Intervenção da Polícia Municipal no centro histórico de Lagos resulta em duas detenções e apreensão de haxixe

Uma intervenção da Polícia Municipal de Lagos terá culminado na apreensão de cerca de 100 gramas de haxixe e na detenção de dois indivíduos no centro histórico da cidade. Comerciantes relatam episódios recorrentes de insegurança e pedem um reforço do policiamento.

Segundo o relato de uma testemunha ao Litoralgarve, a ocorrência começou quando os agentes intercetaram um indivíduo que teria na sua posse cerca de 100 gramas de haxixe, numa situação que terá levantado suspeitas de tráfico de estupefacientes.

Durante a abordagem e os procedimentos de identificação, um segundo indivíduo terá tentado impedir a atuação policial, interferindo na revista e procurando agredir fisicamente os agentes para evitar a detenção do primeiro suspeito.

De acordo com a mesma testemunha, os polícias imobilizaram o segundo interveniente e deram-lhe voz de detenção pela alegada prática do crime de resistência e coação sobre funcionário.

Comerciantes pedem mais segurança

A intervenção foi presenciada por comerciantes do centro histórico, que descrevem o local como uma «zona sensível» e manifestam preocupação com a repetição de situações que afetam a segurança de quem ali trabalha, reside ou circula.

Segundo os testemunhos recolhidos, terão ocorrido anteriormente desacatos, insultos e ameaças contra agentes da autoridade, bem como agressões com recurso a arma branca e situações de consumo e alegado tráfico de estupefacientes.

Os relatos reforçam os apelos a uma maior presença policial e ao reforço da fiscalização naquele espaço. Uma das testemunhas adiantou que terá sido promovida recentemente uma recolha de assinaturas para uma petição destinada a solicitar mais meios para garantir a segurança e a ordem pública na zona.

Segundo a informação transmitida ao Litoralgarve, os dois detidos deverão ser presentes à autoridade judiciária para apreciação do caso e eventual aplicação de medidas de coação.

À data da publicação, os factos descritos assentam em relatos de testemunhas, carecendo de confirmação oficial quanto às circunstâncias da intervenção, à quantidade de estupefaciente apreendida e aos crimes em investigação.