PAN candidata-se pela primeira vez à Câmara Municipal de Olhão

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta-se, pela primeira vez, às eleições autárquicas, em Olhão, tendo como cabeça de lista à Câmara o engenheiro de Ambiente Alexandre Pereira, de 41 anos.

Segundo o PAN, trata-se de uma «candidatura ambientalista e progressista, com o objetivo de lutar pelos direitos sociais e humanos, pela preservação do ambiente, e pelo bem-estar animal».

O partido afirma querer «assumir uma resposta aos dois grandes desafios do presente, a crise climática e a crise sócioeconómica causada pela Covid-19, dois desafios por si só extremamente exigentes, mas que, uma vez coexistindo no tempo, exigirão ainda mais de todos nós».

«Quero ser a voz de todas e todos os olhanenses, consciente de que os próximos quatro anos serão especialmente complexos à escala global e, por maioria de razão, à escala local, com os municípios a serem chamados para a linha da frente da implementação das políticas públicas», salienta Alexandre Pereira.

«A visão e estratégias do atual e anteriores executivos fazem lembrar um funil: pensam, olham e caminham numa única direção, quando a visão deverá ser sempre abrangente. Não saber ouvir, não aceitar opiniões diferentes, não tolerar ser questionado, são falhas gravíssimas na postura do atual presidente do município. A meu ver, o sucesso é alcançado quando quem lidera tem a humildade e a coragem de reconhecer os seus erros, estar disposto e disponível para ouvir e aceitar outros pontos de vista. Mesmo tendo sido eleito por uma parte, o presidente deve relacionarse de igual forma com todas e todos os olhanenses», acredita o candidato do PAN em Olhão às Eleições Autárquicas 2021.

Alexandre Pereira participa ativamente em ações no terreno, junto da comunidade escolar, através de palestras de sensibilização ambiental, nas quais alerta para a urgente mudança de comportamentos e atitudes, pela preservação e proteção das espécies e dos ecossistemas.

Para o candidato do PAN, «estas crianças e jovens serão as mulheres e os homens de amanhã e é neles e com eles que esta mudança acontecerá. As novas gerações são mais recetivas aos temas estruturantes da nossa sociedade, são mais sensíveis aos graves problemas causados pelas alterações climáticas, a modos de vida mais saudáveis e sustentáveis em equilíbrio com todos os seres vivos e com a consciência, de que só uma visão inclusiva, sem lugar a xenofobia, ao racismo e ao preconceito, fará a sociedade evoluir e prosperar».

O PAN apresenta em Olhão um programa eleitoral «para o qual todos e todas terão oportunidade de colaborar com sugestões e opiniões».

Para isso, nas próximas semanas, o partido pretende reunir-se com entidades, associações, empresas, coletividades e grupos de cidadãos, com o objetivo de apresentar um projeto autárquico para os próximos quatro anos.

«Acredito que a verdadeira mudança começa ao nível local, nos bairros, nas comunidades, nas freguesias e no concelho. Em Olhão, temos todas as condições para ser a referência nacional em políticas sociais, na criação de oportunidades, no combate à desigualdade e à corrupção, sempre com total respeito pelas demais formas de vida e pela nossa casa comum: o planeta Terra. Para nós, o caminho faz-se com políticas que coloquem pessoas, animais e natureza a coabitar harmoniosamente, sendo que não concebemos um cenário em que um destes três pilares se autonomize face aos demais. Esta mudança é necessária e urgente. No que depender de mim, irá finalmente acontecer», assegura Alexandre Pereira.

De entre as várias propostas que esta candidatura irá apresentar para Olhão, o partido assume desde logo o compromisso de reforçar os direitos dos animais no município, criando o pelouro da Proteção, Saúde e Bem-estar Animal.

«Queremos o reforço das verbas para as associações, apoios a quem cuida de animais abandonados na rua e a implementação de um Regulamento Municipal de Proteção, Saúde e Bem-estar Animal aliado a uma campanha de recenseamento animal», explica Alexandre Pereira.

Em matéria de direitos sociais, o partido propõe a criação de programas que visem apoiar o acesso de pessoas no limiar ou em situação de pobreza aos serviços da saúde, à educação, habitação, empregabilidade e ajuda burocrática em eventuais pedidos de crédito bancário, entre outros.

O PAN acrescenta que «a violência doméstica é um flagelo em Olhão e um reflexo da falta de medidas nesta área. É essencial a elaboração do Plano Municipal para a Igualdade entre Mulheres e Homens, para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica e para o Combate à Discriminação em razão da Orientação Sexual, Identidade e Expressão de Género e Características Sexuais é outro dos objetivos da candidatura».

«O reforço de equipas multidisciplinares que acompanhem as pessoas mais idosas, nomeadamente em situação de pobreza, exclusão e isolamento» também é uma prioridade.

A nível ambiental, o partido propõe «o desenvolvimento de estudos e implementação de projetos piloto de sistema PAYT (Pay-as-you-throw) na recolha de resíduos urbanos, permitindo a quem separa os seus resíduos ver esse esforço recompensado na fatura». Trata-se, segundo aquele partido, de «um projeto catalisador de melhores práticas ambientais, permitindo em simultâneo, à autarquia, otimizar processos de recolha e tratamento de resíduos reduzindo custos».

Defende ainda a «separação da tarifa de resíduos do consumo da água, e a promoção de uma rede de hortas urbanas e comunitárias, incluindo a criação destas nas escolas do concelho, sob gestão municipal».

No entender do PAN, a habitação é também uma área que «precisa de investimento, quer na reabilitação, quer na criação de arrendamento acessível, defendendo a mobilização do património imobiliário do Estado e municipal».

Ainda a nível municipal, o PAN quer equipar o município com «um inovador e moderno complexo de Piscinas Municipais exteriores, com zonas verdes e economicamente acessíveis, bem como criar um parque de feiras e exposições, na área envolvente da cidade, contribuindo assim para a realização de eventos temáticos organizados pelo município e, simultaneamente, criar a possibilidade de atrair expositores e visitantes internacionais».

Por fim, o PAN pretende «renaturalizar e restaurar áreas degradadas e abandonadas, como a antiga ETAR que foi desativada, local muito importante como habitat para várias aves».

Na opinião do partido, «é ainda fundamental que o município defenda o aumento da fiscalização no Parque Natural da Ria Formosa para diminuir a captura de espécies ilegais (cavalo-marinho, pepino-do-mar, entre muitas outras), e elimine as descargas de poluentes neste ecossistema já tão fragilizado, garantindo a resolução deste problema de vez».

Para o PAN, é urgente promover boas práticas ambientais no setor náutico, com uma forte aposta em embarcações não poluentes e energeticamente eficientes, pelo respeito dos limites ecológicos dos ecossistemas marinhos.

«O PAN está preparado para assumir responsabilidades em Olhão e acredita que, na noite das eleições, o resultado mostrará que essa é também a vontade de todas e todos os olhanenses», conclui Alexandre Pereira.

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