Lagos – Mulher injecta-se com heroína em hotel onde nem era cliente, é surpreendida e expulsa pelo proprietário da unidade e ainda o insulta

O caso ocorreu na passada quinta-feira, dia 17 de Setembro, à tarde. A mulher, que aparenta ter cerca de 40 anos, é estrangeira, desconhecendo-se a nacionalidade.

José Manuel Oliveira

Uma mulher estrangeira, aparentando cerca de 40 anos, entrou num hotel situado em Lagos, dirigiu-se ao WC feminino e ao sair deste espaço foi surpreendida, ainda no interior da unidade turística, pelo seu proprietário a injectar-se num dos braços com heroína. Não era cliente e apenas ali entrou para utilizar os sanitários e drogar-se. Desconhece-se qual a sua nacionalidade. O caso ocorreu na passada quinta-feira, dia 17 de Setembro, por volta das 15h00.

“Desconfiei da senhora. Quando saiu daquele espaço [WC], vi a injectar-se com heroína num dos braços. Depois, expulsei-a do hotel, sob ameaça de chamar a PSP.”

“Ela nada me disse, apenas fez um gesto obsceno, exibindo o dedo médio de uma das mãos, e foi-se embora.”

“Tenho o meu escritório junto ao WC e desconfiei da senhora. Quando saiu daquele espaço, vi a injectar-se com heroína num dos braços. Depois, expulsei-a do hotel, sob ameaça de chamar a PSP. Ela nada me disse, apenas fez um gesto obsceno, exibindo o dedo médio de uma das mãos, e foi-se embora”, contou, ao ‘Litoralgarve, o proprietário daquela unidade hoteleira, pedindo o anonimato.

“Não é nossa cliente e apenas entrou no hotel para ir à casa de banho, apesar de se tratar de um espaço privado, e injectar-se”, observou o empresário. E até admitiu que a senhora, possivelmente, “estava a preparar-se para uma golpada.”

“Hoje, não se sabe quem é quem e, por isso, desconfia-se de toda a gente.”

“Aconselho os recepcionistas dos hotéis e demais funcionários a terem muito cuidado, tal como o pessoal de restaurantes e estabelecimentos comerciais, entre outros.”

“Lagos está uma cidade completamente abandalhada. Hoje, não se sabe quem é quem e, por isso, desconfia-se de toda a gente. Aconselho os recepcionistas dos hotéis e demais funcionários a terem muito cuidado com quem entra, tal como o pessoal de restaurantes e estabelecimentos comerciais, entre outros”, concluiu, ainda estupefacto com o sucedido.