Ambos consideram “um justo vencedor” a selecção espanhola, no Campeonato do Mundo de Futebol sénior 2026, e destacam Rodri, o seu capitão, como o melhor jogador deste torneio, disputado nos Estados Unidos da América, no Canadá e México.
Nesta entrevista conjunta ao ‘Litoralgarve’, Sara Marcelo e Ludgero Barroso traçam um balanço do Mundial, revelam o segredo para a proeza cometida pela Espanha, elegem o melhor e o pior jogo da prova, e destacam aspectos positivos e negativos, bem como o árbitro em maior relevo. Também não faltam críticas ao presidente dos Estados da América, Donald Trump, e ao principal dirigente da FIFA, Gianni Infantino, nomeadamente devido a “aspectos políticos” em torno deste Campeonato do Mundo.
Por outro lado, apontam o que falhou a Portugal, indicam os melhores jogadores e o menos produtivo, e defendem que Cristiano Ronaldo não deverá continuar na seleção, explicando o motivo. Numa altura em que o técnico Jorge Jesus assume o comando da selecção das ‘quinas’, indicam o que terá de mudar para Portugal vencer a Liga das Nações da UEFA, em 2027, o Campeonato da Europa de Futebol, no ano de 2028, e até o Mundial, em 2030, que terá lugar em Portugal. Espanha e Marrocos. “O que poderá mudar é a alma, a garra que os portugueses têm de demonstrar na conquista de ir mais além”, assim como a “atitude e consistência”, sublinham Sara Marcelo e Ludgero Barroso ao nosso Jornal. E deixam, também, recados à forma como o futebol deverá ser encarado para conquistar cada vez mais público.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – A Espanha sagrou-se campeã do mundo de futebol sénior ao ganhar por 1-0, após prolongamento, na final frente à Argentina. É um justo vencedor? Porquê? Qual o segredo desta selecção, que apenas sofreu um golo durante a prova?
Sara Marcelo – Sim, a Espanha é um justo vencedor. Isto, porque, na final frente à Argentina, foi a única equipa que demonstrou atitude para ganhar. O segredo foi precisamente a forma de jogar que manteve durante este Campeonato do Mundo de Futebol.

Ludgero Barroso – É um justo vencedor porque, acima de tudo, mereceu. Foi a equipa que melhor jogou no Mundial. Qual o segredo? O segredo foi que não se intimidou com nenhuma selecção.
“Nesta final, só a equipa espanhola quis jogar e arranjar uma solução para passar à frente do marcador. Enquanto isso, a Argentina lembrou-se, apenas, do período de prolongamento quando sofreu o golo.”
(SARA MARCELO)
“No campo emocional, a equipa espanhola mostrou-se sempre forte perante as provocações do adversário.”
“A final foi dominada em todos os aspectos pela Espanha, porque não deixou a Argentina jogar. A Argentina limitou-se a defender e só no fim do prolongamento quis resolver o jogo. Isto porque, ao que me pareceu, estava à espera de chegar aos penáltis.”
Litoralgarve – Como analisam a final do Mundial de Futebol, disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos da América? Quais os aspectos relevantes e os negativos?
Sara Marcelo – Nesta final, só a equipa espanhola quis jogar e arranjar uma solução para passar à frente do marcador. Enquanto isso, a Argentina lembrou-se, apenas, do período de prolongamento quando sofreu o golo. No campo emocional, a Espanha mostrou-se sempre forte perante as provocações do adversário. Já a Argentina teve uma postura agressiva para obter a bola.
Ludgero Barroso – A final foi dominada em todos os aspectos pela Espanha, porque não deixou a Argentina jogar. A Argentina limitou-se a defender e só no fim do prolongamento quis resolver o jogo. Isto porque, ao que me pareceu, estava à espera de chegar aos penáltis.
“Transformaram este Mundial de Futebol em questões políticas, apoiadas por um indivíduo chamado Donald Trump, que, neste momento, desempenha o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América.”
(LUDGERO BARROSO)
“Houve da parte da Argentina racismo e xenofobia. Notou-se agressividade por parte de alguns países da América Latina, levando os jogos como se fossem casos de vida ou de morte.”
“E o Presidente da FIFA – Federação Internacional de Futebol, Gianni Infantino, esteve sempre em parcialidade em relação à Argentina, com o objectivo de beneficiar sempre a selecção deste país.”
“Destaco, também, a humildade da selecção de Cabo Verde. Foi uma lição que os seus jogadores deram ao mundo.”
“A forma como a selecção do Irão foi maltratada é outro aspecto negativo que destaco neste Mundial de Futebol, com restrições ao nível de viagens nos Estados Unidos da América, tendo sido obrigada a deslocações com pouco tempo entre vários jogos.”
Litoralgarve – Qual o balanço que fazem sobre o Mundial de Futebol 2026, disputado pela primeira vez por 48 equipas, nos Estados Unidos da América, no México e no Canadá? Que aspectos positivos e negativos destacam e porquê?
Sara Marcelo – O balanço é positivo. Os aspectos positivos que destaco foram as equipas-surpresa, nomeadamente Cabo Verde, e jogos bem disputados. Quanto a aspectos negativos, aponto a logística perante elementos que iam participar num torneio desta envergadura.
Ludgero Barroso – Transformaram este Mundial de Futebol em questões políticas, apoiadas por um indivíduo chamado Donald Trump, que, neste momento, desempenha o cargo de Presidente dos Estados Unidos da América. Houve da parte da Argentina racismo e xenofobia. Notou-se agressividade por parte de alguns países da América Latina, levando os jogos como se fossem casos de vida ou de morte. E o Presidente da FIFA – Federação Internacional de Futebol, Gianni Infantino, esteve sempre em parcialidade em relação à Argentina, com o objectivo de beneficiar sempre a selecção deste país.
No tocante a aspectos positivos, os europeus demonstraram mais uma vez o valor futebolístico e multicultural neste Mundial. Por outro lado, destaco, também, a humildade da selecção de Cabo Verde. Foi uma lição que os seus jogadores deram ao mundo.
A forma como a selecção do Irão foi maltratada é outro aspecto negativo que destaco neste Mundial de Futebol, com restrições ao nível de viagens nos Estados Unidos da América, tendo sido obrigada a deslocações com pouco tempo entre vários jogos. Tal situação dificultou naturalmente a recuperação dos jogadores e a ambientação a outras cidades.
“As selecções que me provocaram mais surpresa foram as de Cabo Verde, Marrocos e Noruega, porque demonstraram um tipo de jogo leve e alegre.”
(SARA MARCELO)
“Já as equipas de que esperava mais foram a Alemanha e o Uruguai, pelo estatuto que possuem devido aos resultados obtidos noutras provas.”
“As maiores revelações, para mim, foram Marrocos, Cabo Verde e Noruega, que se apresentaram muito fortes fisicamente e revelaram muita garra e alegria de jogar.”
(LUDGERO BARROSO)
Litoralgarve – Quais as selecções que vos provocaram maiores surpresas pela positiva? E as principais decepções?
Sara Marcelo – As selecções que me provocaram mais surpresa foram as de Cabo Verde, Marrocos e Noruega, porque demonstraram um tipo de jogo leve e alegre. Já as equipas de que esperava mais foram a Alemanha e o Uruguai, pelo estatuto que possuem devido aos resultados obtidos noutras provas.
Ludgero Barroso – Foi um Mundial muito emotivo, com muitas surpresas, tanto positivas, como negativas. Houve jogos bem disputados, nomeadamente França-Inglaterra, mas também grandes desilusões, como a Alemanha, como já referi, Portugal, Brasil e Holanda. As maiores revelações, para mim, foram Marrocos, Cabo Verde e Noruega, que se apresentaram muito fortes fisicamente e revelaram muita garra e alegria de jogar.
Litoralgarve – Qual foi o melhor jogo neste Mundial de Futebol?
Sara Marcelo – França-Inglaterra, pelos muitos golos marcados, um total de dez, e de que saíram vencedores os ingleses por 6-4, conquistando, assim, o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026. Foi um jogo que provocou grande imprevisibilidade e suspense até final.
Ludgero Barroso – Na minha opinião, o melhor jogo neste Mundial foi o França-Inglaterra pelos muitos golos marcados (10). Um jogo de futebol excepcional, apesar de nenhuma das equipas estar a lutar por um lugar na final e, por isso, não poderem chegar ao título mundial.
O pior jogo? “Brasil-Noruega [1-2, de que resultou a eliminação dos brasileiros nos oitavos de final do Mundial – n.d.r.]. Esperava mais do Brasil em termos de jogo, pois teve pouca posse de bola e actuou só em contra-ataque.”
(SARA MARCELO)
“O pior jogo, na minha perspectiva, foi o que opôs o Gana ao Panamá [1-0, com o golo obtido por Caleb Yirenksy, aos 90+5minutos, a contar para fase de grupos L – n.d.r.] Pelo que vi, foi um jogo muito insonso, fraco. Nem parecia um jogo de um Mundial de Futebol.”
(LUDGERO BARROSO)
Litoralgarve – E o pior jogo?
Sara Marcelo – Brasil-Noruega [1-2, de que resultou a eliminação dos brasileiros nos oitavos de final do Mundial – n.d.r.]. Esperava mais do Brasil em termos de jogo, pois teve pouca posse de bola e actuou só em contra-ataque.
Ludgero Barroso – O pior jogo, na minha perspectiva, foi o que opôs o Gana ao Panamá [1-0, com o golo obtido por Caleb Yirenksy, aos 90+5minutos, a contar para a fase de grupos L – n.d.r.]. Pelo que vi, foi um jogo muito insonso, fraco. Nem parecia um jogo de um Mundial de Futebol.
Litoralgarve – Qual o melhor jogador neste Mundial de Futebol? E o menos produtivo?
Sara Marcelo – Rodrigo [mais conhecido por Rodri], o capitão da selecção espanhola, foi o melhor pelo trabalho consistente durante os jogos realizados até à final contra a Argentina, como médio. Quanto ao jogador menos produtivo, é difícil apontar algum neste Campeonato do Mundo. Todos tentaram jogar o melhor possível e, em minha opinião, não houve um que possa considerar ter sido menos produtivo.
Ludgero Barroso – O melhor? Destaco o capitão da selecção de Espanha, Rodri, como é conhecido, e o médio inglês Bellingham. O pior? Não destaco nenhum. Todos os jogadores tentaram dar o seu melhor neste Mundial. Por isso, é difícil definir um que possa ser considerado o pior.
“O melhor árbitro foi o esloveno Slavko Vincic, que esteve na final Espanha-Argentina. Actuou com segurança durante todo o jogo, não se intimidou com o ambiente, nem necessitou de recorrer às imagens do VAR (vídeo-árbitro) para tomar decisões. Revelou personalidade.”
(SARA MARCELO)
“O melhor árbitro deste Mundial foi o venezuelano Jesus Valenzuela, que dirigiu o jogo França-Inglaterra. Quanto ao português João Pinheiro, achei-o razoável. Contestações existem sempre durante os jogos…”
(LUDGERO BARROSO)
Litoralgarve – Qual foi melhor árbitro? E como avaliam a actuação do português João Pinheiro, que chegou a ter problemas num jogo da Argentina, com Lionel Messi…
Sara Marcelo – O melhor árbitro foi o esloveno Slavko Vincic, que esteve na final Espanha-Argentina. Actuou com segurança durante todo o jogo, não se intimidou com o ambiente, nem necessitou de recorrer às imagens do VAR (vídeo-árbitro) para tomar decisões. Revelou personalidade.
Ludgero Barroso – Para mim, o melhor árbitro deste Mundial foi o venezuelano Jesus Valenzuela, que dirigiu o jogo França-Inglaterra. Quanto ao português João Pinheiro, achei-o razoável. Contestações existem sempre durante os jogos…
Litoralgarve – O que mais destacam neste Mundial?
Sara Marcelo – A Espanha por ser a vencedora deste Campeonato do Mundo de Futebol.
Ludgero Barroso – A Espanha por ser campeã do mundo.
“O facto de não ter sido mostrado o cartão vermelho a Lionel Messi no jogo frente à Argélia, após o capitão da selecção argentina ter maltratado um jogador da equipa adversária, num lance com grande agressividade” foi um dos casos caricatos neste Mundial de Futebol.
(SARA MARCELO)
“Em pano limpo, cai a pior nódoa, segundo o velho ditado, pois são casos como estes que estragam a beleza do futebol. E o árbitro polaco Szymo Marceniak, que dirigiu o jogo Argentina-Argélia, não teve coragem de expulsar Messi.”
“Houve parcialidade, quando o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, pediu ao presidente da FIFA para que fosse revisto o cartão vermelho exibido ao jogador norte-americano Folarin Balougun, no jogo entre os EUA e a Bósnia Herzegovina, a contar para oitavos de final. Nunca aconteceu no futebol uma situação deste tipo, muito menos num Mundial.”
(LUDGERO BARROSO)
Litoralgarve – E casos caricatos?
Sara Marcelo – O facto de não ter sido mostrado o cartão vermelho a Lionel Messi no jogo frente à Argélia, após o capitão da selecção argentina ter maltratado um jogador da equipa adversária, num lance com grande agressividade. Em pano limpo, cai a pior nódoa, segundo o velho ditado, pois são casos como estes que estragam a beleza do futebol. E o árbitro polaco Szymo Marceniak, que dirigiu o jogo Argentina-Argélia, não teve coragem de expulsar Messi.
Ludgero Barroso – Houve parcialidade, quando o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, pediu ao presidente da FIFA para que fosse revisto o cartão vermelho exibido ao jogador norte-americano Folarin Balougun, no jogo entre os EUA e a Bósnia Herzegovina, a contar para oitavos de final. Nunca aconteceu no futebol uma situação deste tipo, muito menos num Mundial.
“Esperava-se mais consistência nos jogos realizados para a selecção portuguesa poder ir mais longe neste Mundial de Futebol. O que falhou foram as substituições efectuadas.”
(SARA MARCELO)
“O treinador Roberto Martínez devia ter colocado jogadores que demonstrassem mais atitude em campo.”
“Esperávamos que Portugal fosse mais longe, porque tinha valores individuais para irem à final.”
(LUDGERO BARROSO)
“Falhou porque não teve treinador à altura desta competição para criar um grupo homogéneo na selecção.”
Litoralgarve – O que esperavam da selecção portuguesa? E o que falhou para ser eliminada frente à Espanha nos oitavos de final?
Sara Marcelo – Esperava-se mais consistência nos jogos realizados para a selecção portuguesa poder ir mais longe neste Mundial de Futebol. Em minha opinião, o que falhou foram as substituições efectuadas. O treinador Roberto Martínez devia ter colocado jogadores que demonstrassem mais atitude em campo.
Ludgero Barroso – Esperávamos que Portugal fosse mais longe, porque tinha valores individuais para irem à final. Falhou porque não teve treinador à altura desta competição para criar um grupo homogéneo na selecção.
Litoralgarve – Como avaliam a estratégia do técnico Roberto Martínez?
Sara Marcelo – A percepção demonstrada fez valer que devia saber utilizar melhor os valores que o grupo possui.
Ludgero Barroso – A estratégia do treinador foi fraca, porque teria de mudar mais os jogadores. Ou, então, utilizava mais os jogadores para conseguir rentabilidade. Depois, cometeu o erro de não ter convocado um jogador como o Palhinha para este Mundial de Futebol.
“Não houve um só jogador que tenha feito a diferença na selecção, mas sim alguns, tais como João Neves, Nuno Mendes, João Cancelo, Pedro Neto, Ruben Dias e Renato Veiga, os quais tiveram momentos-chave nos jogos disputados.”
(SARA MARCELO)
“Já o menos produtivo, ou que de quem se esperava mais, foi o Bruno Fernandes.”
Litoralgarve – Qual foi o melhor jogador português e porquê, nesta fase final do Campeonato do Mundo 2026? E o menos produtivo, na vossa perspectiva?
Sara Marcelo – Para mim não houve um só jogador que tenha feito a diferença na selecção, mas sim alguns, tais como João Neves, Nuno Mendes, João Cancelo, Pedro Neto, Ruben Dias e Renato Veiga. Tiveram momentos-chave nos jogos disputados. Já o menos produtivo, ou de quem se esperava mais, foi o Bruno Fernandes.
Ludgero Barroso – João Neves, João Cancelo e Nuno Mendes foram, na minha opinião, os melhores jogadores da selecção portuguesa neste Mundial de Futebol. O menos produtivo? Penso que Bruno Fernandes podia ter feito muito mais. Depois de uma época em grande plano na equipa do Manchester United, tendo sido considerado o melhor jogador em Inglaterra, não foi produtivo ao serviço da selecção.
Litoralgarve – O que poderá mudar na selecção de Portugal, agora sob o comando técnico de Jorge Jesus? Cristiano Ronaldo deve manter-se na equipa?
Sara Marcelo – O que poderá mudar é a alma, a garra que os portugueses têm de demonstrar na conquista de ir mais além. Em relação a Cristiano Ronaldo, não deve fazer mais nenhum jogo oficial na selecção. Porquê? Devido à faixa etária em que se encontra.
Ludgero Barroso – Poderá mudar a atitude, a garra e a consistência. Quanto a Cristiano Ronaldo, em princípio não deverá fazer parte da selecção nacional, apesar de estar ainda em forma. Cristiano Ronaldo continua a viver uma situação exigente, com responsabilidade a mais por ter sido considerado, durante muito tempo, o melhor jogador do mundo, o seu estatuto, e isso acaba por pesar no seu rendimento.
Liga das Nações da UEFA, em 2026, e Campeonato da Europa de Futebol, no ano de 2028? “Espero que o valor individual desta geração sobressaia colectivamente para conseguir atingir os seus objectivos. Poderemos ganhar estas competições.”
(Sara Marcelo)
Litoralgarve – Liga das Nações da UEFA, em 2027, e Campeonato da Europa de Futebol, em 2028: o que esperam de Portugal nestas próximas competições internacionais?
Sara Marcelo – Espero que o valor individual desta geração sobressaia colectivamente para conseguir atingir os seus objectivos. Poderemos ganhar estas competições.
Ludgero Barroso – Portugal tem obrigação de reflectir nos erros cometidos e mudar com a convicção de ganhar por ter sido um dos candidatos à final neste Campeonato do Mundo, em 2026.
“Agora com Jorge Jesus no comando da selecção, Portugal até poderá chegar a campeão do mundo de futebol em 2030. Tem jogadores com valor para alcançar esse sucesso.”
(Ludgero Barroso)
Litoralgarve – A fase final do próximo Campeonato do Mundo de Futebol terá lugar em 2030, em Portugal, Espanha e Marrocos? A quatro anos de distância, como antevêem esta competição? A selecção portuguesa terá, obrigatoriamente, de ser campeã?
Sara Marcelo – A selecção portuguesa tem obrigação de trabalhar até lá para que possa realizar um bom Campeonato do Mundo e sonhar com a conquista do mesmo, ou seja, com o título, sendo um dos países organizadores.
Ludgero Barroso – Agora com Jorge Jesus no comando da selecção, Portugal até poderá chegar a campeão do mundo de futebol em 2030. Tem jogadores com valor para alcançar esse sucesso.
“O próximo Mundial terá de se guiar pela alegria que o futebol transmite às pessoas e deixar de parte questões políticas que tragam desavenças para os intervenientes do jogo. Mais respeito e ‘fair-play’ é o que se exige a todos.”
Litoralgarve – O que terá de mudar, em vossa opinião, no próximo Mundial de Futebol para o tornar um campeonato ainda mais competitivo e atractivo? Há novas regras que deverão ser implementadas? E a questão tecnológica?
Sara Marcelo – O que terá de mudar? O próximo Mundial terá de se guiar pela alegria que o futebol transmite às pessoas e deixar de parte questões políticas que tragam desavenças para os intervenientes do jogo. Mais respeito e ‘fair-play’ é o que se exige a todos.
Em termos de regras e tecnologia, são questões a ver com o tempo nas diversas competições para depois colocar em prática o que for melhor.
Ludgero Barroso – Terá de mudar a política implementada neste Mundial. É necessário os responsáveis pensarem mais na ética do futebol e como esta modalidade desportiva é transmitida ao público, com ‘fair-play’ entre todos, demonstrando sempre humildade.
As regras devem ser sempre cumpridas e a tecnologia deve ajudar a evolução do futebol nos tempos mais próximos.
“Na minha perspectiva, as referências no próximo Mundial de Futebol serão o espanhol Yamal, o capitão da selecção francesa, Mbappé, e o português João Neves. O futebol vai continuar com público, independentemente dos jogadores.”
(SARA MARCELO)
“Sempre houve referências no panorama mundial, tais como Eusébio, Pelé, Cruyft e Maradona, nos seus tempos. Eles deixaram as suas selecções e o futebol continuou.”
Litoralgarve – Depois de Cristiano Ronaldo se afastar da seleção de Portugal e de Lionel Messi deixar a da Argentina, quais serão as referências no próximo Mundial? O futebol pode perder público sem estas duas figuras, consideradas os melhores jogadores do mundo nos últimos anos?
Sara Marcelo – Na minha perspectiva, as referências no próximo Mundial de Futebol serão o espanhol Yamal, o capitão da selecção francesa, Mbappé, e o português João Neves. O futebol vai continuar com público, independentemente dos jogadores. Sempre houve referências no panorama mundial, tais como Eusébio, Pelé, Cruyft e Maradona, nos seus tempos. Eles deixaram as suas selecções e o futebol continuou.
Ludgero Barroso – O futebol continuará mesmo sem essas estrelas, como Ronaldo e Messi, tal como aconteceu com outras estrelas anteriores. As pessoas continuam a ir ver as suas equipas e as suas selecções.
SARA MARCELO
Com 37 anos de idade, Sara Marcelo é professora do ensino primário e treinadora de futebol do Esperança de Lagos, nos escalões masculino sub-8/9 e feminino sub13.
LUDGERO BARROSO
Ludgero Barroso, de 63 anos, foi futebolista do Grupo Desportivo Amador de Lagos (GDAL) e do Centro de Educação Desportiva de Lagos, tendo atuado como defesa e médio. Agora, joga ‘walking football’, uma variante do futebol, que é “futebol a andar”, destinado à prática desportiva para pessoas com mais de 50 anos, no Clube Desportivo de Odiáxere, concelho de Lagos. Para já, disputa a Liga da Associação de Futebol do Algarve.










