que a todos preocupava, mas finalmente vai ter uma resposta.

“A construção do Hospital Central do Algarve, a concretizar em Faro, com abertura do concurso de empreitada, prevista até ao final do ano, incluindo o Centro Oncológico, é mais uma resposta que o governo da AD dará às necessidades do Algarve, adiada por anos sucessivos pelos governos do PS”

Por outro lado, o sector da saúde, que muito tem afetado a vida dos algarvios, tem respostas em curso para redução dos utentes sem médico de família e as listas de espera para consultas e cirurgias. A construção do Hospital Central do Algarve, a concretizar em Faro, com abertura do concurso de empreitada, prevista até ao final do ano, incluindo o Centro Oncológico, é mais uma resposta que o governo da AD dará às necessidades do Algarve, adiada por anos sucessivos pelos governos do PS. Mas também a área da habitação, que conjuntamente com as autarquias, deverá ter uma resposta inequívoca nos próximos 4 anos.

Os resultados eleitorais de maio de 2025 são uma clara manifestação de descontentamento dos algarvios em relação aos sucessivos governos que negligenciaram o Algarve, em particular o PS que governou nos anteriores 8 anos com maioria absoluta e em 23 dos últimos 30, detendo o poder na esmagadora maioria das Câmaras Municipais (12 em 16) e a maioria dos deputados. A AD entendeu bem a mensagem dada e apresentará resultados na próxima legislatura e, também por isso, assumiu o Algarve como uma prioridade nacional. Assim o esperamos, e enquanto militantes e autarcas da AD, assim o exigiremos.

“Conheço muito bem o candidato presidencial Marques Mendes, desde longa data e merece todo o apoio e confiança para o exercício do cargo mais alto da nação, a Presidência da República”

Litoralgarve – O antigo ministro de um governo do PSD, Marques Mendes, agora candidato às eleições para a Presidência da República, as quais terão lugar em Janeiro de 2026, considera que o ex-Chefe da Armada, almirante Gouveia e Melo, que também já anunciou a sua candidatura presidencial, será “um perigo para a democracia” se for eleito. O que lhe parece essa crítica de Marques Mendes?

Gilberto Viegas – É a opinião legítima do Doutor Marques Mendes, figura de inegável prestígio no panorama político e social do país, quer como ministro, quer como líder do PSD, que respeito naturalmente. O que lhe posso adiantar é que conheço muito bem o candidato presidencial Marques Mendes, desde longa data e me merece todo o apoio e confiança para o exercício do cargo mais alto da nação, a Presidência da República. Mas, cada coisa a seu tempo, agora é tempo de autárquicas e é sobre isso que falaremos.

“O 10 de junho foi anunciado para Lagos, não apenas para a avenida. Como tal, envolver a população na sua plenitude, implicava uma ação municipal mais organizada e preocupada com as atividades económicas da cidade e a circulação de pessoas e viaturas. Era o mínimo que se esperava e se impunha”

Na entrevista ao ‘Litoralgarve’, o candidato da AD – Coligação PSD/CDS – a presidente da Câmara Municipal de Lagos, Gilberto Viegas, também não poupou críticas à organização desta autarquia, no âmbito das recentes comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas: “Quero aproveitar esta oportunidade para destacar as comemorações do dia 10 de junho e saudar Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, por ter escolhido Lagos para esta efeméride. Foi uma grande prova da beleza e do grande potencial da nossa cidade, que em muito prestigiou estas comemorações. Não foi por acaso que a Presidência da República escolheu Lagos pela segunda vez para comemorar o 10 de junho. Pena foi que a Câmara Municipal, que fez um esforço para melhorar e embelezar os espaços da avenida dos Descobrimentos, tenha falhado em vários aspetos da organização, que não puseram em causa a solenidade das comemorações, mas condicionaram fortemente a atividade dos comerciantes e o acesso dos cidadãos à baixa da cidade.”

“Cabia à Câmara Municipal ter organizado um plano de transportes urbanos que desse acesso fácil aos locais das comemorações”

E acrescentou: “Sendo certo que sempre existiriam constrangimentos ao trânsito automóvel na Avenida, também é um facto que cabia à Câmara Municipal ter organizado um plano de transportes urbanos, que desse acesso fácil aos locais das comemorações. O 10 de junho foi anunciado para Lagos, não apenas para a avenida. Como tal, envolver a população na sua plenitude, implicava uma ação municipal mais organizada e preocupada com as atividades económicas da cidade e a circulação de pessoas e viaturas. Era o mínimo que se esperava e se impunha.

Engenheiro electrotécnico, é natural do concelho de Vila do Bispo, onde foi presidente da Câmara Municipal durante três mandatos, de 1998 a 2009, e reside em Lagos. Já foi Director Regional de Economia do Algarve

Gilberto Repolho dos Reis Viegas tem 66 anos de idade (nasceu no dia 26 de Outubro de 1958), é engenheiro electrotécnico e professor do Ensino Secundário / aposentado.

Natural do Concelho de Vila do Bispo, reside em Lagos, na freguesia de São Gonçalo,desde 1993. Antes, de 1983 a 1993, morou na freguesia da Luz, neste município do barlavento algarvio.

Em termos associativos, foi Presidente da Direção e da Assembleia Geral do Clube ABC «Os Espichenses», com sede na localidade de Espiche, no concelho de Lagos, entre 1987 e 1991.

Vereador a tempo na Câmara Municipal de Lagos, no mandato de 1989 / 1993, sob a presidência do social-democrata José Valentim Rosado. Atualmente, é membro da Assembleia Municipal de Vila do Bispo

Já ao nível político, desempenhou o cargo de Vereador a tempo inteiro na Câmara Municipal de Lagos, no mandato 1989 / 1993, sob a presidência do social-democrata José Valentim Rosado. Posteriormente, foi Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, nos mandatos de 1998/2001 – 2001/2005 – 2005/2009, após o que desempenhou o cargo de Diretor Regional de Economia do Algarve, entre 2012 e 2015. Foi membro não executivo do Conselho de Administração das empresas públicas ALGAR e ÁGUAS DO ALGARVE, em representação dos Municípios do Algarve. É, no atual mandato, Membro da Assembleia Municipal de Vila do Bispo e da Assembleia Intermunicipal da AMAL

Por outro lado, em termos académicos, Gilberto Viegas frequentou a Escola Superior de Educação de Setúbal, onde adquiriu as valências pedagógicas para se efectivar no ensino. Concluiu o curso do CAGEP, que o habilita ao desempenho de Cargos Superiores da Administração Pública, designadamente Director-Geral.

Ex-professor de Eletrotécnia e de TIC nas Escolas Secundárias Júlio Dantas e Gil Eanes, em Lagos

Foi Professor de Eletrotécnia e de TIC nas Escolas Secundárias Júlio Dantas e Gil Eanes, em Lagos, tendo sido docente do quadro efetivo da Escola Gil Eanes, até Dezembro de 1997, data em que assumiu a Presidência da Câmara Municipal de Vila do Bispo.

Ainda a nível político, integrou, recentemente, a lista candidata às eleições legislativas 2025, na coligação AD – PSD/CDS, pelo Círculo Eleitoral de Faro. Agora, apresenta-se como candidato à presidência da Câmara Municipal de Lagos.