PCP – Sobre a suspensão das actividades lectivas presenciais nos 1º e 2º ciclos em concelhos do Algarve

A decisão por parte da ARS Algarve de decretar a suspensão das actividades lectivas presenciais nos primeiros e segundos ciclos de ensino nos concelhos de Albufeira, Loulé, Faro, São Brás de Alportel e de Olhão, anunciada na noite anterior (ontem) à sua concretização, não só apanhou milhares de famílias e professores de surpresa, como constitui um novo revés no processo de ensino e aprendizagem de milhares de criança algarvias e um elemento desorganizador e penalizador da vida dos seus pais e encarregados de educação, incluindo dos que dependem das refeições fornecidas nas cantinas escolares.

Esta decisão, estranhamente assumida pela ARS e não directamente pelo governo, tomada na base do aumento do número de casos de Covid-19 e numa motorização da epidemia assente apenas em alguns e parciais critérios epidemiológicos, desconsiderando outros critérios e dimensões, não vai no sentido que a região do Algarve e o País precisam. Pelo contrário, a realidade continua a exigir a intensificação e alargamento da testagem, o reforço do rastreio e o alargamento da vacinação. Opções que, como há muito o PCP defende, reclamam um forte investimento não apenas na contratação de mais trabalhadores para assegurar estas funções – enfermeiros, médicos, equipas de saúde pública – mas também na diversificação da compra de vacinas, respondendo à falta de vacinas ainda agora assinaladas pelos responsáveis do processo, acelerando todo o processo de vacinação e rompendo com a submissão às imposições da União Europeia e com os interesses das multinacionais farmacêuticas a que o País tem estado sujeito.

O PCP relembra ainda que, em vez de afirmações e posicionamentos contraditórios por parte das diferentes autoridades, o que a situação reclama é a criação de condições – com todo o investimento que isso implica – para a retoma e desenvolvimento, com condições de segurança, das actividades económicas, educativas, sociais, culturais e desportivas essenciais à vida e à saúde das crianças e dos pais, bem como, de toda a população em geral.

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