Um homem de 52 anos foi detido pela Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Portimão, por suspeitas da prática dos crimes de incêndio florestal agravado, resistência e coação sobre funcionário e detenção de arma proibida, na sequência de um incêndio rural ocorrido no passado dia 20 de julho, na zona do Cotifo, no concelho de Lagos.
A intervenção teve início após o alerta para o incêndio, tendo os militares da GNR deslocado de imediato meios para o local.
O suspeito foi abordado nas imediações da sua habitação e, confrontado com os indícios recolhidos durante as diligências, admitiu ter iniciado o fogo.
Durante a detenção, o homem manteve uma atitude provocadora e ameaçadora para com os militares da Guarda, sendo igualmente indiciado pela prática do crime de resistência e coação sobre funcionário.
No decurso da operação, para além de objetos/material apreendido ligado ao incêndio, os militares apreenderam ainda cartuchos de calibre 12 que o suspeito detinha sem a respetiva autorização legal, situação que configura o crime de detenção de arma proibida.
O incêndio consumiu vegetação e destruiu por completo um veículo automóvel. A rápida intervenção dos Bombeiros Voluntários de Lagos permitiu evitar a propagação das chamas para terrenos florestais e habitações situadas nas proximidades, numa altura em que o concelho de Lagos se encontrava sob risco muito elevado de incêndio, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Após permanecer detido nas instalações da GNR, o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial. O Tribunal considerou verificados os pressupostos legais para aplicação da medida de coação mais gravosa, determinando a prisão preventiva.
Foi igualmente ordenada a realização de uma avaliação clínico-psiquiátrica. Até à conclusão dessa perícia, o arguido poderá permanecer preventivamente internado numa unidade hospitalar. Caso não se confirmem fundamentos clínicos que justifiquem o internamento, será conduzido de imediato para um estabelecimento prisional, onde aguardará os ulteriores termos do processo.
O inquérito prossegue sob direção do Ministério Público.
A rápida atuação da GNR permitiu identificar e deter o presumível autor do incêndio pouco tempo após os factos, enquanto a pronta resposta dos Bombeiros Voluntários de Lagos evitou consequências potencialmente mais gravosas para pessoas, habitações e património florestal. A decisão judicial de aplicar prisão preventiva reflete a gravidade dos factos indiciados e a preocupação das autoridades judiciais em salvaguardar a segurança da comunidade, num período particularmente crítico para o risco de incêndio rural no país, em particular no Algarve.










