“Não aceitamos que nos digam que não há alternativa. Os dados são muitos e demasiado claros para não se perceber que o problema não tem a ver com a falta de soluções, mas com escolhas que são tomadas por quem tem o poder político”, afirma Manuel Catarino, garantido não baixar os braços perante as decisões governo ao nível habitacional.
Na manifestação do Movimento ‘Porta a Porta – Casas para Todos’, durante a manhã de sábado, 21 de Março, compareceram pouco mais de duas dezenas de pessoas, que não saíram do local da concentração, na Rua Victor da Costa e Silva, em frente às instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Ao ‘Litoralgarve’, um popular criticou quem só fala nos cafés e restaurantes, em Lagos, sobre a falta de habitação, mas não esteja presente em manifestações para dar a cara.
A organização do movimento ‘Porta a Porta’, em Lagos, vai “fazer a análise por não ter havido mais pessoas” neste evento e já aponta para uma outra manifestação no segundo semestre deste ano. Em luta pelo direito à habitação para todos.
José Manuel Oliveira
A colocação de cartazes e papéis em montras de estabelecimentos e noutros locais públicos, além da divulgação de informação através das redes sociais, sobre uma manifestação do movimento pelo direito à Habitação ‘Porta a Porta – Casa para Todos’, marcada para a manhã de sábado, dia 21 de Março de 2026, a partir das 10h.30m., em Lagos, com início na Rua Victor da Costa e Silva (em frente às instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens), não parece ter sido suficiente para mobilizar a população a participar no evento.
Estiveram pouco mais de duas dezenas de pessoas concentradas na Rua Victor da Costa e Silva (em frente às instalações da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens), em Lagos. Por isso, não houve manifestação até ao centro da cidade, junto aos CTT, como estava previsto
Como o ‘Litoralgarve’ constatou no local, apenas compareceram pouco mais de duas dezenas de pessoas, com a particularidade de a maioria pertencer, precisamente, ao Movimento ‘Porta a Porta – Casa para Todos’. Entre os presentes, além de jovens, destaque para José Manuel Freire, figura carismática em Lagos, conhecido militante do Partido Comunista Português (PCP) e agora deputado da Coligação Democrática Unitária (CDU) na Assembleia Municipal; Celso Costa, responsável pela Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP; Manuel Catarino, dirigente do partido neste concelho; e Sofia Portela, que integra, também, o movimento ‘Lagos Mais Verde’, promotor do projecto com vista à criação de um Parque Verde, num espaço onde funcionou uma escola e está abandonado há décadas, nesta cidade, além de estar envolvida em iniciativas para a reabilitação da mata de Barão de São João, atingida por um vasto incêndio no Verão do ano passado.
“As pessoas falam muito nos cafés e restaurantes sobre falta de habitação em Lagos, mas, depois, quando há estas manifestações não aparecem, não dão a cara. É a cidade que temos…” – lamenta, ao ‘Litoralgarve’, um popular ao ver pouca gente na manifestação do Movimento ‘Porta a Porta’
Ao deparar com pouca gente no local de concentração da manifestação do Movimento ‘Porta a Porta – Casa para Todos’, um popular lamentou ao ‘Litoralgarve’: “As pessoas falam muito nos cafés e restaurantes sobre falta de habitação em Lagos, mas, depois, quando há estas manifestações não aparecem, não dão a cara. É a cidade que temos…”
Um carro da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lagos estava na Rua Victor da Costa e Silva para prestar apoio à manifestação, a qual deveria passar por uma parte da Avenida dos Descobrimentos e terminar na Rua Porta de Portugal, junto ao edifício dos CTT. Contudo, nem saiu do local da concentração, não tendo sido necessária a intervenção das autoridades.
Manifestação a um sábado de manhã, durante o período do funcionamento dos mercados, com muitas pessoas a irem às compras, poderá ter contribuído para a presença de poucos populares na iniciativa
Questionado pelo ‘Litoralgarve’ com a presença de pouco mais de duas dezenas de populares (chegaram a ser contadas 25), Manuel Catarino, um dos responsáveis do movimento ‘Porta a Porta – Casas para Todos’, em Lagos, admitiu ser necessário “fazer a análise por não ter havido mais pessoas” nesta iniciativa. O facto de ter sido marcada para um sábado de manhã (noutros anos foi à tarde), período de maior movimento nos mercados, o que leva muita gente às compras, poderá ter contribuído para a fraca adesão popular. Por outro lado, Manuel Catarino chamou a atenção para a importância de Lagos marcar presença neste evento, tal como Faro, no Algarve. Mesmo com pouca gente, “não participar não é opção”, observou, reconhecendo que “a organização necessita de mais pessoas.”
No segundo semestre de 2026, poderá haver outra manifestação do movimento ‘Porta a Porta – Casas para Todos’, em Lagos.
Além de Lagos, saíram às ruas populares nas cidades de Aveiro, Barreiro, Benavente, Braga, Coimbra, Covilhã, Faro, do Funchal, de Leiria, Lisboa, Ponta Delgada, Portalegre, do Porto, de Vila Nova de Santo André e Viseu.
Nalgumas das placas, com várias cores e grafismos, exibidas por populares na Rua Victor Costa e Silva, em Lagos, podia ler-se:
CASAS PARA TODOS
LUTA PELO DIREITO À HABITAÇÃO
BASTA DE ALOJAMENTO LOCAL
LIBERTAR CASAS PARA AS FAMÍLIAS
BASTA DE DESPEJOS
BAIXAR AS RENDAS
PROTEGER OS CONTRATOS
EXIGIMOS
– JUROS
+ HABITAÇÃO
“Continuam a dizer-nos que isto é normal e que o mercado resolve. Dizem-nos até que 2.300 euros é uma renda “moderada”, mas nós perguntamos: moderada para quem?”
“É que o esforço financeiro das famílias para arrendar casa encontrava-se, no último trimestre de 2025, nos 80 por cento a nível nacional e nos 90 por cento no Algarve.”
“No que respeita à compra de casa, a taxa de esforço era de 70 por cento a nível nacional e, no Algarve, chegou mesmo a atingir 97 por cento.”

Pelas 11h.20m, Manuel Catarino deu início ao seu discurso, escrito, junto a uma coluna de som. Depois de saudar os presentes e destacar, nomeadamente, a luta pelo direito para cada pessoa e sua família “a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto que preserve a intimidade pessoal e a privacidade pessoal familiar – tal como dispõe o artigo 65º. da Constituição da República Portuguesa”, realçou que “Portugal é o segundo país da União Europeia, onde os preços mais subiram nos últimos cinco anos – aliás, quase duplicaram -, agravado pelo facto de o poder de compra ser dos menores entre os Estados-Membros. ”
“Continuam a dizer-nos que isto é normal e que o mercado resolve. Dizem-nos, até, que 2.300 euros é uma renda “moderada”, mas nós perguntamos: moderada para quem?” “É que o esforço financeiro das famílias para arrendar casa encontrava-se, no último trimestre de 2025, nos 80 por cento a nível nacional e nos 90 por cento no Algarve. E no que respeita à compra de casa, a taxa de esforço era de 70 por cento a nível nacional e, no Algarve, chegou mesmo a atingir 97 por cento”, notou.
“No Algarve, desde 2022, o preço das casas aumentou entre 65.000 euros a 106.000 euros e, no que toca ao arrendamento, verificaram-se acréscimos mensais de 300 euros a 570 euros. Por outro lado, os rendimentos dos habitantes no Algarve subiram, apenas, entre 170 euros a 240 euros.”
“Agravando o problema, a percentagem de alojamentos locais licenciados é de 11 por cento do parque habitacional do Algarve, enquanto a das casas municipais ou sociais é, apenas, de 1,1 por cento”
Em “2021, existiam na nossa região 46.752 casas vazias.”
E prosseguiu em tom crítico: “Ainda quanto ao Algarve, refira-se que, desde 2022, o preço das casas aumentou entre 65.000 euros a 106.000 euros e, no que toca ao arrendamento, verificaram-se acréscimos mensais de 300 euros a 570 euros. Por outro lado, os rendimentos dos habitantes no Algarve subiram, apenas, entre 170 euros a 240 euros. Agravando o problema, a percentagem de alojamentos locais licenciados é de 11 por cento do parque habitacional do Algarve, enquanto a das casas municipais ou sociais é, apenas, de 1,1 por cento, sendo que, à data de 2021, existiam na nossa região 46.752 casas vazias.”
“Por iniciativa da Câmara Municipal de Lagos, desde 2018 apenas foram atribuídas 29 habitações em regimes de apoio ao arrendamento, prevendo-se a atribuição de, apenas, 18 durante o presente ano.”
“Não obstante a promessa da Câmara em construir 213 habitações, para além de não ser certa a data da atribuição e de ser, apenas, em Bensafrim e [na freguesia de] São Gonçalo [em Lagos], está ainda muito longe de resolver o gravíssimo problema que Lagos enfrenta: é que lembremos, em 2024 candidataram-se à atribuição de habitações municipais cerca de 2.000 agregados familiares”
“Em Lagos – alertou Manuel Catarino -, o valor das rendas continua a aumentar e, em 2025, atingiu um novo recorde dos últimos sete anos, enquanto os preços das casas atingem, hoje, 4.553 euros por metro quadrado. Quanto ao alojamento local, à data de hoje estão registados em Lagos mais de 4.400 casas para este fim. Já quanto à construção por iniciativa da Câmara Municipal de Lagos, desde 2018 apenas foram atribuídas 29 habitações em regimes de apoio ao arrendamento, prevendo-se a atribuição de, apenas, 18 durante o presente ano. Não obstante a promessa da Câmara em construir 213 habitações, para além de não ser certa a data da atribuição e de ser, apenas, em Bensafrim e [na freguesia de] São Gonçalo [em Lagos], está ainda muito longe de resolver o gravíssimo problema que Lagos enfrenta: é que lembremos, em 2024 candidataram-se à atribuição de habitações municipais cerca de 2.000 agregados familiares, pelo que, repetimos, e tal como prevê a Constituição, é ao Estado que incumbe o papel central de assegurar o direito à habitação. E é também por isso que hoje aqui estamos.” É que, acrescentou, “também em Lagos é notório que, na verdade, o problema não se prende com uma suposta falta de casas. O que há é falta de casas com preços e rendas acessíveis à generalidade das famílias!”
Veja-se, a título de exemplo, o mais recente pacote legislativo para a habitação – o tal que considera que 2.300 euros é uma renda moderada -, pacote esse aprovado por PSD, CDS e Iniciativa Liberal e viabilizado com a hipócrita abstenção do Chega, partido que aponta o dedo a todas as minorias, excepto uma: os grandes proprietários e fundos que enriquecem à custa do direito humano à habitação.”
Depois de uma ligeira pausa e tratando por “companheiras e companheiros” quem o escutava, Manuel Catarino deixou vários recados a nível partidário, ao governo, e um apelo ao novo Chefe de Estado, socialista António José Seguro: “Não aceitamos que nos digam que não há alternativa. Os dados são muitos e demasiado claros para não se perceber que o problema não tem a ver com a falta de soluções, mas com escolhas que são tomadas por quem tem o poder político. Veja-se, a título de exemplo, o mais recente pacote legislativo para a habitação – o tal que considera que 2.300 euros é uma renda moderada -, pacote esse aprovado por PSD, CDS e Iniciativa Liberal e viabilizado com a hipócrita abstenção do Chega, partido que aponta o dedo a todas as minorias, excepto uma: os grandes proprietários e fundos que enriquecem à custa do direito humano à habitação.” E em seguida, dirigiu um apelo ao atual inquilino do Palácio de Belém: “Apelamos, por isso, ao Senhor Presidente da República que, se realmente quer cumprir e fazer cumprir a Constituição, vete o pacote de habitação, JÁ!”
“Queremos travar a especulação e queremos mobilizar os lucros dos bancos – incluindo os cinco principais em Portugal, que, em 2025, lucraram 14 milhões de euros por dia – para pagar o aumento das prestações dos créditos à habitação”

“E para que sejam os mais ricos e poderosos a pagar os desmandos de mais uma das suas guerras, que nada tem a ver com os interesses do nosso povo. Sim, porque daqui, hoje, também gritamos: paz sim, guerra não!”
Posteriormente, aproveitando a falta de regulação do mercado habitacional em Portugal, lançou mais recados, desta vez, às instituições bancárias e, de uma forma indirecta, em particular ao conflito no Médio Oriente, entre os Estados Unidos da América, Israel e o Irão, com as repercussões já sentidas no aumento do custo de vida.
“Sim, afirmamos e defendemos, sem hesitação, políticas alternativas, desde logo rendas reguladas e comportáveis para os nossos salários; contratos estáveis e duradouros; fim dos despejos sem alternativa digna; mais habitação pública e menos promessas. Queremos travar a especulação e queremos mobilizar os lucros dos bancos – incluindo os cinco principais em Portugal, que, em 2025, lucraram 14 milhões de euros por dia – para pagar o aumento das prestações dos créditos à habitação e para que sejam os mais ricos e poderosos a pagar os desmandos de mais uma das suas guerras, que nada tem a ver com os interesses do nosso povo. Sim, porque daqui, hoje, também gritamos: paz sim, guerra não!” Ouviram-se palmas.
“O problema da habitação não é, nem pode ser, normal; é uma violência social contra quem precisa de casa para viver.”
“É uma política que perpetua problemas que poderão atingir todos e cada um de nós e as nossas famílias, nomeadamente a sobrelotação, o despejo injusto e sem alternativa digna ou a migração economicamente forçada, particularmente a emigração de trabalhadores qualificados, e tantos deles jovens.”
Manuel Catarino continuou a sua intervenção do movimento ‘Porta a Porta’, manifestação com o ‘slogan’ ‘Casa para Viver – JÁ NÃO DÁ!’, lançando mais alertas: “O problema da habitação não é, nem pode ser, normal; é uma violência social contra quem precisa de casa para viver. É uma política que perpetua problemas que poderão atingir todos e cada um de nós e as nossas famílias, nomeadamente a sobrelotação, o despejo injusto e sem alternativa digna ou a migração economicamente forçada, particularmente a emigração de trabalhadores qualificados, e tantos deles jovens.”
“Mas é por isso mesmo – vincou – que o Movimento Porta a Porta cá estará, vivo nos seus propósitos, enquanto movimento nacional de luta pelo direito à habitação, a intensificar a luta que os vai travar.” “É preciso – avisou Manuel Catarino – inverter as políticas e resolver isso, ou terão o nosso combate, tal como tiveram nos últimos aos, tal como tiveram no Verão passado – e também aqui em Lagos -, naquela que foi a única ação de luta pela habitação em Portugal no ano de 2025.”
“Lutaremos até que viver dignamente em Portugal volte a ser possível”
Já nas despedidas, reforçou: “Lutaremos até que viver dignamente em Portugal volte a ser possível. Lutaremos as vezes que forem necessárias, garantindo que, unidos – desde logo no Movimento Porta a Porta -, manteremos o problema da habitação na discussão pública e na agenda mediática, forçando soluções verdadeiramente democráticas, fazendo cumprir a Constituição da República Portuguesa, fazendo cumprir um dos propósitos mais bonitos de Abril, o direito à habitação digna.”
E a concluir:
“Companheiras e companheiros, a luta continua!
Viva o direito constitucional à habitação!
Viva o Movimento Porta a Porta!
Viva a Constituição da República!
Viva o 25 de Abril!”
Eram 11h27m. quando Manuel Catarino terminou a sua intervenção, entre aplausos.
Há famílias a dormir em garagens, na cidade de Lagos, e apartamentos T1, T2 e T3 sobrelotados, com diversas pessoas, que pagam a renda, em conjunto, para ali poderem pernoitar
Segundo apurou o ‘Litoralgarve’, em Lagos, numa altura em que os preços do arrendamento de habitação continuam a aumentar, já há famílias a dormir em garagens e apartamentos T1, T2 e T3 sobrelotados, albergando diversas pessoas, que pagam, em conjunto, o aluguer.
O arrendamento de um apartamento T1 pode custar, em média, 600 euros por mês, em Lagos, enquanto há quartos que estão a ser alugados pela quantia de 500 euros. E em 2025, existiam mais de 47.000 casas vazias no Algarve.
Em Lagos, um apartamento T3 custa, em média, 300 mil euros
Numa altura em que “a tendência é o lucro” e “há desregularização do mercado”, como sublinhou, ao ‘Litoralgarve’, Manuel Catarino, do movimento ‘Porta a Porta – Casa para Todos’, um apartamento T3 custa, em média, 300.000 euros, em Lagos.
Só em Lagos, existem entre 70 a 90 pessoas sem-abrigo
De acordo com os últimos dados oficiais conhecidos, só em Lagos o número de pessoas sem-abrigo, entre portugueses e imigrantes, atinge entre 70 e 90. Há quem durma na rua, num espaço situado nas traseiras do hipermercado Pingo Doce, na Avenida da República, e até em praias. Por outro lado, o ‘Litoralgarve’ conhece situações de casas em estado degradado, sem luz, nem água, que, entretanto, foram ocupadas, nalguns casos porque os donos não vivem em Lagos e não têm possibilidades financeiras para mandar efectuar obras com vista à sua recuperação, aluguer ou venda. E há, pelo menos, um caso, em que uma antiga habitação, há anos abandonada, está a servir de abrigo para vários toxicodependentes, que ali se dedicam, também, ao tráfico de droga perante o receio de moradores na zona, que lamentam a falta de atuação da Câmara Municipal de Lagos e das autoridades policiais.
Na época baixa do turismo, há unidades de Alojamento Local com dois quartos, alugadas a 772 euros semanais

Em Março, o preço atinge, nalguns casos, 497 euros também por semana
Já no tocante ao Alojamento Local (AL), houve uma redução em Lagos, onde, mesmo assim, existem mais de quatro mil. Há espaços a esse nível, com dois quartos, cujos proprietários os alugam por 772 euros semanais. Na denominada época baixa do turismo, um AL pode custar 474 euros por semana. Em Março, o preço atinge, nalguns casos, 497 euros semanais.
Alojamento Local para quatro pessoas por 900 euros semanais, em Agosto, em Lagos
E na Praia da Luz, para um casal com duas crianças custa 1.000 euros por, apenas, quatro/cinco dias, durante o mesmo período do ano
A poucos meses do Verão e com a perspectiva de a guerra no Médio Oriente, entre os Estados Unidos da América, Israel e Irão, contribuir para um significativo aumento de turistas, de várias nacionalidades, em Portugal e, particularmente, no Algarve, o preço do aluguer de uma unidade de Alojamento Local, sem piscina, em Lagos, está a ser anunciado por 900 euros semanais, para quatro pessoas, durante Agosto. E na Luz, localidade turística deste concelho do barlavento algarvio, um AL para um casal com duas crianças custa, no Verão, 1.000 euros por, apenas, quatro/cinco dias, como está anunciado nas redes sociais.










