Homem roubado e espancado durante a madrugada junto ao parque de estacionamento Anel Verde, na cidade de Lagos, aguarda cirurgia à face em Lisboa

Nasceu no Reino Unido, trabalha em Lagos e tem 30 anos. Regressava a casa a pé, quando foi abordado por cinco ou seis jovens, que o agrediram. Corre o risco de ficar cego de uma vista.

José Manuel Oliveira

Um cidadão de 30 anos, nascido no Reino Unido, foi assaltado e violentamente agredido por volta das 04h00 da madrugada do passado domingo, 06 de Setembro, junto ao parque de estacionamento do Anel Verde, em Lagos, quando regressava a casa a pé.

Autores do assalto com agressões são jovens portugueses residentes em Lagos, que lhe roubaram uma carteira contendo documentos e cartões multibanco. Vítima também ficou sem 4.000 euros, na sequência de movimentos bancários efectuados pelos assaltantes.

Trata-se de um crime público, podendo as autoridades policiais e o Ministério Público avançar com investigações mesmo sem queixa da vítima. Moldura penal aponta para um ano a oito anos de prisão.

Segundo apurou o ‘Litoralgarve’, o homem, que trabalha em Lagos, foi abordado por cinco ou seis jovens portugueses, também residentes nesta cidade, os quais começaram a conversar com ele, acabando por ser roubado e espancado em plena via pública. Ficou sem a carteira com documentos e cartões multibanco. Ao que se sabe, também ficou sem 4.000 euros, na sequência de movimentos bancários efectuados pelos assaltantes. Essa quantia pertencia à conta bancária da empresa em que trabalha.

Suspeitos podem estar envolvidos noutras ocorrências no Verão, em Lagos, e com ligação a outros indivíduos que têm provocado desacatos, actuando em gangue. É habitual andarem nas ruas dos bares, no centro da cidade, a pé ou de ‘scooters’ eléctricas.

Os jovens podem estar envolvidos noutras ocorrências no Verão, em Lagos, e com ligação a outros indivíduos que têm provocado desacatos, já noticiados pelo ‘Litoralgarve’, actuando em gangue. É habitual andarem nas ruas dos bares, no centro da cidade, a pé ou de ‘scooters’ eléctricas.

As agressões de que o homem foi alvo são de tal forma graves que o obrigam a estar, agora, a aguardar uma intervenção cirúrgica em Lisboa, para a reconstituição da face. Contudo, corre o risco de ficar cego de uma vista, de acordo com informações recolhidas pelo nosso Jornal. A vítima, que irá apresentar queixa na Esquadra de Lagos da Polícia de Segurança Pública (PSP), conhece “de vista” os autores do assalto e espancamento.

Na mesma madrugada de domingo, houve outro assalto com roubo, também em Lagos, desconhecendo-se, para já, mais pormenores.

O roubo e espancamento àquele indivíduo junto ao parque de estacionamento do Anel Verde, perto da Praça d´Armas e já na Estrada da Ponta da Piedade, é considerado crime público, podendo as autoridades policiais e o Ministério Público proceder à investigação mesmo sem a apresentação de queixa por parte da vítima. Após serem identificados, os suspeitos, em tribunal, incorrem numa moldura penal de um a oito anos de prisão.

Populares alertam ao ‘Litoralgarve’: “Mais uma noite em que não houve reforço de policiamento por parte do Corpo de Intervenção da PSP, sendo notório que a sua ausência neste Verão terá levado a um aumento de violência durante a madrugada.”

Já há pessoas com receio de andar sozinhas na rua durante a noite para regressar a casa ou ir trabalhar

A situação agora ocorrida e que se segue a outros episódios de violência nocturna nesta cidade, como o ‘Litoralgarve’ tem descrito, continua a provocar um sentimento de alarme entre a população, que se sente insegura, queixando-se da falta de policiamento.

“Foi mais uma noite em que não houve reforço de policiamento por parte do Corpo de Intervenção da PSP, sendo notório que a sua ausência neste Verão terá levado a um aumento de violência durante a madrugada”, alertaram, ao nosso Jornal, vários populares. Um deles até acrescentou: “Com o final do Verão, em Setembro, termina a presença de agentes do Corpo de Intervenção da PSP e cada vez mais haverá menos polícias nas ruas durante as noites em Lagos, o que provocará o aumento da insegurança.” Tal situação já contribui para o receio de quem tem de circular a pé na via pública, a fim de regressar a casa, ou para ir trabalhar.