A Associação de Proteção à Rapariga e à Família (AIPAR), com sede em Faro e intervenção em todo o Algarve, lançou a campanha “Tempo de Acolher” com o objetivo de sensibilizar a população para a importância do acolhimento familiar de crianças e jovens em situação de risco. A iniciativa surge num contexto preocupante: Portugal é o país europeu com maior percentagem de crianças em sistema de proteção a viver em instituições — cerca de 95% — e um dos que menos recorre ao acolhimento familiar, com apenas 2% dos casos.
A campanha pretende alertar para a necessidade urgente de aumentar o número de famílias disponíveis para acolher temporariamente crianças e jovens que, por diferentes motivos, não podem permanecer junto das suas famílias biológicas. Segundo a AIPAR, o acolhimento familiar oferece um ambiente mais próximo, afetivo e estável, favorecendo o desenvolvimento emocional e social das crianças, em comparação com o contexto institucional.
Sob o mote “Tempo de Acolher”, a iniciativa aposta numa mensagem clara: qualquer família, independentemente da sua configuração, pode candidatar-se a acolher, desde que reúna condições de estabilidade, disponibilidade afetiva e compromisso. A associação reforça que o acolhimento não é uma adoção, mas sim uma medida temporária de proteção, acompanhada por equipas técnicas especializadas.
A campanha inclui a divulgação de um comunicado de imprensa, um visual promocional e uma entrevista no programa televisivo A Nossa Tarde, onde representantes da AIPAR explicam o processo de candidatura, os critérios de seleção e o acompanhamento prestado às famílias de acolhimento.
Com esta ação, a AIPAR pretende mobilizar a sociedade algarvia para inverter a tendência nacional e proporcionar a mais crianças a oportunidade de crescerem num ambiente familiar. Os interessados podem obter mais informações junto da associação, sediada em Faro, que acompanha todo o processo de formação e integração das famílias de acolhimento no Algarve.
A instituição sublinha que acolher é um ato de responsabilidade social e solidariedade, capaz de transformar vidas tanto das crianças como das próprias famílias que decidem abrir a porta de casa e do coração.









