Partido Comunista Português lamenta a morte do Papa Francisco, compara-se aos seus ideais e apresenta condolências à Igreja Católica

“O PCP, que tem uma história de décadas e uma intervenção actual relevante com católicos e outros crentes, em diversas frentes de intervenção progressista, e onde tantos católicos participam nas lutas pela Paz e a transformação social, assinala a acção do Papa Francisco a favor do diálogo e contra a intolerância”, destaca o partido.

José Manuel Oliveira

Em comunicado dirigido aos órgãos de comunicação social e reencaminhado para o ‘Litoralgarve’, o Gabinete de Imprensa do Partido Comunista Português (PCP) lamenta o falecimento do Papa Francisco, ocorrido ao início da manhã desta segunda-feira (07h.35m.), dia 21 de Abril de 2025, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, em Roma.

“Marcou a Igreja, os católicos e outros cristãos nesta fase da história da humanidade, com uma grande proximidade às causas da Paz, de defesa dos direitos económicos e sociais e de justiça para os excluídos desta sociedade “submetida a interesses financeiros” ”

“Faleceu o Papa Francisco, um Papa que marcou a Igreja,os católicos e outros cristãos nesta fase da história da humanidade, com uma grande proximidade às causas da Paz, de defesa dos direitos económicos e sociais e de justiça para os excluídos desta sociedade “submetida a interesses financeiros”. As suas Encíclicas, designadamente Laudato Si’ e Fratelli Tutti, constituem um avanço importante na doutrina social da Igreja”, começa por referir o Partido Comunista Português.

E acrescenta: “O PCP, que tem uma história de décadas e uma intervenção actual relevante com católicos e outros crentes, em diversas frentes de intervenção progressista, e onde tantos católicos participam nas lutas pela Paz e a transformação social, assinala a acção do Papa Francisco a favor do diálogo e contra a intolerância, lamenta o seu falecimento e apresenta as suas condolências a todos os católicos e à Igreja Católica.”

Internado durante mais de um mês devido a uma infecção bilateral, recebeu alta e apareceu de surpresa na missa de Domingo de Páscoa, numa varanda da Basílica de São Pedro, em Roma, com uma mensagem lida por um bispo, deixando recados para a guerra, nomeadamente na Faixa de Gaza, entre israelitas e palestinianos, do grupo Hamas

Recorde-se que, após ter estado internado num hospitaldurante mais de um mês, devido a uma infecção bilateral, o Papa acabou por surpreender os fiéis durante a missa deDomingo de Páscoa, dia 20 de Abril, ao aparecer, devidamente acompanhado e em cadeira de rodas, mas já bastante debilitado, na varanda da Basílica de São Pedro, em Roma, desejando uma “Boa Páscoa” às centenas de pessoas que assistiam à celebração.

Num discurso lido pelo Bispo Diego Ravelli, o Papa deixou uma mensagem para o “desarmamento” e o fim das guerras que alastram, nomeadamente na Ucrânia e na Faixa de Gaza, neste caso no conflito entre israelitas e palestinianos, liderados pelo grupo Hamas.

“A luz da Páscoa convida-nos a derrubar as barreiras que criam divisão e estão carregadas de consequências políticas e económicas”, apelou o Papa. 

Em seguida, ainda percorreu a Praça de São Pedro, no papamovel a até distribuiu rebuçados a crianças.

Causa do falecimento: “Acidente Vascular Cerebral (AVC) e consequente insuficiência cardíaca irreversível”situação confirmada através de um electrocardiograma. Ainda esteve em coma

Segundo o Vaticano, a morte do Papa Francisco deveu-se aum “Acidente Vascular Cerebral (AVC) e consequenteinsuficiência cardíaca irreversível”, situação confirmada através de um electrocardiograma. Ainda esteve em coma.

Filho de imigrantes italianos, Jorge MarioBergoglio nasceu num bairro de Buenos Aires, na Argentina, a uma semana do Natal de 1936

Nascido a 17 de Dezembro de 1936, no Bairro Flores, de Buenos Aires, na Argentina, Jorge Mario Bergoglio, filho de um casal de imigrantes italianos e o mais velho de quatro irmãos, tinha 88 anos de idade, foi Papa durante oito anos e o 266º. da Igreja Católica, sucedendo a Bento XVI. Por vontade expressa do Papa Francisco, o primeiro adoptar esta designação, será sepultado, com “simplicidade”, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Já o Governo português decretou três dias de luto.