Incêndio nos concelhos de Monchique e de Portimão foi dominado após devastar mais de dois mil hectares de terreno e ter obrigado 68 pessoas a saírem das suas habitações

Ao todo foram deslocadas de suas casas 68 pessoas, tendo 21 pernoitado no Centro de Concentração e Apoio à População, instalado no pavilhão Portimão Arena, entretanto desativado. Também foram acolhidos 85 animais.

O incêndio que lavrou desde sábado nos concelhos de Monchique e Portimão, foi no domingo, dia 18/07/2021, dado como extinto, tendo entrado em fase de vigilância às 19h00 depois de um dia de rescaldo, afirmou o comandante das operações.

Numa conferência de imprensa realizada nas instalações do Autódromo Internacional do Algarve, no concelho de Portimão, o comandante operacional Distrital de Faro da Proteção Civil, Richard Marques, adiantou que os meios ainda se vão manter no terreno para “consolidar a área afetada”, que ascende aos “dois mil hectares num perímetro de 24 quilómetros quadrados”.

No domingo, e apesar da intensidade do vento, que atingiu rajadas de 50 quilómetros por hora, “não houve reativações com grande expressão” a as que existiram foram “prontamente resolvidas pelo dispositivo no terreno: 426 operacionais, apoiados por 143 veículos, quatro meios aéreos e cinco máquinas de rasto.

Vento continua com alguma intensidade, mas nesta segunda-feira “haverá ainda menos meios e recursos no terreno”

Richard Marques revelou que o quadro meteorológico previsto para segunda-feira, 19/07/2021, é “semelhante ao de hoje”, com o vento a soprar com alguma intensidade, o que obriga a que a desmobilização “seja gradual” com rendimentos dos meios da região para “recuperar” a capacidade de ataque inicial em novas situações, “fundamental” para manter a resposta rápida aos incêndios rurais no Algarve.

“Esta segunda-feira haverá ainda meios e recursos no terreno durante todo o dia, havendo uma reavaliação do plano de desmobilização”, assumiu.

Agricultores de Monchique e de Portimão já podem reportar prejuízos provocados pelas chamas

O comandante operacional Distrital de Faro da Proteção Civil relembrou que “não se registaram “quaisquer vítimas do incêndio” e que os moradores já regressaram às suas habitações.

Ao todo foram deslocadas de suas casas “68 pessoas”, tendo “21 pernoitado no Centro de Concentração e Apoio à População no Portimão Arena”, entretanto desativado, tendo sido acolhidos também “85 animais”.

Em relação à extensão dos danos, o representante da Guarda Nacional Republica presente na conferência de imprensa, revelou terem sido “essencialmente danos em alguns armazéns de apoio à atividade agricultura e algumas dezenas de veículos em fim de vida”, nomeadamente na zona de origem do incêndio.

O capitão Pedro Fernandes apontou que o “dano primordial” foi num anexo de uma residência que não chegou a afetar a habitação.

No concelho de Monchique arderam 650 hectares de terreno florestal,  211ha dos quais composto por eucalipto e 131ha de sobreiro

Noutra conferência de imprensa, no domingo de manhã, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, revelou já ter realizado o levantamento dos danos no seu concelho e que dos cerca de dois mil hectares (ha) ardidos, “650” são em Monchique: “211ha de eucalipto, 242ha de mato, 20ha de pastagens, 131ha de sobreiro, 21ha de pinheiro manso e 25ha de agricultura”..

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 20h30 de domingo,18/07/2021, estavam no terreno 368 operacionais, 121 veículos e nenhum meio aéreo.

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