Vila do Bispo homenageia o seu padroeiro, São Vicente, entre críticas políticas, promessas autárquicas e recados internos, com poesia, raposa e ouriço, e Tolerância Zero à mistura

No Dia do Município de Vila do Bispo, 22 de Janeiro de 2025, o auditório do Centro Cultural desta localidade contou com a presença de, apenas, cerca de meia centena de pessoas, entre autarcas e representantes de vários organismos oficiais. Um evento cultural, com poesia de Sara Martins, serviu de aperitivo para a sessão solene, durante a qual surgiram acusações e elogios ao executivo municipal, liderado, em minoria, pelo PS, e muitos recados para o período que antecede as eleições autárquicas a realizar em Setembro ou Outubro deste ano. Tal sucede numa altura em que já é notória a agitação entre partidos para recrutar candidatos para as suas listas.

José Manuel Oliveira

Em tempo pré-eleitoral para as autárquicas, as quais terão lugar em Setembro ou Outubro deste ano, Vila do Bispo comemorou o seu feriado municipal no dia 22 de Janeiro, com uma sessão solene no auditório do Centro Cultural na sede do concelho, em homenagem ao seu padroeiro, São Vicente, e onde não faltaram críticas e elogios à gestão camarária, presidida pela socialista Rute Silva, que, na parte final, aproveitou para fazer um balanço de três anos de mandato.

Antes dos discursos, Sara Martins, ‘designer’ e autora “Dar oportunidades à poesia”, subiu ao palco para apresentar um espetáculo de performance poética, designado ‘O Esculpir da Sombra’, em ambiente escuro, com o apoio técnico de Luís Carrasquinho, a servir de inspiração cultural aos presentes. Estes corresponderam com aplausos.

Luciano Rafael, presidente da Assembleia Municipal de Vila do Bispo, cita o líder espiritual budista Dalai Lama, com a frase «Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver».” Isto serviu para lembrar o trágico falecimento do presidente da Junta de Freguesia de Sagres, Clésio Ricardo

Já o presidente da Assembleia Municipal de Vila do Bispo, Luciano Rafael, encerrou a sessão solene, pelas 11.34m., com uma das intervenções mais marcantes do encontro, na qual não faltaram avisos para a campanha eleitoral, que se perspetiva bastante renhida neste concelho do barlavento algarvio, numa altura de escolha dos candidatos dos vários partidos.

Após o recordar o martírio que levou à morte o diácono São Vicente às mãos do Império Romano, Luciano Rafael citou Dalai Lama, com a frase deste líder espiritual budista, ex-chefe de Estado do Tibete: «Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um chama-se ontem e o outro amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver». Tal serviu para referir o trágico falecimento do presidente da Junta de Freguesia de Sagres, Clésio Ricardo, no dia 12 de Outubro de 2024, vítima de ataque cardíaco quando orientava, como técnico, a equipa de futebol de veteranos do Clube Recreativo Infante de Sagres. “Todas as palavras são poucas quando nos deparamos com tamanha fatalidade, que nos faz pensar o efémero da nossa existência”, notou o autarca.

Ao fazer uma reflexão “sobre o contexto internacional e geopolítico em que vivemos atualmente”, Luciano Rafael criticou “uma crescente e generalizada falta de interesse e intervenção crítica por parte da sociedade na política e processos de decisão, colocando nas mãos de alguns, ingenuamente e de forma irresponsável, decisões que nos vão hipotecar a todos.” “A falta de conhecimento, ou o uso privilegiado do mesmo para fins menos nobres, colocam em causa os valores fundamentais que formam a base de uma sociedade livre, justa e, utopicamente, perfeita. Discursos simplistas, desprovidos de qualquer conteúdo ou sentido, e sem o devido escrutínio, que aludem à emoção de insatisfações populares, invariavelmente enganam os mais incautos. O preço e a consequência, pagamos todos a jusante!” – lamentou, acrescentando: “enganem-se aqueles que pensam que tal apenas ocorre ao nível supramunicipal.”

“O rumo do concelho nos últimos anos foi exatamente aquele que a Câmara Municipal desejou, ou teve a capacidade de executar”

E prosseguiu: “Como é sabido, no nosso concelho o desenvolvimento nas diferentes áreas tem apresentado dinâmicas díspares conforme os diferentes mandatos autárquicos. Sendo um concelho periférico e em território de baixa densidade, a sua administração é reconhecidamente exigente e, acima de tudo, obriga a um planeamento rigoroso, com o estabelecimento de prioridades, que não sejam as de mero expediente. Independentemente da sua configuração política, a Assembleia Municipal, enquanto órgão deliberativo, nunca serviu de entrave às pretensões do executivo municipal neste mandato. Note-se que ao nível partidário o executivo em permanência na Câmara Municipal não tem maioria política, situação que também se verifica no órgão deliberativo. Assim, pode concluir-se que o rumo do concelho nos últimos anos foi exatamente aquele que a Câmara Municipal desejou, ou teve a capacidade de executar.”

“As comissões municipais, criadas neste mandato (….) fracassaram no nosso município. Das quatro, três não funcionaram!”

Para Luciano Rafael, o facto de presidir à Assembleia Municipal de Vila do Bispo “não deixo ser crítico do seu desempenho”, notando que “a minha posição e intervenções são públicas.” “Apesar de considerar que se tornou um órgão autárquico mais transparente, visível e acessível, nomeadamente através da transmissão das reuniões nas plataformas digitais ou a descentralização pelas várias freguesias, não perceciono que cumprimos com o que pensei que fosse o exigível e as expectativas dos nossos concidadãos”, reconheceu aquele responsável autárquico.

Lembrou, a propósito, que quando, em 2021, tomou posse no cargo, foi abordado muitas vezes por residentes no concelho de Vila do Bispo, no sentido de saberem quais as funções da Assembleia Municipal, ou confrontado com questões que não são da sua competência. “Esta situação remete-nos para a falta de visibilidade e proximidade deste órgão autárquico”, observou Luciano Rafael. Nesse sentido, apresentou “como exemplo as comissões municipais, criadas neste mandato. Correntes e a desenvolver trabalho noutros municípios, fracassaram no nosso. Das quatro, três não funcionaram! Teriam sido uma oportunidade para aprofundar e criar conhecimento crítico, mas também para nos aproximarmos junto de quem nos confiou o seu voto.”

Refira-se que, no mandato de 2021/25, foram criadas as seguintes comissões permanentes na Assembleia Municipal de Vila do Bispo:

–  Finanças, Património, Recursos Humanos e Processos de Descentralização de Competências entre a Administração Central e o Município ou entre o Município e as Freguesias;

– Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana e Obras Municipais, Infraestruturas Básicas, Rede Viária, Mobilidade e Segurança;

– Economia, Turismo, Inovação, Internacionalização, Sustentabilidade Ambiental, Ação Climática;

– Habitação, Direitos Sociais e Cidadania, Saúde, Cultura, Educação, Juventude e Desporto

Segundo apurou o ‘Litoralgarve’, apenas tem funcionado a Comissão Municipal do Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana e Obras Municipais, Infraestruturas Básicas, Rede Viária, Mobilidade e Segurança, presidida pelo social-democrata Gilberto Viegas e da qual fizeram parte, também, Luís Costa (Bloco de Esquerda), Luciano Rafael (Grupo de Cidadãos Independentes «Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo») e Paulo Borges (PS).

Foi, então, que o presidente da Assembleia Municipal de Vila do Bispo aproveitou para deixar recados aos “senhores e senhoras deputadas” das outras comissões por entenderem “que não existiram assuntos pertinentes que merecessem reflexão e que, no mínimo, segundo o regulamento, reunissem três vezes em cada ano.”

“Salvo honrosas exceções, em todos os grupos municipais, umas mais frequentes, outras pontuais – quer concordemos, ou não, com as intervenções – considero que não houve debate, remetendo-se este órgão autárquico, por diversas vezes, para situações meramente correntes que advêm do que nos chega do órgão executivo”

“A cegueira política e ideológica nada acrescenta e enviesa o debate. Os prejudicados são sempre os mesmos, os cidadãos!”

Reforçando as suas críticas, Luciano Rafael referiu que “salvo honrosas exceções, em todos os grupos municipais, umas mais frequentes, outras pontuais – quer concordemos, ou não, com as intervenções – considero que não houve debate, remetendo-se este órgão autárquico, por diversas vezes, para situações meramente correntes que advêm do que nos chega do órgão executivo.” E admitiu que a sua própria intervenção política “poderá e deverá ser objecto de crítica”, deixando essa análise para outras pessoas.

Por outro lado, assinalou, “estes anos foram de aprendizagem e conhecimento, principalmente no campo das relações pessoais que advêm da participação política. Genuinamente independente e livre, sem a necessidade de desempenhar um cargo político, ou qualquer outro, neste campo sou, hoje, um cidadão mais ciente das relações que quero manter, ou vir a estabelecer.”

E em ano de eleições autárquicas, Luciano Rafael aproveitou a oportunidade para lançar outros recados: “Será desejável elevação entre todos os que se apresentam ao escrutínio e que o debate se centre no que realmente interessa, de forma construtiva, verdadeira e sem os artifícios e cosmética que tanto se utilizam nestes contextos. Fazendo um paralelismo ao já referido sobre São Vicente e ao que levou à destruição do seu culto no nosso território, também a cegueira política e ideológica nada acrescenta e enviesa o debate. Os prejudicados são sempre os mesmos, os cidadãos!”

“Tolerância Zero! aos ignóbeis que se escondem por detrás de um teclado ou de um perfil falso nas redes sociais.”

“Tolerância zero no que se refere a questões que ultrapassem os limites no ponto de vista pessoal, profissional ou político, e, no mesmo sentido, tolerância zero no que se refere ao órgão autárquico a que presido.”

“Existe facilidade em chegar à origem da cobardia na intervenção pública que, além de criticável e ignominiosa, pode e deve ser penalizada”

Nesta fase pré-eleitoral, Luciano Rafael deixou, ainda, “uma mensagem: “Tolerância Zero!”, dirigindo-se, em particular, “aos ignóbeis que se escondem por detrás de um teclado ou de um perfil falso nas redes sociais.” “Tolerância zero no que se refere a questões que ultrapassem os limites no ponto de vista pessoal, profissional ou político, e, no mesmo sentido, tolerância zero no que se refere ao órgão autárquico a que presido. Temos de estar todos conscientes de que o conceito de liberdade não se coaduna com alguns tipos de abordagem, e de que, caso queiramos, existe facilidade em chegar à origem da cobardia na intervenção pública que, além de criticável e ignominiosa, pode e deve ser penalizada”, alertou.

“A campanha política já se perfila entre os diferentes espectros políticos. Desejo, honestamente, que os candidatos de todas as forças políticas estejam realmente interessados em ser mais do que um nome para completar uma lista, independentemente da posição que ocupem ou da possibilidade de sere eleitos”, apelou Luciano Rafael, citando o escritor norte-americano Richard Bach. “«Qualquer ideia poderosa é absolutamente fascinante e absolutamente inútil até decidirmos usá-la».”

Ricardo Perdiz, deputado municipal do grupo de cidadãos independentes ‘Somos Pelo Concelho  – Vila do Bispo’, usa a parábola da raposa e do ouriço para criticar gestão camarária socialista

Quem também esteve em destaque nesta sessão solene foi Ricardo Perdiz, deputado à Assembleia Municipal pelo grupo de cidadãos independentes «Somos Pelo Concelho  – Vila do Bispo», ao usar a parábola da raposa e do ouriço para criticar a gestão do PS no executivo camarário.

Depois de referir o facto de Vila do Bispo celebrar o seu Feriado Municipal e homenagear o seu padroeiro, São

Vicente, considerou que “este é um momento especial para refletirmos sobre a nossa identidade, os desafios que enfrentamos e, mais importante, sobre o futuro que desejamos construir para o nosso concelho e para todos os que aqui vivem.”

“Nos últimos anos, o concelho tem estado à deriva. A gestão municipal tem revelado falta de visão estratégica, incapacidade de planear a longo prazo e uma preocupante inércia diante de problemas que afetam diretamente a qualidade de vida dos nossos munícipes”

“No entanto, este dia não é apenas uma ocasião para celebrações. É, também, um momento para olharmos com honestidade para a realidade que nos rodeia. Vila do Bispo, com todos os seus recursos naturais e o seu enorme potencial, enfrenta desafios que não podem mais ser adiados ou negligenciados. Nos últimos anos, o concelho tem estado à deriva. A gestão municipal tem revelado falta de visão estratégica, incapacidade de planear a longo prazo e uma preocupante inércia diante de problemas que afetam diretamente a qualidade de vida dos nossos munícipes”, acusou Ricardo Perdiz.

Foi então que este representante do grupo de cidadãos independentes «Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo», manifestou o desejo de partilhar, na sessão solene, “uma parábola animal que considero especialmente relevante para esta ocasião.” E passou a citar: “O filósofo Isaiah Berlin, no seu ensaio ‘O Ouriço e a Raposa´, escreveu que «A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe uma coisa muito importante. Esta ideia distingue duas formas de pensar e de liderar. Por um lado, os ouriços concentram-se numa única grande ideia, subordinando tudo o resto a essa visão. Por outro, as raposas reconhecem a complexidade do mundo e abordam os desafios com várias perspetivas.»

Rute Silva “ governa como um ouriço, obcecado com projetos simbólicos que não respondem às necessidades reais do concelho. Por outro lado, atua como uma raposa desorientada, desperdiçando recursos em iniciativas dispersas e incoerentes. Ambos os modelos, isoladamente, têm levado Vila do Bispo ao imobilismo.”

Tal serviu de mote para Ricardo Perdiz reforçar o seu ataque contra a atuação socialista na liderança do concelho de Vila do Bispo: “Infelizmente, a gestão do executivo camarário nos últimos anos parece ter os defeitos de ambos, sem as suas virtudes. Por um lado, governa como um ouriço, obcecado com projetos simbólicos que não respondem às necessidades reais do concelho. Por outro, atua como uma raposa desorientada, desperdiçando recursos em iniciativas dispersas e incoerentes. Ambos os modelos, isoladamente, têm levado Vila do Bispo ao imobilismo.”

“A falta de investimento em habitação pública e reabilitação urbana é um problema crónico que exige ação urgente. Muitos munícipes, especialmente os jovens, enfrentam grandes dificuldades em aceder a habitação própria e permanente, um desafio que compromete a fixação de novas gerações no nosso território.”

“O défice de soluções habitacionais para a população, associado às limitações impostas pelo atual Plano Diretor Municipal (PDM), torna ainda mais difícil o desenvolvimento sustentável do concelho. Nas nossas escolas, os alunos enfrentam condições indignas, com edifícios degradados e sem as ferramentas adequadas para o sucesso educativo. As creches e escolas estão no limite da sua capacidade, o que dificulta a capacidade do concelho em acolher as famílias jovens e responder ao aumento da população.”

Isto, porque, observou Ricardo Perdiz, “as infraestruturas do nosso concelho continuam deficitárias e, em muitos casos, ultrapassadas. A falta de investimento em habitação pública e reabilitação urbana é um problema crónico que exige ação urgente. Muitos munícipes, especialmente os jovens, enfrentam grandes dificuldades em aceder a habitação própria e permanente, um desafio que compromete a fixação de novas gerações no nosso território. O défice de soluções habitacionais para a população, associado às limitações impostas pelo atual Plano Diretor Municipal (PDM), torna ainda mais difícil o desenvolvimento sustentável do concelho. Nas nossas escolas, os alunos enfrentam condições indignas, com edifícios degradados e sem as ferramentas adequadas para o sucesso educativo. As creches e escolas estão no limite da sua capacidade, o que dificulta a capacidade do concelho em acolher as famílias jovens e responder ao aumento da população. Na saúde, a ausência de médicos de família continua a ser uma questão premente, comprometendo o direito básico à saúde para todos os nossos munícipes.”

E prosseguiu as suas críticas: “As vias rodoviárias, além de envelhecidas, apresentam falhas que colocam em risco a segurança de quem as utiliza. A falta de uma rede viária eficiente limita a mobilidade e o desenvolvimento do concelho. Ao mesmo tempo, o abastecimento de água tem apresentado falhas recorrentes e as condições das condutas são inadequadas, o que compromete a qualidade e a fiabilidade deste recurso essencial.”

“Temos um aumento significativo de casas ilegais dispersas pelo concelho, com a prática de campismo e caravanismo ilegal ou irregular a crescer de forma descontrolada”

“Adicionalmente, o concelho sofre com o défice de infraestruturas desportivas que, se bem planeadas, poderiam contribuir para o bem-estar de jovens e menos jovens e promover um estilo de vida mais ativo e saudável. E se, por um lado, temos um deficiente planeamento no que toca à oferta de serviços e equipamentos, por outro, temos um aumento significativo de casas ilegais dispersas pelo concelho, com a prática de campismo e caravanismo ilegal ou irregular a crescer de forma descontrolada”, acrescentou aquele deputado municipal do grupo de independentes ‘Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo’.

“O Museu de Vila do Bispo – Celeiro da História e a Ecovia e Ciclovia do Litoral Sudoeste são exemplos de iniciativas que, apesar da sua relevância potencial, não deveriam sobrepor-se à urgência de melhorar as condições de vida da população”

Na opinião de Ricardo Perdiz, “enquanto isso, assistimos à priorização de projetos que, embora válidos em termos conceptuais, não atendem às necessidades mais urgentes dos nossos cidadãos. O Museu de Vila do Bispo – Celeiro da História e a Ecovia e Ciclovia do Litoral Sudoeste são exemplos de iniciativas que, apesar da sua relevância potencial, não deveriam sobrepor-se à urgência de melhorar as condições de vida da população.”

“Esta é uma liderança que, ao priorizar o acessório em detrimento do essencial, continua a demonstrar uma desconexão preocupante com as reais necessidades do município”, lamentou.

“Do que Vila do Bispo necessita é de uma liderança que combine o melhor de ambos: a clareza de visão e a determinação do ouriço, aliadas à flexibilidade e à capacidade de adaptação da raposa”

“Neste contexto – defendeu –  a parábola de Isaiah Berlin [filósofo e escritor judeu, de nacionalidade russa e naturalizado britânico, já falecido – n.d.r.] oferece-nos uma lição valiosa: não precisamos de escolher entre ser ouriços ou raposas. Do que Vila do Bispo necessita é de uma liderança que combine o melhor de ambos: a clareza de visão e a determinação do ouriço, aliadas à flexibilidade e à capacidade de adaptação da raposa. Esta combinação é fundamental para enfrentar os complexos desafios do presente e do futuro, desde a mobilidade até à sustentabilidade ambiental, passando pela habitação, saúde e educação. A governação não pode ser reduzida a uma única ideia ou dispersar-se em múltiplas direções sem propósito. Deve ser um equilíbrio entre visão e ação, entre estratégia e pragmatismo.”

A determinada altura, Ricardo Perdiz fez notar que “é neste espírito que o movimento «Somos pelo Concelho de Vila do Bispo» apresentou ao longo dos últimos quase quatro anos um compromisso responsável e centrado nas reais prioridades do nosso município”, pois “não somos apenas um movimento político: somos cidadãos, vizinhos e munícipes que acreditam que Vila do Bispo precisa de uma liderança que coloque o interesse das pessoas em primeiro lugar.”

“Defendemos uma gestão clara e transparente, com prioridades bem definidas e ações concretas. Entre essas prioridades, destacamos a urgência de requalificar as vias rodoviárias e as infraestruturas do concelho, resolver as falhas no abastecimento de água e melhorar as condições das condutas.”

“É imperativo também avançar com políticas de habitação acessível, especialmente para os jovens e as famílias. Precisamos de reabilitar as nossas escolas, garantir a presença de médicos de família e construir novas infraestruturas desportivas”

Por isso, sublinhou, “defendemos uma gestão clara e transparente, com prioridades bem definidas e ações concretas. Entre essas prioridades, destacamos a urgência de requalificar as vias rodoviárias e as infraestruturas do concelho, resolver as falhas no abastecimento de água e melhorar as condições das condutas. É imperativo também avançar com políticas de habitação acessível, especialmente para os jovens e as famílias. Precisamos de reabilitar as nossas escolas, garantir a presença de médicos de família e construir novas infraestruturas desportivas. Além disso, é essencial criar bolsas de estacionamento, resolver o problema do caravanismo ilegal e garantir que a gestão dos recursos públicos seja feita com eficiência e em benefício de todos os munícipes, sempre com uma visão a longo prazo e um foco na qualidade de vida de todos.”

“A gestão do Partido Socialista dura há quase 16 anos, é evidente que Vila do Bispo precisa de um novo rumo. Um rumo com mais visão, mais compromisso e mais proximidade com as reais necessidades da nossa comunidade.”

“Estamos em 2025, um ano que será decisivo para o nosso município. A gestão do Partido Socialista dura há quase 16 anos, é evidente que Vila do Bispo precisa de um novo rumo. Um rumo com mais visão, mais compromisso e mais proximidade com as reais necessidades da nossa comunidade”, preconizou Ricardo Perdiz.

 “«A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe uma coisa muito importante.» A liderança de que Vila do Bispo precisa é aquela que sabe muitas coisas e as une numa grande ideia: o bem-estar de todos os seus munícipes.”

A concluir, aquele deputado municipal voltou a lembrar a famosa parábola animal. “Gostaria de terminar com a ideia que vos trouxe no início: «A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe uma coisa muito importante.» A liderança de que Vila do Bispo precisa é aquela que sabe muitas coisas e as une numa grande ideia: o bem-estar de todos os seus munícipes.”

Inês Morgado, deputada municipal do Bloco de Esquerda, defende que as celebrações “devem, servir, também, de reflexão política para afirmar valores”, pede “respeito e proteção pelo património histórico e cultural” e apela para que “não se percam” tradições neste concelho

Na sua intervenção, a deputada do Bloco de Esquerda, Inês Morgado, considerou que as festas integradas no Dia do Município são um momento para “celebrar a identidade e a cultura” (…), “mas devem servir, também, de reflexão política para afirmar valores” no concelho de Vila do Bispo.

A autarca disse ser “necessário respeito e proteção pelo património histórico e cultural, de modo a garantir o crescimento económico e a qualidade de vida das pessoas, sem prejudicar a autenticidade das suas tradições.” Para Inês Morgado, é preciso “garantir que estas tradições não se percam” e, ao mesmo, assegurar o “desenvolvimento sustentado e a preservação da sua cultura e defesa do património.”

“Falta de ambição e inércia no concelho de Vila do Bispo, que, nos últimos três anos, esteve aquém de resolver “carências, como por exemplo a falta de acessos, problemas na educação e na retenção de talentos”, acusa o deputado municipal do PSD Carlos Ventura

Por sua vez, Carlos Ventura, da coligação liderada pelo PSD, ao apontar São Vicente como um “exemplo de coragem” há séculos, num “convite à reflexão” para enfrentar “novos desafios, novos obstáculos”, em tempo de “crise ambiental e conflitos que estão a assolar o mundo”, lamentou a “falta de ambição e inércia no concelho de Vila do Bispo, que, nos últimos três anos, esteve aquém” de resolver “carências, como por exemplo a falta de acessos, problemas na educação e na retenção de talentos.”

“Desde o início deste mandato, nada foi feito em termos de investimento [no abastecimento da rede] de água, falta mais habitação e no sector turístico não se tem investido para que [surjam] trabalhadores ou investidores. Falta planeamento”, realçou aquele deputado municipal do PSD, acrescentando que o partido, “enquanto oposição” neste concelho, “tem alertado” para a situação. “O PSD não deixou de cumprir o seu dever”, reforçou Carlos Ventura.

“Quem gosta, volta e gosta”, nota Anabela Franco, deputada municipal socialista, elogiando a “estratégia” do seu partido na Câmara Municipal de Vila do Bispo e “os apoios sociais fundamentais para ajudar famílias que precisam”

Já a deputada do PS Anabela Franco, após ouvir um rol de críticas à gestão do seu partido na Câmara Municipal, saiu em defesa da presidente socialista, Rute Silva, com elogios a começar pelas comemorações em honra de São Vicente, através de “um programa que dignifica e valoriza Vila do Bispo.” ”Quem gosta, volta e gosta”, observou, numa alusão à “estratégia” seguida neste concelho, apesar das “críticas” em ano eleitoral.

Aquela representante socialista lembrou o concurso lançado para a construção de “29 habitações a custos controlados”, com o objectivo de “fixar os mais jovens” no município, a “recente criação da ecovia e ciclovia” na zona do Cabo de São Vicente, “os apoios sociais fundamentais para ajudar famílias que precisam”, a “reabilitação da Escola EB 2.3 São Vicente”, em Vila do Bispo, o apoio “a alunos com necessidades especiais”, obras no “Centro de Saúde” desta localidade e o “apoio ao associativismo”, nomeadamente com a melhoria de condições “do relvado do campo de futebol.”

Por outro lado, Anabela Franco lembrou que dois terços da população do concelho foram beneficiados com “mais de quatrocentos contadores de água”, bem como em “edifícios públicos”, através de torneiras adequadas, permitindo a economia a esse nível, além da “reabilitação em edifícios camarários, com projetos em curso.” A essa situação juntou-se o “investimento no parque automóvel para melhorar as condições dos trabalhadores da Câmara Municipal de Vila do Bispo”, sublinhou a deputada do PS.

O destaque para o programa ‘Aldeia Segura’ na freguesia de Barão de São Miguel

Pouco depois, o presidente da Junta de Freguesia de Barão de São Miguel, Alberto Encarnação, eleito no movimento de cidadãos independentes através da Lista Unitária do Progresso (LUP), classificou São Vicente como um “guia espiritual” da Igreja Católica “para o Algarve e para o Município de Vila do Bispo”, saudando a sua “proteção e identidade.” Ao nível da Freguesia de Barão de São Miguel, o autarca destacou o protocolo celebrado entre a Junta e a Câmara Municipal, de apoio logístico no âmbito do programa ‘Aldeia Segura’, com a Guarda Nacional Republicana e os Bombeiros Voluntários do concelho, além de representantes de outras entidades. E aproveitou para agradecer a “união de esforços”, nomeadamente ao nível de atividades culturais com a Sociedade Recreativa de Barão de São Miguel.

Ana Custódio, presidente da Junta de Freguesia de Budens: Das “lições valiosas”, com “união, abnegação”, resultantes da pandemia da Covid-19, à importância do programa “ ‘Rota das 5 aldeias de Budens’, na valorização do património e uma nova oportunidade para a economia local”

Por seu turno, a presidente da Junta de Freguesia de Budens, Ana Custódio (PS), ao fazer um balanço sobre três anos de mandato, reconheceu o facto de a recente pandemia ter proporcionado “lições valiosas” ao nível de “união, abnegação”, registadas após a Covid-19. Em relação à concretização de projetos, salientou, entre outros, o programa “ ‘Rota das 5 aldeias de Budens’, que teve o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo, “com visão e determinação”, permitindo o “arranjo de caminhos para acessibilidades” nesta freguesia, “na valorização do património e uma nova oportunidade para a economia local”.

Ana Custódio salientou, igualmente, a realização de programas culturais e sociais, nomeadamente o centro de férias para “convívio de crianças” a brincar e aprender em diversas atividades durante o Verão. Além disso, frisou a importância de aulas em prol da saúde e bem-estar entre as pessoas, bem como “programas de âmbito cultural e social e tradições, como convívios entre gerações.”

“Estar nas ruas a ouvir pessoas, resolver um problema na rua e ouvir pessoas em dificuldades, em parceria com a Câmara Municipal.”

“Recursos limitados” são “um grande desafio” na freguesia de Budens, que, além desta localidade, abrange Vale do Boi, Burgau, Salema e Figueira

Durante o seu discurso, além dos eventos, a presidente da Junta de Freguesia de Budéns lembrou a importância de “estar nas ruas a ouvir pessoas, resolver um problema na rua e ouvir pessoas em dificuldades, em parceria com a Câmara Municipal.” Ao mesmo tempo, Ana Custódio apontou como “um grande desafio” a existência de “recursos limitados” na freguesia de Budens, que, além desta localidade, abrange Vale do Boi, Burgau, Salema e Figueira, deixando um apelo para a união de esforços entre entidades, pois “só juntos” será possível resolver problemas.

Marisa Dias, presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira, lamenta “vazio de ideias”, “um presente sombrio e, mais preocupante ainda, perspetiva-se um futuro de completa escuridão. Uma governação sem marca, resumindo-se a uma imagem de mera contrafação.”

Nesta sessão solene do Dia do Município, a presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira, Marisa Dias (eleita pelo grupo de cidadãos independentes ‘Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo’) encerrou o período destinado às intervenções destes autarcas do concelho, lembrando que outros políticos, no passado, deixaram as suas marcas, nomeadamente ao nível da habitação, da rede viárias, do saneamento básico, abastecimento de água, da segurança e da sustentabilidade financeira, ambiental e social.

“Fomos, também, num passado mais recente, um concelho com políticos que desenvolveram políticas de progresso, com soluções para os problemas de habitação, abastecimento de água e saneamento, rede viária, iluminação pública, proteção civil, segurança, sustentabilidade financeira, ambiental e social, promoção do território e das suas gentes. Um concelho onde cada político governou deixando a sua marca”, enalteceu Marisa Dias.

Em seguida, passou a apontar críticas à gestão socialista na Câmara Municipal de Vila do Bispo: “Mas se o nosso passado foi de luz, o mesmo não se poderá dizer do presente. Um presente sombrio e, mais preocupante ainda, perspetiva-se um futuro de completa escuridão.

Uma governação sem marca, resumindo-se a uma imagem de mera contrafação.”

“Veremos supostos independentes e opositores ao regime, serem os maiores defensores dos ideais políticos e das políticas que, há tão pouco tempo criticavam”

“Veremos ervas a crescerem livremente nos passeios e nos terrenos adquiridos para construção de habitação e da nova escola de Vila do Bispo; veremos a proliferação de edificações ilegais por todo o concelho”

“Veremos contratar dezenas de trabalhadores, achando que isso é suficiente para que eles, em troca lhes deem o voto nas próximas eleições (…); veremos apoios financeiros a serem distribuídos sem quaisquer limitações ou critérios; veremos a distribuição de beijos e abraços e a parabenização nas redes sociais”

“Se dúvidas existirem – antecipou – vamos, durante os próximos tempos, dissipá-las: Veremos supostos independentes e opositores ao regime, serem os maiores defensores dos ideais políticos e das políticas que, há tão pouco tempo, criticavam; veremos ervas a crescerem livremente nos passeios e nos terrenos adquiridos para construção de habitação e da nova escola de Vila do Bispo; veremos a proliferação de edificações ilegais por todo o concelho; veremos contratar dezenas de trabalhadores, achando que isso é suficiente para que eles, em troca lhes deem o voto nas próximas eleições. Veremos a inversão de crescimento populacional; veremos apoios financeiros a serem distribuídos sem quaisquer limitações ou critérios; veremos a distribuição de beijos e abraços e a parabenização nas redes sociais; veremos a gestão municipal cada vez menos transparente; veremos, infelizmente, dia após dia, o nosso concelho a definhar.”

As críticas de Marisa Dias não ficaram por aqui. “E o que não veremos?”, questionou. “Não veremos um projeto de uma obra idealizada pelos atuais responsáveis políticos; não veremos uma ideia inovadora dos atuais governantes; não veremos qualquer política de modernização administrativa; não veremos um tijolo nos terrenos adquiridos para construção de habitação e outros equipamentos; não veremos a inauguração de uma única obra projetada pelos atuais responsáveis políticos.”

E adiantou: “Em suma, hoje inauguram-se obras projetadas ou iniciadas no passado, na certeza de que amanhã, com os mesmos protagonistas, seremos um vazio de ideias, de projetos e de esperança no futuro. Não nos venham apontar o dedo, quando governam à deriva e usam o trabalho de outros para se promoverem. Não tentem apagar a verdade nem impor a vossa realidade, pois poderá o tempo vos reservar um lugar ao nível das vossas políticas – o vazio.”

“Muitas vezes, fomos a única voz que se fez ouvir, durante este mandato. Fomos quem teve coragem de denunciar, publicamente, a atual gestão municipal.”

“Não nos vitimizamos. Apenas crescemos.”

Já perto do final da sua intervenção, a presidente da Junta de Freguesia de Vila do Bispo e Raposeira, Marisa Dias, eleita pelo grupo de cidadãos independentes ‘Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo”, como referimos, sublinhou: “muitas vezes, fomos a única voz que se fez ouvir, durante este mandato. Fomos quem teve coragem de denunciar, publicamente, a atual gestão municipal.” “Cumprimos, desta forma, as funções para as quais fomos eleitos e pelas quais prestámos juramento. Fomos, claramente, prejudicados nas nossas funções e, por consequência nas diferentes ações da freguesia. Mas isso não nos impediu de trabalhar em prol da nossa comunidade. Isso não nos impediu de termos a nossa obra feita e que nos deixa orgulhosos e com sentimento de dever cumprido. Não nos vitimizamos. Apenas crescemos.”

Dirigindo-se, em particular, aos cidadãos de Vila do Bispo e da Raposeira, Marisa Dias afirmou ainda: “Independentemente das dificuldades é importante que cada um de vós saiba que trabalhamos, diariamente, para vos proporcionar um serviço público de qualidade.

Estamos, e estaremos disponíveis para cumprir o propósito para o qual fomos eleitos – servir cada um de vós com verdade, rigor, competência e honestidade.”

No auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo estavam presentes o secretário e o tesoureiro da Junta de Freguesia de Sagres, mas não houve intervenções por parte desta autarquia.

Cinco dias dedicados à “proximidade” com as populações das freguesias do concelho e presidentes das Juntas

Já a presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Rute Silva, após “evocação histórica” ao patrono São Vicente, destacou o “municipalismo”, conferido a 16 de Agosto de 1662, como tendo possibilitado uma “gestão mais de independência local.” “A cultura é a mãe do povo”, disse a certa altura.

Sobre a atualidade, Rute Silva lembrou que, no programa das festividades do município de Vila do Bispo, em Janeiro de 2025, houve cinco dias dedicados à “proximidade” com as populações das freguesias do concelho e presidentes das Juntas, classificando esta ação como “regionalização algarvia.” E aproveitou para destacar a “singela homenagem” póstuma prestada a Clésio Ricardo, presidente da Junta de Freguesia de Sagres, eleito para este mandato na lista do movimento de cidadãos independentes ‘Somos Pelo Concelho – Vila do Bispo’. Clésio Ricardo, falecido em 2024, passou a ser, desde Janeiro de 2025, o nome do Pavilhão Multiusos de Sagres.

Mais de oito mil visitantes de 48 nacionalidades no ‘Museu de Vila do Bispo – Celeiro da História’, desde a sua inauguração há um ano

Um ano após a inauguração, Rute Silva destacou o ‘Museu de Vila do Bispo – Celeiro da História’, que “foi ao encontro da população”, tendo registado mais de oito mil visitantes de 48 nacionalidades. Considerou que a importância deste equipamento não se encontra ao nível do elevado número de visitantes, mas “sim na valorização do património cultural, recebida de herança coletiva, no trabalho na terra por parte de gerações.”

Num discurso com cerca de vinte minutos, a autarca socialista destacou, em jeito de balanço, a habitação, a saúde, a educação, o abastecimento de água, a reabilitação de infraestruturas, o ambiente e o turismo como principais bandeiras deste seu mandato. Na habitação, apontou para 29 apartamentos na Quinta do Amparo, em Vila do Bispo, com a comparticipação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a que se segue um loteamento em Budens e em Barão de São Miguel. Frisou, por outro lado, obras para execução no Centro de Saúde de Vila do Bispo, no valor de um milhão e duzentos mil euros, enquanto ao nível da educação indicou a Escola Básica de Sagres, com um orçamento de 350.000 euros, a cedência de um terreno para o Centro Escolar de Vila do Bispo, num investimento de um milhão de euros, e a construção de parques infantis.

Na rede viária, Rute Silva lembrou a Estrada Nacional nº. 268, em Sagres, onde um novo pavimento implica o dispêndio de 160 mil euros, a que se junta a criação de estacionamento e pavimentação, além de ecopontos, na localidade turística da Salema, no valor de 20.000 euros.

“Há infraestruturas em processo de reabilitação no concelho de Vila do Bispo”

Em destaque estiveram, também, a remodelação do abastecimento de água no concelho de Vila do Bispo, a substituição de iluminação e a aquisição da Herdade da Boca do Rio, no montante de 900.000 euros, numa aposta da “valorização do património ambiental” do concelho.

Já na fase final da sua intervenção, Rute Silva recordou a criação da ecovia e ciclovia de São Vicente, na zona de Sagres, no valor de dois milhões de euros, a implantação de 77 contadores de água e a aquisição de novas viaturas para serviço da autarquia. “Há infraestruturas em processo de reabilitação no concelho de Vila do Bispo”,

disse a presidente. Antes de finalizar, deixou uma referência ao quadro de pessoal do município, lembrando que “também sou funcionária da Câmara Municipal.”

Pouco depois da sessão solene, que contou com a presença cerca de meia centena de pessoas no auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo, entre representantes da Guarda Nacional Republicana, da Delegação Marítima de Sagres, dos Bombeiros Voluntários de Vila do Bispo, além do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA), José Apolinário, do Delegado Regional do Instituto Português da Juventude e Desporto, Custódio Moreno, e autarcas dos concelhos de Vila do Bispo e Lagos, os convidados receberam das mãos de funcionárias, junto a uma porta, uma pequena caixa. No seu interior estava um brasão, no qual se pode ler, de um lado, “Câmara Municipal de Vila do Bispo”, com o respetivo símbolo, e do outro, «Barão de São Miguel».