Eleições Autárquicas 2021 – Pedro Moreira, candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal de Lagos: “Não gosto de maiorias absolutas. Tornam-se arrogantes na ação e fechadas e limitadas nas soluções”

“A primeira medida que tomarei caso seja eleito será a remodelação de alguns departamentos municipais  (…)   As chefias atuais nesse departamento  [de urbanismo]    são as mesmas há mais de 30 anos e considero esse facto pouco saudável a vários níveis.“

“Se não for eleito presidente da Câmara, cumprirei o meu mandato como vereador eleito, respeitando a vontade e a confiança daqueles que em mim e na minha equipa votaram”

“A segurança é também uma preocupação, assim como as acessibilidades ou a sua requalificação, como é o caso da EN125 entre o Chinicato e Lagos e as rotundas que circundam a cidade”

“(…) vendo a forma como o Algarve tem vindo a ser tratado, ou destratado e esquecido pelos governos centrais, com os investimentos que são vitais à região como o novo hospital do Algarve, o problema da água, as acessibilidades viárias e ferroviárias, só para falar dos mais importantes a serem deixados na gaveta, começo a pensar que a regionalização será mesmo uma solução viável de futuro.”

O Litoralgarve enviou um questionário aos candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lagos às eleições autárquicas marcadas para o dia 26 de Setembro de 2021. Pedro Moreira, do Partido Social Democrata (PSD), foi o primeiro a responder. Diz que tem “uma equipa de gente competente, independente e interessada a dar um novo rumo a Lagos”, aponta a habitação a preços acessíveis como prioridade e promete “uma viatura para prestar cuidados de saúde a populações das freguesias rurais que vivam mais isoladas”.

Litoralgarve   –  O que o leva a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal de Lagos?

Pedro Moreira  – Por um lado, a falta de ideias e soluções que o atual executivo tem demonstrado nos últimos mandatos. Estamos no fim de um ciclo de 20 anos. Vejo o nosso concelho parado no tempo, sem soluções que satisfaçam os anseios legítimos dos lacobrigenses. Por outro, tenho a disponibilidade, a competência e o desprendimento suficiente, ou seja, não sofro de constrangimentos de qualquer espécie e não tenho ambições futuras que não sejam servir a minha cidade, e tenho uma equipa de gente competente, independente e interessada a dar um novo rumo a Lagos.

Litoralgarve   – Como reagirá se não for eleito presidente da Câmara? Deixará a política?

Pedro Moreira  – Se não for eleito presidente da Câmara, cumprirei o meu mandato como vereador eleito, respeitando a vontade e a confiança daqueles que em mim e na minha equipa votaram. Apresento-me aos Lacobrigenses com um projeto válido e julgo que as ideias que temos vindo a apresentar têm cabimento e oportunidade para ser executadas com ganho de qualidade de vida para todas e todos.

Litoralgarve  – Será possível exercer a presidência sem maioria absoluta? Com que partidos / forças políticas estabelecerá acordos?

Pedro Moreira – É possível e até desejável. Não gosto de maiorias absolutas. Como se tem infelizmente provado, a capacidade de decidir sozinho conduz à prepotência e a um certo totalitarismo de pensamento. Tornam-se arrogantes na ação e fechados e limitados nas soluções. E as asneiras começam a tornar-se recorrentes, porque independentemente das cores políticas, todos aqueles que se dispõem a intervir na vida política da nossa comunidade trazem sempre uma mais valia que não pode nem deve ser desprezada.

“O departamento de urbanismo necessita de alguém com uma visão diferente daquela que tem levado o concelho a um desenvolvimento desequilibrado a nível da habitação acessível e do próprio crescimento da cidade que temos assistido”

Edificio Câmara Municipal de Lagos

Litoralgarve  – Qual a primeira medida que tomará se for eleito presidente da Câmara Municipal e porquê? 

Pedro Moreira – A primeira medida que tomarei caso seja eleito será a remodelação de alguns departamentos municipais. Considero, por exemplo, que o departamento de urbanismo necessita de alguém com uma visão diferente daquela que tem levado o concelho a um desenvolvimento desequilibrado a nível da habitação acessível e do próprio crescimento da cidade que temos assistido. As chefias atuais nesse departamento são as mesmas há mais de 30 anos e considero esse facto pouco saudável a vários níveis.

“A nossa prioridade será a habitação acessível aos lacobrigenses com rendimentos médios e baixos e a requalificação dos espaços públicos existentes”

Litoralgarve  –  E o que pensa levar a efeito durante o próximo mandato autárquico até 2025?

Pedro Moreira  – A nossa prioridade será a habitação acessível aos lacobrigenses com rendimentos médios e baixos e a requalificação dos espaços públicos existentes. A segurança é também uma preocupação, assim como as acessibilidades ou a sua requalificação, como é o caso da EN125 entre o Chinicato e Lagos e as rotundas que circundam a cidade. Mas temos um programa eleitoral variado com a criação, por exemplo, de um serviço municipal de saúde que terá entre outras valências uma viatura para prestar cuidados de saúde a populações das freguesias rurais que vivam mais isoladas.

Litoralgarve  – Qual é o maior desafio que este concelho enfrenta nos próximos anos?

Pedro Moreira  – O maior desafio será o da habitação acessível que lhe permitirá sair do atrofiamento económico e social em que se encontra e, depois, a melhoria da qualidade de vida das populações, através da qualidade do espaço público, dos serviços de saúde e também importante uma aposta em novas formas de economia menos dependentes do turismo de sol e praia. Temos um manancial de recursos à nossa disposição que teremos de começar a potenciar.

“Vejo o nosso património natural, como é o acesso às praias cada vez mais degradado, vejo o nosso património histórico e cultural a ir pelo mesmo caminho, vejo os equipamentos públicos sem manutenção, a nossa ETAR avariada a enviar esgotos não tratados para a Ribeira de Bensafrim. Em 15 anos, não vi uma única habitação social construída pelo município”

Litoralgarve  – Que avaliação faz deste mandato autárquico no concelho? Quais os aspetos positivos e negativos que destaca?

Pedro Moreira – Este mandato autárquico é de quatro anos e não de dois e é bom que os lacobrigenses não o esqueçam. Infelizmente não o posso considerar positivo. Vejo o nosso património natural, como é o acesso às praias cada vez mais degradado, vejo o nosso património histórico e cultural a ir pelo mesmo caminho, vejo os equipamentos públicos sem manutenção, a nossa ETAR avariada a enviar esgotos não tratados para a Ribeira de Bensafrim. Em 15 anos não vi uma única habitação social construída pelo município, estando agora 17 habitações em construção nas freguesias rurais e a obra da CHESGAL a andar com uma lentidão que não se coaduna com a urgência e as necessidades da população, a falta de apoio efetivo aos empresários durante a pandemia, enfim. Pela positiva, o plano de vacinação e os apoios de emergência em coordenação com os parceiros sociais têm funcionado, salvo algumas exceções, de forma eficaz.

Litoralgarve  – Qual é a sua opinião sobre os restantes candidatos? Que aspetos positivos e negativos aponta a cada um deles?

Pedro Moreira – Não me quero pronunciar sobre os restantes candidatos. Todos eles terão qualidades e defeitos e terão decerto oportunidade de apresentar à população os seus projetos para o concelho. Os lacobrigenses decidirão de forma soberana e democrática em que confiarão o seu voto no dia 26.

“O governo prometeu em junho de 2020 um plano específico de apoio ao Algarve. Até ao momento, não tivemos o conhecimento da execução desse tal plano. Fomos abandonados à nossa sorte.”

Litoralgarve  – Como avalia a atuação deste Governo? Quais os pontos positivos e negativos?

Pedro Moreira  –  Avalio a atuação do governo em relação ao Algarve de forma muito negativa. O Algarve foi das regiões do país a que mais sofreu com a pandemia devido à sua grande dependência económica do turismo. O governo prometeu em junho de 2020 um plano específico de apoio ao Algarve. Até ao momento, não tivemos o conhecimento da execução desse tal plano. Fomos abandonados à nossa sorte.

Litoralgarve   – É a favor ou contra a regionalização e porquê?  O que poderá mudar no Algarve com a regionalização?

Pedro Moreira  – Era por princípio contra a regionalização, pois temia ver repetidos a nível regional os vícios políticos que observo a nível nacional. Mas com o tempo e vendo a forma como o Algarve tem vindo a ser tratado, ou destratado e esquecido pelos governos centrais, com os investimentos que são vitais à região como o novo hospital do Algarve, o problema da água, as acessibilidades viárias e ferroviárias, só para falar dos mais importantes a serem deixados na gaveta, começo a pensar que a regionalização será mesmo uma solução viável de futuro. O diferencial entre a riqueza produzida na região e o que o Estado cá gasta em equipamentos sociais, é muito grande com prejuízo para os Algarvios.

 QUEM É QUEM

“Tenho   alguma   falta    de   paciência    para   lidar   com   gente    falsa,   incompetente   e    preguiçosa”

Com 55 anos de idade e nascido em Lagos, onde reside, Pedro Moreira vive em união de facto, tem um filho e três filhas, é Diretor de Hotel e gestor de investimentos imobiliários e fala inglês, francês e espanhol, além de português. Ocupa os tempos livres a “ler, a pintar e a andar de moto”,  foi campeão de Karaté  e “frequento um ginásio quando posso”. Sportinguista,  fuma “15” cigarros por dia, “mas vou deixar”.

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas em pé e texto que diz "JPSD KETRON TPSD PARTIDO SOCIAL I"

–  Nome completo: Pedro Augusto Borges de Lima Palma Moreira

–  Data do nascimento: 14-06-1966  –  Tem 55 anos

–  Signo: Gémeos

– Altura: 185cm

– Peso: 105kg

–  Naturalidade: S. Sebastião – Lagos

–  Residência: Lagos

–  Estado Civil: Divorciado (vivo em união de facto)

–  Filhos (nomes e idades): 4

João Pedro, 29 – Beatriz, 26 – Júlia, 17 – Daniela, 16

–  Habilitações literárias (escolas / universidades que frequentou, onde e em que anos):

Escola Júlio Dantas, Lagos – 12º – 1984

Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, Porto – Gestão e Técnica Hoteleira – 84/87

S.M.O – Escola Prática de Artilharia – 2º Furriel – 87/88

NextArt, Lisboa – Curso de Arte e Pintura Avançado – 2013/2016

–  Profissão (há quantos anos e onde a exerce): Diretor de Hotel

Diretor de Hotel – 1989-1998

Mediador Imobiliário – 1998-2008

Gestor de Investimentos Imobiliários – 2008 – presente

–  Idiomas que domina: Português, Inglês, Francês, Espanhol

–  Filiação partidária : Partido Social Democrata, desde 2012, em Lagos

–  Experiência política / cargos e há quantos anos:

Presidente da Comissão Política de secção desde dezembro 2017.

– Número de eleitor / onde vota: em S. Gonçalo – Lagos

–  Na infância e juventude, o que ambicionava ser um dia em termos profissionais?

Diretor de Hotel

–  Qual era o seu brinquedo preferido em criança?

 ‘Action Man’

“Comecei a trabalhar no verão com 14 anos a varrer as ruas na Praia da Luz. Comprei uma motorizada ‘Casal Boss’ com o que juntei.”

–  Qual o valor e o que fez com o primeiro salário que recebeu quando começou a trabalhar? Em que ano?

O valor não me lembro. Comecei a trabalhar no verão com 14 anos a varrer as ruas na Praia da Luz. Comprei uma motorizada ‘Casal Boss’ com o que juntei.

–  Clube desportivo de que é adepto / associado (número de associado) –

 Sporting Clube de Portugal

–  Como ocupa os tempos livres?

Ler, pintar e andar de moto.

–  Modalidade (s) desportiva (s) que pratica, ou já praticou

Pratiquei Karaté durante muitos anos, fui atleta federado e campeão nacional em Kumite (combate) por equipas três anos.

– Frequenta o ginásio? Quantos dias por semana?

Frequento um ginásio quando posso.

“Sou um apreciador de toda a comida portuguesa. Leitão, Cabidela e peixe grelhado estão no topo da lista.”

–  Gastronomia / qual é o seu prato preferido?

Sou um apreciador de toda a comida portuguesa. Leitão, Cabidela e peixe grelhado estão no topo da lista

– Qual a bebida que não dispensa?

Água

– Quantos cigarros fuma por dia?

15, mas vou deixar.

–  Onde costuma passar férias e porquê?

Depende da disposição. A última viagem foi fazer a N2 de moto. Adorei. Por motivos familiares, costumo passar alguns dias por ano na Ucrânia.

“Tenho   um   carinho   especial   pela  praia  do Porto de Mós e a da Luz. Passei na do Porto de Mós   a    infância  e   trabalhei   na   Luz   uns   15 anos.”

– Qual é a praia de que mais gosta e porquê?

Das de Lagos, gosto de todas. Mas tenho um carinho especial pela do Porto de Mós e a da Luz. Passei na do Porto de Mós a infância e trabalhei na Luz uns 15 anos. É uma praia lindíssima.

– Costuma fazer caminhadas? Em que dias, onde e quantos quilómetros?

Costumo fazer quando posso. Aos fins de semana e uns 4 ou 5 kms.

– Carro (marca):

Volvo XC40 Hibrido, ainda não tive coragem para passar a 100% elétrico.

“A   última   multa   que   apanhei   em   Portugal  (…)  foi   há   uns    15   anos   na   estrada   da   Luz.   Ia  a  50km/h.  e  não  reparei   na   placa   dos   30km/h.   Levei   €30   de   multa.”

– Já foi multado na condução? Que infrações cometeu e qual o valor da multa?

Já. A última que apanhei (em Portugal, porque na Ucrânia é desporto nacional da policia a caça à multa) foi há uns 15 anos na estrada da Luz. Ia a 50km/h e não reparei na placa dos 30km/h. Levei €30 de multa.

– Bicicleta:

Sim. BTT às vezes.

Em   casa   tem   “1  cão  (cego  que  resgatei)  e  3  cadelas” 

– Animais que tem em casa:

1 cão (cego que resgatei) e 3 cadelas.

–  Filmes que mais aprecia? E porquê?

Ficção científica, históricos de guerra e um ou outro drama.

Porquê? Uma questão de gosto.

Livros   são   “a   minha  paixão  e   vício   que   não consigo   controlar.   Leio   todos  os   dias.”

–  E livros ? Porquê?

Muitos. A minha paixão e vício que não consigo controlar. Leio todos os dias. Comecei em pequeno e nunca mais me passou. Costumo dizer que é a forma mais barata e satisfatória de viajar. Há um livro muito giro com o título: “Os livros que devoraram o meu pai: a estranha e mágica história de Vivaldo Bonfim”, de Afonso Cruz, que é ilustrativo da “doença”.

–  Religião? E porquê?

Católico Apostólico Romano, não praticante. O ser humano é um ser religioso por natureza porque procura o transcendente como explicação para o mistério da vida e da morte. Eu não fujo à regra. Sou uma pessoa religiosa, mas desconfio das religiões organizadas pelo Homem. Sigo os princípios cristãos porque os considero bons nos princípios de elevação da humanidade. Mas as religiões orientais como o budismo, o taoismo e o confucionismo estão repletas de bons ensinamentos, de bom senso que me atraem e gosto de aproveitar. Coisas que me ficaram do Karaté.

– Como reage quando alguém o aborda na rua a pedir dinheiro para comer?

Depende. Normalmente tento providenciar mesmo alimento numa cafetaria próxima. Se reparar que o dinheiro se destina a sustentar vícios, não ajudo.

–  Qual foi a situação mais difícil / susto que já passou na vida? E como enfrentou?

Um problema de trânsito aqui em Lagos quando tinha uns 20 anos, em que um sujeito já idoso me persegue de carro com a esposa e quando eu paro em frente à minha casa no Porto de Mós se aproxima de mim e me aponta uma arma à cabeça. A mulher gritava por um lado e eu com muita calma lá fui desbloqueando a situação até que o homem caiu nele, se meteu no carro e desapareceu. Essa ficou marcada e a partir daí nunca mais me chateei no trânsito. Nunca sabemos com quem estamos a lidar.

– E a situação mais divertida?

Tenho muitas. Não cabem aqui infelizmente.

–  Internet, telemóveis, redes sociais –  aspetos positivos e negativos que destaca?

Estamos todos mais próximos uns dos outros. E paradoxalmente vamos perdendo competências de comunicação e convívio.

Virtudes? “Honestidade,   empatia   com   as    pessoas,   tento   fazer  o  que   tenho   que  fazer com  a   máxima   competência.   Pontualidade.”

– Qual a sua principal virtude?

Honestidade, empatia com as pessoas, tento fazer o que tenho que fazer com a máxima competência. Pontualidade.

–  E qual o seu principal defeito?

Tenho alguma falta de paciência para lidar com gente falsa, incompetente e preguiçosa.

–  Que conselhos costuma dar aos seus filhos e a outros familiares?

Costumo dizer-lhes que os meus pais tiveram a preocupação de me dar (e às minhas irmãs) valores de educação e formação, assim como um nome limpo. É isso que eu me preocupo todos os dias em deixar-lhes. São coisas que o dinheiro não compra.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto

–  O que mais aprecia nas pessoas?

Ética, honestidade, frontalidade, seja de que condição forem, ou que trabalho desempenhem.

–  E o que mais detesta?

A falta de ética, a desonestidade, a necessidade de denegrirem o outro para sobressaírem elas próprias.

– Qual a figura nacional que mais aprecia e porquê?

Francisco Sá Carneiro, pela coragem na vida pessoal e pela vida política. António Arnault, que tive o prazer de conhecer pessoalmente, uma grande figura do nosso país. Um homem sério e integro.

–  E a nível mundial? E porquê?

Nelson Mandela, sou um grande admirador deste político africano. A sua vida pessoal e política é conhecida. Um farol da humanidade. Tenho muita pena de ver o seu legado na África do Sul ser agora desprezado desta forma. Estão a destruir um país que ele tanto se empenhou para unir.

“Já  me  vi   confinado  em  casa,   às ordens  do senhor   delegado   de   saúde  regional,  por  24 dias,   de  6  a   30  de  agosto,  detido  em  casa  ao abrigo de um Estado de Calamidade que tinha terminado   dia  19.   Confesso  que  não  gostei.”

–  O que aprendeu com a Covid-19?

Aprendi que os Estados investem menos do que deviam em saúde pública. Aprendi que não se apercebem que o mundo, em termos de rapidez de movimentação de pessoas, é hoje uma aldeia global. Aprendi que há países que pelas suas práticas sanitárias e alimentares, não devia ser permitido aos seus cidadãos viajarem livremente sem passarem por quarentenas. E aprendi que, como de costume, o poderio económico fala sempre mais alto, pelo que passado este vendaval sanitário não antecipo grandes alterações de comportamentos entre as nações.

– De que forma a pandemia tem condicionado a sua vida?

Condicionou a nível económico como a toda a gente e apesar de não ter tido ainda a “experiência Covid”, já me vi confinado em casa, às ordens do senhor delegado de saúde regional, por 24 dias, de 6 a 30 de agosto, detido em casa ao abrigo de um Estado de Calamidade que tinha terminado dia 19. Confesso que não gostei.

Veja mais sobre o candidato em:

https://www.facebook.com/watch/?v=488958328855031&t=0

Paulo Silva

José Manuel Oliveira

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